Nos últimos dias aumentaram os casos de COVID- 19 nas plataformas. Sete plataformas tem relatos de casos pelos trabalhadores. São elas P-50 , P-26, P-18, P-35, P-20, P-33 e P-62. Dessas, a P-26 é a plataforma que parece ter a situação mais complicada. Na terça, 21, desembarcaram 13 trabalhadores com sintomas da doença.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo existem 105 trabalhadores infectados que estiveram em alguma unidade marítima em todo país, mas os sindicatos acreditam ser muito mais pela falta de testagem.

O sindicato tem a informação que diariamente desembarcam trabalhadores com quadro de COVID-19 e todos são testados. Já os trabalhadores que desembarcam normalmente, sem quadro da doença , que podem ser assintomáticos, não estão sendo testados. Existe a denuncia de trabalhadores que ficaram uma semana ao lado de um trabalhador com COVID-19 em P-26 e não foram testados.

Essa situação é gravíssima porque as pessoas estiveram a bordo juntas e estão indo para suas casas e cidade sem ser testada. O Sindipetro-NF solicitou desde o mês passado que a Petrobrás testasse todos os trabalhadores, mas a empresa alega não ter testes para isso.

A gestão bolsonarista, através do seu setor de SMS, já foi cobrada, mas ainda não respondeu ao sindicato. O presidente da empresa, Castello Branco, trata com total indiferença a vida das pessoas e coloca o lucro da empresa acima de tudo e de todos.

O Sindipetro-NF tem acompanhado incansavelmente esses casos de COVID-19, apesar de não possuir o número de casos oficiais, porque a empresa não está repassando para o sindicato. “A diretoria pediu no dia 18 de março uma série de cuidados no embarque e desembarque do pessoal e no dia 25 enviou um novo ofício cobrando a testagem.  Os casos que aparecem agora são frutos da forma irresponsável pela qual a empresa trata a saúde dos seus trabalhadores” – comenta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

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Sem diálogo social, gestão da Petrobrás ignora sindicatos durante a pandemia 

[Via Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF tem recebido denúncias de trabalhadores de empresas privadas do setor petróleo que estão abandonados por elas, principalmente em relação à logística. A continuidade da produção e o lucro acima da vida tem sido prioridade. No momento do embarque, quando a empresa precisa, envia carro para buscar o trabalhador em casa, mas na hora do desembarque deixa o trabalhador por sua conta.

Um exemplo foi o que aconteceu com um trabalhador da Elfe que desembarcou de uma situação tensa a bordo, onde as pessoas estão todas preocupadas com seus empregos e com medo de contaminação por COVID-19, e quando chegou foi deixado na Rodoviária Shopping Estrada em Campos dos Goytacazes vazia, sem ônibus para voltar para sua cidade natal, localizada em outro Estado.

Ao perceber a situação em que se encontrava, pediu auxílio por e-mail para a Elfe e foi informado que só teria carro no dia seguinte. Nem hotel foi oferecido para o trabalhador que dedicou horas de trabalho para a empresa.

“É um total desrespeito o que estão fazendo com os trabalhadores essenciais para o país! Encaminhamos ofício para todos as empresas pedindo para que se preparassem para essa crise sanitária” – afirma o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

O sindicato enviou ofício para todas as empresas no dia 25 de março orientando como deveriam tratar seus trabalhadores em momento de pandemia, seguindo as orientações do médico do trabalho, Dr. Ricardo Garcia Duarte e solicitando negociação em cada caso.

O que o sindicato e os trabalhadores recebem como resposta é a negligência das empresas em relação à saúde de seus profissionais e de suas famílias.

O NF está checando todos os casos que chegam por e-mail, reúne o máximo de documentação possível e denuncia a órgãos fiscalizadores, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o MPT (Ministério Público do Trabalho).

Por isso é importante que os trabalhadores que estiverem em situação de risco ou verificarem problemas nos procedimentos das empresas do setor petróleo enviem relatos para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Via Sindipetro-NF]

O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo acredita no papel cidadão que as organizações sindicais devem exercer e, neste momento em que a luta contra a retirada de direitos trabalhistas deve caminhar paralelamente ao apoio às famílias de trabalhadores em situação mais fragilizada, tem intermediado a doação de cestas a comunidades periféricas do estado de São Paulo e Campinas.

O objetivo é manter essas ações nas próximas semanas e acrescentar também a distribuições de alimentos o fornecimento de botijões de gás de cozinha para quem tem sofrido com o isolamento social e a queda na renda por conta das restrições impostas pela epidemia da COVID-19.

Por isso, convidamos nossa categoria e companheiros que acreditam na unidade da classe trabalhadora para que possam no ajudar nessa campanha com doações no valor que puder. Basta encaminhar a quantia que desejar para os dados disponibilizados abaixo.

