A Justiça do Trabalho da 62ª Vara do Trabalho de São Paulo suspendeu a exigibilidade dos boletos para pagamento da AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde) em resposta a ação do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo.

Unificado ingressou com pedido liminar para que seja mantida a forma de contribuição por meio de contracheque. Porém, como o vencimento dos boletos ocorrerá durante o prazo concedido para a empresa, o juiz decidiu por suspender a exigibilidade dos boletos.

Caso não seja concedida a liminar, os novos boletos somente poderão ser expedidos após tal decisão e não poderão ser cobrados juros e/ou atualização monetária pelo não pagamento.

Diante da decisão que atende ao desejo da categoria, o Unificado orienta a todos os aposentados e pensionistas que não efetuem o pagamento das faturas com vencimento em 10 de maio e que aguardem novas orientações.

Irracionalidade em tempos de pandemia

A direção da Petrobrás alegou que a mudança da forma de pagamento do plano de saúde, anunciada em abril com início previsto para maio, seria decorrente do término do convênio da Petros com o INSS. Porém, essa parceria estava prevista apenas para junho. Além disso, toda modificação na forma de cobrança deveria ser discutida com o Sindicato, conforme prevê o Acordo Coletivo (ACT) da categoria.

Em abril, cinco mil pensionistas seriam cobrados por boleto bancário e, em julho, os demais pensionistas e aposentados receberiam o documento com vencimento em 10 de agosto

Unificado aponta ainda que a alteração é completamente equivocada pelo momento, já que fará com que centenas de idosos e idosas, grupo de risco em tempos de pandemia de coronavírus, tenham de se deslocar até as agências bancárias para pagarem os seus boletos.

Além dos problemas mencionados existe a possibilidade da cobrança por boleto desrespeitar a margem máxima mensal de desconto, que é definida no ACT, com teto de 13% dos vencimentos.

Muitos pensionistas e aposentados demonstram ainda preocupação com a dificuldade em receber a correspondência que muitas vezes chega em cima da hora ou simplesmente não chega.

Petroleiro aposentado da Replan (Refinaria Paulínia) e coordenador do Daesp (Departamento dos Trabalhadores Aposentados do Estado de São Paulo) em Campinas, Benedito Ferreira, o Ditinho, destaca a importância desta decisão para a categoria.

“A dificuldade em ter que ir à agência bancária faz com que o pagamento da maneira como vinha sendo feito seja o mais adequado. Até porque os aposentados e pensionistas são grupo de risco nesse período de pandemia de coronavírus”, apontou.

Diretor da regional São Paulo do Sindipetro Verenissimo Barsante destaca que a luta agora é para a concessão da liminar e que se torne definitiva com o julgamento do processo. “É uma medida paliativa, que nos traz algum refresco, mas temos de lutar para que isso seja permanente”, disse.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores offshore, testados para o coronavírus apenas no embarque, estão apreensivos com avanço da doença e têm medo de levar a covid-19 para suas casas

Por Leonardo Maia – 
Campos – Enquanto a disseminação do novo coronavírus avança pelo país, cresce a apreensão de que o mesmo possa se repetir nas plataformas de petróleo da Bacia de Campos. Monitoramento do Ministério das Minas e Energia apontava, até o dia 27, 510 pessoas contaminadas, além de 1301 com suspeita da doença entre os mais de 46 mil funcionários da Petrobras. Existe o temor de um surto eminente entre os trabalhadores embarcados, confinados a um espaço exíguo e de difícil acesso, a centenas de quilômetros do continente. 

Recentemente, a Petrobras passou a realizar testes rápidos em todos os homens e mulheres que embarcam para as plataformas dos aeroportos e heliportos de Jacarepaguá, Vitória (ES), Macaé, Cabo Frio e do Farol de São Thomé, praia do litoral campista. No entanto, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) questiona a confibalidade dessas análises e critica as medidas gerais de prevenção adotadas pela empresa.