Faremos periodicamente a prestação de contas de tudo que foi arrecadado, com o registro de imagens e vídeos da distribuição dos produtos em página e em nossas redes sociais.

A classe trabalhadora conta com você para manter essa luta de pé!

Confira abaixo o passo a passo das três opções de doação:

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) repudia as manifestações neofascistas realizadas neste domingo (19), que atentaram contra as conquistas democráticas e a saúde do povo brasileiro, rompendo com o isolamento social imprescindível para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A participação ativa do presidente Jair Bolsonaro na manifestação em frente à sede do comando geral do Exército em Brasília, viola a Constituição Brasileira, incitando manifestantes a atacarem as instituições da República, em meio a faixas que pregavam a volta da ditadura, do AI-5, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, constitui crime de responsabilidade passível de afastamento do cargo. Além disso, mais uma vez evidencia a corresponsabilidade de Bolsonaro pelas contaminações e mortes advindas da quebra do isolamento insuflado e promovido por ele.

O pronunciamento de Bolsonaro, de caráter golpista, autoritário e subserviente aos interesses do capital internacional, num tom de clara beligerância, está longe de ser considerado fruto de sua desmedida ignorância, irresponsabilidade ou incapacidade. Ao contrário, evidencia o pensamento de quem nunca escondeu seu desprezo pela democracia e suas instituições.

O compromisso de Bolsonaro com o poder econômico e o grande empresariado está acima de tudo, até mesmo da vida da população que ele teria a obrigação de proteger.

A maior expressão do seu descompromisso com a vida do povo brasileiro, além do flagrante desrespeito às normas da OMS no combate à pandemia são as reiteradas medidas tomadas pelo governo para retirar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, como a MP 905, que caducou nesta segunda. Tanto esta MP como outras medidas de Bolsonaro já aprovadas têm como objetivo reduzir a renda da população em até 30% e fazer dobrar o número de desempregados no país nos próximos meses, trazendo mais e mais sofrimento para a classe trabalhadora.

A pandemia da Covid-19 se abate sobre um Brasil que já estava em crise, fruto da ampliação da desigualdade social, da dependência externa e do “estado de exceção”, como resultado da aplicação do programa dos golpistas. A pandemia agrava a crise econômica, a crise social e política e nos coloca diante da necessidade de apresentar, não apenas políticas emergenciais, mas também uma saída política: o conjunto das forças democráticas e dos setores populares deve dar uma resposta à altura e impor um fim ao governo Bolsonaro.

Cobramos das instituições agredidas uma reação à altura das violações de Bolsonaro, em especial do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. É preciso ações concretas e legais que mudem o curso da trajetória autoritária traçada pelo ocupante do Palácio do Planalto.

A defesa consequente da soberania e da democracia depende da mobilização massiva da classe trabalhadora, em toda a sua diversidade, pela defesa dos direitos – que vêm sendo ampla e sistematicamente atacados e destruídos pelo programa ultraneoliberal daqueles que colocaram Bolsonaro na Presidência da República. 

A CUT reafirma o seu compromisso com a democracia, as liberdades democráticas e o estado democrático de direito, porque a classe trabalhadora é sempre a maior vítima dos regimes autoritários.

Para redobrar os esforços para dar fim ao governo Bolsonaro e barrar o golpe que está em curso, a CUT faz um chamado à unidade das centrais sindicais, de todos os movimentos sociais e populares, organizações políticas e personalidades comprometidas com a defesa da soberania, da democracia e dos direitos do povo brasileiro.

Continuaremos mobilizados e lutando para que a democracia tenha cada vez mais o papel de emponderar a classe trabalhadora, reduzir as desigualdades sociais e econômicas do nosso povo e para a tarefa histórica urgente e incontornável de derrotar esse governo antes que ele acabe com o país, intensificando unidade, organizando e mobilizando a luta pelo Fora Bolsonaro.

Fora Bolsonaro!

Fora Presidente da Morte

Executiva Nacional da CUT

Publicado em Política

Nesta segunda-feira, às 18h30, o Sindipetro PR/SC vai transmitir na TV Sindipetro (canal oficial da entidade no Youtube) o evento “Coronavírus e os impactos nos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”. Trata-se de um debate extremamente atual, pois é um assunto que gera incertezas na vida dos brasileiros. 

Com a crise gerada pelo novo coronavírus, o modelo neoliberal se mostra fragilizado e ineficiente diante de um desafio dessa proporção. A classe trabalhadora, desprotegida por conta de uma agenda que retira direitos dos brasileiros, se vê desamparada socioeconomicamente. 