Em resposta, a empresa diz, em nota, que os exames rápidos “são úteis para identificar pessoas que possam estar com uma infecção ativa há alguns dias, porém sem manifestação de sintomas, assim como aquelas que tenham tido uma infecção assintomática no passado”.

“Os testes não bastam. Eles têm sua lógica, mas não são 100% confiáveis. O que deixa os trabalhadores preocupados”, comenta Ricardo Duarte, médico do trabalho do Sindipetro-NF.

Duarte também aponta outro problema. Os petroleiros vêm de diversas cidades e regiões do país, compartilham ambientes como aviões, ônibus, vans, carros, antes de chegar ao ponto de embarque.

“Uma pessoa que se contamine três dias antes de embarcar, não vai aparecer (a contaminação) nesse teste”, diz o médico. “E o ´relógio´ da infeção diz que ela pode levar até 14 dias para apresentar sintomas. Até lá, ela já passou o vírus para vários colegas embarcados”.

 Além da crise da covid-19, funcionário da Petrobras estão apreensivos com a paralisação de plataformas na Bacia de Campos – Arquivo / Secom Macaé

A Petrobras diz que realiza o exame mais preciso (RT-PCR, reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa) em todos aqueles que apresentam sintomas, e os retira das plataformas imediatamente, encaminhando para atendimento e isolamento domiciliar monitorado. Também informa que mudou escalas e reduziu o número de operários em cada plataforma ao mínimo necessário.

O sindicato identificou a presença do coronavírus em pelo menos 9 plataformas da Bacia de Campos: P-26, P-50, P-35, PCE-1, P-43, P-47, PNA-1, P-48 e P-33.

Um operário, que falou à reportagem em condição de anonimato, revela que é frequente a chegada de helicópteros às bases marítimas para levar trabalhadores com sintomas da covid-19.

A reportagem também pediu confirmação à Petrobras de uma informação de que, há duas semanas, um helicóptero desembarcou 21 pessoas no heliporto da Praia do Farol. Dias depois, 14 delas apresentaram resultado positivo para o coronavírus.

A empresa não confirmou nem negou. Alegou, por nota, respeito ao sigilo médico, e que não divulga informações individuais, apenas números gerais. “A companhia entende que, em linha com nosso valor de respeito às pessoas, a garantia da privacidade e do sigilo se sobrepõe nessas situações”.

No entanto, os petroleiros têm manifestado entre si o temor de levarem a doença para suas famílias, uma vez que a Petrobras não realiza os mesmos testes rápidos no desembarque. A empresa não respondeu a esse ponto específico quando questionada.

“Os trabalhadores perguntam que garantia eles têm de que estão voltando para casa sem estarem contaminados”, pondera Rafael Crespo, diretor do Sindipetro-NF. “Além disso , os trabalhadores contaminados podem perder direitos trabalhistas porque a empresa se recusa a reconhecer as contaminações como relacionadas ao trabalho, não emitindo, assim, as CAT (Comunicados de Acidente/Doença do Trabalho)”.

“Os caras já vivem o tempo todo no fio da navalha, agora você tem o coronavírus e a ameaça de contaminar sua própria família”, lamenta Duarte. “É uma lógica perversa”.

 

 

 

A maioria das unidades da Petrobrás funciona em terrenos e prédios próprios. Este não é o caso do Edifício Consolação (Edicon), espaço alugado na Rua Augusta, em São Paulo (SP), que funciona como uma espécie de coworking e abrigava cerca de 200 petroleiros de forma rotativa antes da pandemia.

Com a chegada do coronavírus, o espaço foi hibernado e todos os trabalhadores próprios da estatal foram liberados para fazerem home office, ou seja, realizar suas tarefas a partir de suas casas. Entretanto, a empresa “Hub.sp”, da qual a Petrobrás aluga o espaço com toda estrutura de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) e serviços de copa, limpeza e recepção, demitiu quatro e ainda suspendeu o contrato de uma quinta funcionária.

Diante desse cenário, a reportagem do Unificado escutou o relato de Sandra Blanco, trabalhadora da limpeza que faz parte desta lista de demissões. “Quem era trabalhadora da empresa era eu e a Sandy, a terceira pessoa eles colocaram de uma empresa terceirizada, porque os encargos eram menores e não corria o risco de ter perdas se ficasse doente, porque eles substituíam. Só que eles estavam com a ideia de ficar só comigo e com a Sandy, mas lá não tem condições disso. Depois de dois dias que eu falei que não tinham condições de fazer o serviço apenas em duas pessoas, ele [o responsável pela empresa] foi e me mandou embora”, afirma.

De acordo com Sandra, a Hub.sp a demitiu junto com outra trabalhadora quarteirizada, ambas responsáveis pela limpeza. Outras duas pessoas que atuavam na recepção também foram demitidas durante esse período de quarentena e hibernação dos serviços no local. A quinta trabalhadora teve seu contrato suspenso e está recebendo seguro-desemprego.

O dirigente sindical e técnico de administração e controle no Edicon, Tiago Franco, questiona as demissões. “Se a Petrobrás está mantendo o pagamento à empresa terceirizada, ela tem que manter o emprego dessas pessoas, principalmente nesse período de pandemia. Caso contrário, seria uma apropriação indébita. A Petrobrás precisa fazer essa fiscalização, ela também é responsável por esses trabalhadores”, denuncia.

Como tinha menos de seis meses de contrato, Sandra não tem direito ao seguro-desemprego e ainda está enfrentando dificuldades para acessar ao auxílio emergencial da renda básica. Moradora do Jardim Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, Sandra e seu filho vivem a incerteza de como conseguirão pagar as contas até o final desse período de crise.

O Sindipetro Unificado dos Petroleiros dos Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) está questionando a direção da Petrobrás sobre esses casos e pedindo a reintegração imediata de todos os trabalhadores demitidos.

[Via Sindipetro Unificado SP]

A FUP solicitou nesta segunda-feira, 04, à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) informações detalhadas sobre os casos de trabalhadores infectados pelo novo coronavírus e suspeitos de contaminação que foram notificados pelas empresas de petróleo. A Federação alerta à ANP que as empresas do setor, entre elas a Petrobras e suas subsidiárias, não estão cumprindo as medidas preventivas recomendadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no âmbito da “Operação Ouro Negro”.

No último dia 30, a FUP protocolou representação no Ministério Público Federal, cobrando a abertura de investigação criminal para apurar responsabilidade penal e administrativa do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e demais dirigentes da empresa, por negligenciarem ações de prevenção durante a pandemia, colocando em risco os trabalhadores.

Desde 19 de março, quando a FUP apresentou à Petrobrás propostas para proteger os trabalhadores de contaminação, as entidades sindicais vêm cobrando a implementação de medidas efetivas de prevenção, mas os gestores se negam a dialogar. Negligenciam ações sanitárias básicas e omitem informações sobre trabalhadores em grupos de risco e casos suspeitos e confirmados de infectados, aumentando a insegurança da categoria.

Veja a íntegra do documento que a FUP enviou à ANP:

Rio de Janeiro, 04 de maio de 2020.

Ao Senhor Rafael Moura Superintendente do Gerenciamento de Segurança Operacional Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis - ANP 

A FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS – FUP, entidade sindical de segundo grau, sediada na Avenida Rio Branco, 133, 21º andar, Centro, Rio de janeiro, RJ, vem por seu Coordenador apresentar o seguinte requerimento a respeito da pandemia de COVID-19 EM UNIDADES DA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO E GÁS, conforme abaixo desenvolvido.  

1. Plataformas de Petróleo e demais instalações com trabalho confinado

É notório do elevado índice de contaminação em tais unidades, seguidamente noticiado pela grande imprensa.   

A este respeito, lamentavelmente, cabe apontar que os empregadores dessa indústria responderam negligentemente às recomendações promovidas pelo Ministério Público do Trabalho, por esta agência, e outros órgãos fiscalizadores, feitas no âmbito da "Operação Ouro Negro".  