O desafio é inédito. Uma nova realidade que exige isolamento social e gera como consequências diversas adequações sociais que podem culminar em recessão econômica, desemprego, extinção de renda e adoecimento. 

Para aprofundar esse debate, pensadores de diversas áreas humanas se reunião via TV Sindipetro. O evento é aberto aos interessados e contará com a mediação da diretora do Sindipetro PR e SC, Anacélie Azevedo, que também é estudante de Ciências Sociais na PUCPR.

:: Serviço

“Coronavírus e os impactos nos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”

Data: 20 de abril de 2020

Horário: 18h30

Via TV Sindipetro – Youtube

(https://www.youtube.com/petroleirosprsc)

:: Atenção estudantes: o evento contará como declaração para horas complementares para estudantes de graduação. Enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com seguintes dados: nome completo, universidade e curso.

Conheça os participantes

 :: Cezar Bueno de Lima

Professor do curso de ciências sociais da PUCPR, é Doutor em Ciências Sociais pela PUCSP, Mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É autor do livro “Jovens em Conflito com a lei: liberdade assistida e vidas interrompidas”.  É co-autor do livro “Juventude, Violência, Cidadania e Políticas Públicas em Curitiba e Região Metropolitana”, publicado pelo Núcleo de Pesquisa do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos/IDDEHA-PR.  

Atualmente é professor do curso de graduação em Ciências Sociais da PUCPR e membro pesquisador do Núcleo de Direitos Humanos da mesma instituição. É palestrante e autor de dezenas de artigos publicados desde 2004 nos jornais Folha de Londrina, Jornal de Londrina e Gazeta do Povo. Desenvolve estudos e projetos de pesquisa PIBIC na área de Sociologia urbana com ênfase nos seguintes temas: Juventude, violência, Políticas Públicas e Direitos Humanos. 

:: José Dari Krein

Docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é Doutor em Economia Social e do Trabalho pela Unicamp, Mestrado em Economia Social e do Trabalho pela mesma instituição de ensino paulista e graduado em Filosofia pela PUCPR. Tem experiência na área de economia, com ênfase em emprego, relações de trabalho, sindicalismo e negociação coletiva. Atua principalmente nos seguintes temas: flexibilização, legislação trabalhista, reforma, sindicalismo, trabalho, reestruturação produtiva, emprego, tecnologia, trabalho, salário mínimo e desenvolvimento econômico. 

:: Sidnei Machado

Professor Adjunto de Direito do Trabalho na graduação do Curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPR (Capes 6). Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPR. Doutorado em Direito (UFPR), com Pós-Doutorado na Université Paris Nanterre (França). Líder do Grupo de Pesquisa Clínica de Direito do Trabalho (CDT-UFPR) - Trabalho e Direitos. 

Também é membro pesquisador de Núcleo de Pesquisa Constitucionalismo e Democracia e do Grupo de Pesquisa Trabalho e Sociedade (GETS). Tem experiência nas áreas de Direito do Trabalho, Direito Constitucional, Direito da Seguridade Social e Sociologia Jurídica, com ênfase em atuação em pesquisas e atividades de extensão em temáticas sobre: regulação jurídica do trabalho, direitos humanos, democracia, constitucionalismo social e clínica jurídica.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Durante a Pandemia do novo coronavírus (COVID 19) é importante que os trabalhadores que atuam em serviços essenciais, como a categoria petroleira, sigam algumas orientações para  garantir o acesso aos seus Direitos Trabalhistas e Previdenciários .

O primeiro deles é usar os equipamentos de proteção coletiva e, principalmente, de proteção individual disponibilizado pela empresa. Caso não receba esses equipamentos, denuncie para seu sindicato.

Se perceber que está com sintomas de COVID 19, ou quadro gripal semelhante,  solicite afastamento imediato do trabalho.

Esse afastamento do trabalho não pode ter perda salarial e deve ser comunicado à Previdência pela empresa através de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) como “doença relacionada ao trabalho” de acordo com a (Lei 8.080/90 e Portaria 1.339/99, Ministério da Saúde, incorporada à Portaria de Consolidação 5/2017). A empresa fica sujeita à multa, caso não emita a CAT.

É a emissão da CAT que irá assegurar aos trabalhadores e trabalhadoras o benefício para afastamento com o auxílio-doença acidentário ou outros decorrentes caso haja agravamento da doença ou em caso de invalidez ou morte. O afastamento do trabalho com a CAT dá direito à estabilidade mínima de 12 meses (um ano) conforme Art. 118 da Lei 8213/91.

O Sindipetro-NF lembra que no caso da empresa se recusar a registrar a CAT, o próprio trabalhador, seu dependente,  a entidade sindical,  o médico ou a autoridade pública poderão fazer o registro deste instrumento junto à Previdência Social, a qualquer tempo.