Resultado concreto disso são notícias diárias de dezenas de trabalhadores contaminados.

2. Terminais, Refinarias e outras unidades terrestres

E também lamentavelmente o quadro não é muito diverso nas unidades terrestres da indústria, onde a mais simples providência de utilização de máscaras apenas precária e recentemente foi adotada.  

3. Estrutura Organizacional de Resposta

No caso da Petrobrás, em cumprimento às recomendações da "Operação Ouro Negro" a empresa organizou uma Estrutura Organizacional de Resposta.  

A Federação e seus sindicatos requereram participação na mesma, e desde 18 de março fizeram sugestões, dentre as quais o uso de máscaras para minimizar o contágio, mas nada foi atendido. Os trabalhadores nunca foram ouvidos.  

REQUERIMENTO  

Pelo exposto, a FUP vem requerer as seguintes informações, com fundamento nas já referidas recomendações da Operação Ouro Negro:  

A. Quantos casos comprovados de trabalhadores contaminados, e quantos trabalhadores suspeitos de estarem contaminados, foram identificados e comunicados à ANP, conforme recomendação "3.C.3", e em quais:

A.1. Datas;  

A.2. Unidades;  

A.3. E respectivos empregadores?

B. Em quais unidades, de quais empregadores, foram fornecidas máscaras individuais para minimização do contágio, e em quais datas, conforme recomendação "3.f"?

Por fim, solicitamos o estabelecimento de reunião periódica, com esta superintendência, para acompanhamento da emergência.   

Nestes Termos   

Respeitosamente   

José Maria Ferreira Rangel Coordenador Geral da FUP

 

O momento é de grande desafio em função do cenário desenhado pela epidemia do corona vírus.

Todos desejamos superar os impactos decorrentes dessa crise sanitária, o quanto antes, no entanto, infelizmente, como veremos neste artigo, os efeitos negativos sobre os benefícios que serão pagos pela Petros podem ser permanentes, devido aos atos de gestão da Petrobrás e suas Subsidiárias

As empresas do Sistema Petrobrás vêm desimplantando trabalhadores embarcados e reduzindo salários de forma unilateral e desmedida, conduta alegada como de resiliência à crise do coronavírus.

Entretanto, quando se trata do pagamento de bônus, remuneração de gestores e distribuição de lucros dos acionistas, a direção da Petrobrás e suas Subsidiárias não adotam uma postura com o mesmo rigor e contundência.

Apesar disso, esse texto não tem o objetivo de denunciar apenas a prática da empresa, que está em disputa judicial pela FUP e seus Sindicatos filiados, mas sim esclarecer os efeitos que isso tem no valor dos benefícios que serão pagos pela Petros e o que se pode fazer para evitar esse problema.

Portanto, qual seria a alternativa ao participante, diante da sua redução salarial?

A alternativa existente para ‘anular’ as perdas decorrentes da redução salarial nos benefícios futuros da Petros é o denominado AUTOPATROCÍNIO PARCIAL.

Essa opção consiste no pagamento do mesmo percentual que o participante paga para o seu plano, que a Petros administra, sobre o valor da parcela do seu salário ou da sua remuneração que foi reduzida ou suprimida pela empresa.

Nessa opção, o participante paga a sua parte e a parte da empresa.

É uma alternativa provisória, de impacto ruim nesse momento em que o participante mais precisa do salário e ele está reduzido, mas é a forma imediata para garantir que o seu futuro benefício de previdência complementar não seja reduzido.

Importante destacar que, em paralelo ao debate trabalhista sobre a ilegalidade dessa redução, caso haja procedência nos tribunais, esses valores serão objeto de devolução processual.

Desta forma, a pergunta que precisa de resposta é se essa opção é recomendável para TODOS os casos:

Para os participantes que estão para se aposentar e possuem remuneração inferior ao valor do teto de contribuição, devido a redução salarial, o AUTOPATROCÍNIO PARCIAL é a melhor opção para que o seu benefício futuro não seja reduzido. Para os demais casos essa opção não é recomendável.

Nos Planos Petros do Sistema Petrobrás- PPSPs os tetos de contribuição são: R$ 18.303,18 para inscritos no planos a partir de 14/4/1982 e de R$ 27.498,14 para os inscritos até 14/4/1982.

Portanto, todos os participantes dos planos patrocinados pela Petrobrás e sua subsidiárias, que se enquadrarem nesses mesmo critérios devem optar pelo AUTOPATROCÍNIO PARCIAL

A exceção seria para os participantes do Plano Petros 2 - PP2:

No PP2, o mais recomendável é optar pelas contribuições esporádicas, que o participante pode fazer a qualquer tempo, em qualquer valor, sem precisar ficar engessado na contribuicao fixa mensal do AUTOPATROCÍNIO PARCIAL Lembrando que o PP2,não tem limite de teto de contribuição.

Essa diferença entre as duas alternativas decorre das cataracteristicas dos PPSPs e do PP2.

Nos PPSPs, o cálculo do benefício, ATUALMENTE, abrange a média dos 12 últimos salários de cálculo de remuneração não variável, além de levar em consideração a média dos 60 últimos salários de participação contemplando contribuições para o plano sobre remunerações variáveis, como hora extra e adicional noturno - ATN.

É importante destacar que os PPSPs estão passando por importante mudança regulamentar que passará a considerar os últimos 36 meses para o cálculo, não tão somente os últimos 12 meses. Regras essas com potencial para entrar em vigor ainda esse semestre.

Já no PP2, o valor do benefício é calculado de acordo com o saldo da conta individual do participante acumulado no tempo de trabalho (contribuições próprias e da patrocinadora) com os resultados de investimento e de acordo com e expectativa média de vida em número de meses.

Portanto, importante que cada participante faça um exercício sobre a sua realidade, avalie o cenário atual e futuro e a possibilidade de preservar o valor do seu futuro benefício, levando em conta a opção pelo autopatrocinio parcial ou, alternativamente, as contribuições esporádicas, exclusivamente no PP2.

Lembramos, mais uma vez, que no caso do AUTOPATROCÍNIO PARCIAL, as contribuições feitas poderão ser devolvidas, pois, a luta judicial, feita pelos sindicatos, contra a redução salarial, segue em paralelo.

Por fim, a outra alternativa para os participantes que estão em um desses planos, para evitar prejuízo, no valor do seu futuro benefício seria postergar a sua rescisão contratual com a patrocinadora, até o fim da sua redução salarial.

Caso ainda os participantes da ativa tenham dúvidas sobre o assunto, entrem em contato com a direção da FUP e seus Sindicatos filados, cujo atendimento está sendo feito, nesse momento de quarentena, através de aplicativos de mensagens, e-mail e redes sociais.

Paulo César Martin, diretor da FUP Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Norton Almeida, conselheiro deliberativo da Petros eleito pelos participantes Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Luiz Felipe Fonseca, assessor atuarial da FUP e da ANAPAR Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Marcello Gonçalves, assessor jurídico da FUP Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

A crise do novo coronavírus impõe novas realidades para o movimento sindical. Exemplo disso foi o primeiro de maio com a classe trabalhadora militando fora do seu habitat natural, que é na rua ocupando os espaços e lutando por melhoras coletivas à sociedade. Durante o Dia do Trabalhador todos viram os debates, as entrevistas, os shows e as manifestações pela tela de um smartphone, computador ou tablet. 

Seguindo com o objetivo de preservar a saúde dos trabalhadores, a Comissão Eleitoral do Sindipetro encontrou no mundo virtual a alternativa viável para preservar o histórico comprometimento da entidade com a democracia. 

Para realizar a votação virtual será disponibilizada uma plataforma online para participação dos trabalhadores nos dias da eleição, das 8h do dia 05/05 até às 18h do dia 07/05 (mais informações AQUI). 

Vale lembrar que mais da metade dos associados ao Sindipetro PR e SC são aposentados e se encontram no chamado grupo de risco. Para a Comissão Eleitoral da entidade seria uma irresponsabilidade convocar os petroleiros para comparecer aos locais de votação. 

O assessor jurídico do sindicato, Sidnei Machado, explica ainda que “é necessário a realização da eleição dentro do prazo estipulado pelo estatuto social do sindicato antes do término do mandato da atual gestão. Após fazermos as consultas técnicas sobre a viabilidade, a Comissão Eleitoral achou por bem colher os votos do pleito de forma eletrônica”. 

A Comissão Eleitoral reafirma que processo eletrônico possibilita o exercício individual do direito ao voto por meio de internet, sem necessidade de deslocamento e, portanto, sem exposição ao risco. 

Uma empresa especializada foi contratada pela entidade para fazer o procedimento online. Além disso, “a votação eletrônica garante o sigilo e a segurança do exercício livre do direito ao voto e atende fielmente os objetivos do edital e do estatuto sindical”, completa Sidnei Machado.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Foram confirmados dois casos positivos de coronavirus na unidade de Araças, na Bahia. São dois homens, funcionários próprios da Petrobrás – um trabalha na operação e o outro na fiscalização – que foram afastados e estão em tratamento em suas residências.

Há muito que o Sindipetro Bahia vem alertando para a necessidade de maiores cuidados na prevenção contra o coronavírus para que sejam tomadas medidas simples como o distanciamento entre as pessoas nas áreas de trabalho e no transporte, o uso de máscara, álcool gel e o acesso fácil à sabonetes e toalhas de papel.

Medidas essas que vêm sendo minimizadas em muitas unidades do Sistema Petrobrás onde há registros de aglomeração nos refeitórios e nos locais onde ficam instalados os relógios de ponto.

O pior é que em Araças,  mesmo após a confirmação do coronavírus nos dois funcionários, a Petrobrás não adotou nenhuma medida para tranquilizar os trabalhadores. Não houve sequer higienização mais rigorosa dos locais onde esses dois funcionários trabalhavam, já que há indícios de que um trabalhador tenha sido contaminado a partir do outro e isso pode ensejar mais contaminações.

Nos últimos dias, muitos trabalhadores próprios e terceirizados trabalharam com os dois funcionários que testaram positivo e que também circulavam por várias instalações de Araças, o que pode ter feito com que o vírus se propagasse  em vários locais da unidade, inclusive nos ônibus.

Diante desse caso, o Sindipetro cobra providências  urgentes da Petrobrás como a rápida e profunda higienização dos setores da unidade de Araças para evitar a ampliação da contaminação de mais trabalhadores. O Sindipetro vem buscando negociar e dialogar com as gerências da estatal que não têm dado  importância às colocações e sugestões que têm sido feitas pela entidade sindical que pede a adoção de medidas individuais e coletivas no combate ao coronavírus.

Para o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, essa ocorrência em Araças preocupa não só os que estão lotados nessa unidade da Petrobras na Bahia (UO-BA), mas também aqueles de outras unidades e ainda a seus familiares. “Estamos vivendo um momento critico em que a curva de contaminação do vírus está se acentuando, como já alertaram médicos e cientistas, e isso pode ser refletido no Sistema Petrobrás”.

O Sindipetro quer que a Petrobrás teste todos os trabalhadores que conviveram com os dois funcionários que contraíram o covid-19 nos últimos dias para identificar aqueles que foram contaminados e que sejam afastados de imediato para a proteção de todos, inclusive de seus familiares.

[Via Sindipetro Bahia]

Em documento enviado à Petrobrás, nesta segunda-feira, 04/05, a FUP cobra a prorrogação até novembro do Acordo Coletivo de Trabalho. Em função do isolamento social gerado pela pandemia da Covid-19, a FUP e seus sindicatos estão impossibilitados de realizar congressos e assembleias para deliberar sobre a pauta de reivindicações.

Além disso, a pandemia também impossibilita a realização de reuniões de negociação coletiva.

O atual ACT, firmado em 04 de novembro de 2019, através de mediação do Tribunal Superior do Trabalho, permaneceria, assim, válido por mais três meses, após a data base da categoria.

Comissões permanentes de negociação:

A FUP também propôs à Petrobrás um calendário de reuniões das comissões permanentes de negociação, previstas no ACT:

13/05 –Acompanhamento do ACT (15 horas)

14/05 – Comissão de SMS (15 horas)

15/05 – Comissão de AMS (14 horas)

15/05 – GT AMS (16 horas)

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Durante as atividades virtuais do Primeiro de Maio, a FUP transmitiu ao vivo pelo Facebook o debate Covid-19 e os trabalhadores da Petrobrás

A live foi  conduzida pelo coordenador da FUP, José Maria Rangel, e pelo diretor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP, Alex Guilherme, que discutiram o tema com os profissionais de saúde Ricardo Garcia, médico do trabalho que assessora o Sindipetro-NF, e Letícia Nobre, médica sanitarista e diretora do setor de saúde do trabalhador da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.   

Assista a íntegra do debate:

 
"Covid-19 e os trabalhadores da Petrobrás"

Onde: www.facebook.com/fupetroleiros

Mediação: José Maria Rangel - Coordenador Geral da FUP ; Alex Guilherme - Diretor de Saúde Meio Ambiente e Segurança da FUP 

Convidados: Dr. Ricardo Garcia - Médico do Trabalho que assessora o Sindipetro NF; Dra. Letícia Nobre - Médica Sanitarista e Diretora de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia

“Saúde, emprego e renda. Em defesa da Democracia. Um novo mundo é possível”. Esta é a pauta que as centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo apresentam no Dia Internacional do Trabalhador que, pela primeira vez na história, será por meio da Internet. 

Não haverá rua, mas terá uma maratona de lives com apresentações artísticas e mensagens dos representantes da classe trabalhadora e das instituições democráticas.

Este também será um 1º de Maio Solidário, doações para os mais vulneráveis serão estimuladas e coletadas durante a transmissão da mobilização pelo dia do trabalhador e posteriormente entregues a quem precisa pelos sindicalistas e representantes das frentes. E você pode fazer tudo isso sem sair de casa, se protegendo contra o novo coronavírus (Covid-19).

A partir das 11h30 desta sexta-feira (1º), trabalhadores de qualquer parte do País poderão assistir à live nacional organizada de forma unitária pelas Centrais Sindicais - CUT, Força, UGT, CSB, CTB, CGTB, NCST, Intersindical, A Publica -, com o apoio das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Basta clicar no link do evento e participar da mobilização dos trabalhadores: https://www.facebook.com/events/3020319574748780/

Diversos artistas já confirmaram participação no evento, entre eles, Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, Chico César, Zélia Duncan, Otto, Preta Ferreira, Dexter, Delacruz, Odair José, Leci Brandão, Aíla, Preta Rara, Mistura Popular, Taciana Barros, Francis Hime e Olivia Hime e vários outros.

No resto do mundo, as centrais sindicais também mobilizarão os trabalhadores pela internet. “Solidariedade entre trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo, com todas as vítimas do trabalho, das pandemias e das guerras e porque a classe trabalhadora não deve pagar por essa crise”, convocam entidades do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Cuba, África do Sul, Marrocos, Coreia do Sul, Filipinas, Rússia, Reino Unido, Bélgica, França, Espanha, Turquia e Itália. Juntas, elas organizaram o “Concerto de Solidariedade Internacional”, que terá participação de artistas de diversos continuentes.

A FUP e seus sindicatos irão retransmitir toda a programação pelas suas redes sociais e terão também uma agenda específica, às 18h, no Facebook, com o tema "Covid-19 e os trabalhadores da Petrobrás". O objetivo é fazer um panorama da evolução da pandemia na empresa e discutir as condições de trabalho dos petroleros, próprios e terceirizados. 


Leia também:

Em live nesta sexta, FUP e especialistas discutem avanço da Covid-19 na Petrobrás


[FUP, com informações da CUT]

 

Publicado em Trabalho
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.