É importante que o trabalhador e trabalhadora registre e guarde documentos, atestados e relatórios médicos que detectaram a doença. Esses documentos servirão para a comprovação do nexo causal (ou seja, mostrar que houve relação com o local de trabalho e/ou a atividade ocupacional), na hora que precisar do reconhecimento dos benefícios junto ao INSS.

O Médico do Trabalho do Sindipetro-NF, Rigardo Garcia Duarte, ressalta que “além da emissão das CATs, todas as decisões relacionadas à saúde, segurança e à vida de trabalhadores(as) da Indústria do Petróleo em meio a Pandemia pelo Covid-19, devem ser discutidas com o Sindicato dos Petroleiros, principalmente porque elas visam a preservação da vida e, temos um cenário muito preocupante à frente no que tange à saúde física e mental desse Coletivo de pessoas”.

Veja as orientações da CUT para emissão das CATS

  • A caracterização da COVID -19 como “doença profissional” ou “doença do trabalho”, deve ser realizada conforme condições em que o trabalho é realizado com exposição ou contato direto, para fins previdenciários (Artigos 19 e 20 da Lei 8.213/91), com emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT);
  • Emissão da CAT deverá ser feita pelo empregador, pelo sindicato ou pelo próprio trabalhador, dentro do sistema informático da Previdência Social, no link: https://cadastro-cat.inss.gov.br/CATInternet/faces/pages/index.xhtml
  • A emissão da CAT se dará conforme a Lei 8.213/1991, que no seu artigo 19 conceitua acidente de trabalho e no artigo 20 inclui as doenças relacionadas ao trabalho como acidente de trabalho.

[Via Sindipetro-NF]

Pela primeira vez na história do país, a CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais vão fazer um ato para comemorar o Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, no dia 1º de Maio, por meio de uma transmissão ao vivo pelas redes socais. O formato de live foi escolhido para proteger os trabalhadores do novo coronavírus (Covid-19), que já infectou quase 2,5 milhão de pessoas em todo o mundo e fez mais de 166 mil vitimais fatais, entre elas 2.500 brasileiros.

Não existe vacina contra o vírus, a única maneira de se proteger é o isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e por especialistas de todo o mundo. Isso não impede mobilização nem ações solidárias, muito pelo contrário. 

Na semana passada por meio do site NA PESSÃO trabalhadores de todo o país mandaram mensagens para os senadores contra a aprovação da Medida Provisória (MP) 905, da Carteira Verde e Amarela, e o Senado tirou a medida da pauta. Como teria de ser votada até esta segunda, a MP deve caducar a meia noite de hoje.

E vários sindicatos da CUT estão mobilizados, seja entregando cestas básicas, botijões de gás ou disponibilizando sedes clubes de campo para as autoridades usarem no atendimento à população.

As restrições à circulação também não impedirão a realização de um grande ato de 1º de Maio, com luta e muita solidariedade.

O mote já foi escolhido: “Saúde, Emprego, Renda: um novo mundo é possível com solidariedade”. E, além de reivindicar direitos, a CUT e demais centrais vão continuar estimulando a reflexão e a luta pela democracia, pelo direito de a classe trabalhadora ter um movimento sindical organizado, ouvido e respeitado.

Todas as centrais estão empenhadas em levar para os trabalhadores e trabalhadoras temas de luta e reflexão, muita música e ações solidárias. Durante todo o dia os sindicalistas vão arrecadar e distribuir alimentos e produtos de higiene para ajudar quem está em casa e não tem como trabalhar e conseguir renda para se manter.

Em meio a tudo isso, o 1º de Maio unificado terá muita música, com apresentações feitas em casa por uma série de artistas, a partir das 10h.

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

A notícia da decisão da direção da Petrobrás de hibernar (fechar) vários campos terrestres da UO-BA, dada em primeira mão pelo Sindipetro Bahia, caiu como uma bomba, não só entre a categoria, mas também entre os prefeitos de muitos municípios que vão ser atingidos, vereadores, deputados e senadores.

Mas a diretoria do Sindipetro já entrou em campo para tentar barrar esse absurdo que vai levar à perda da arrecadação de muitos municípios e do estado da Bahia, além do aumento do número de desempregados, contribuindo para acirrar a crise econômica do país em plena pandemia da Covid-19.

Reunião com prefeitos e vereadores

O Sindipetro já solicitou reunião com os prefeitos e os presidentes das câmaras de vereadores dos municípios produtores de petróleo e gás da Bahia. A reunião está sendo articulada pela Prefeita de Cardeal da Silva, Mariane Mercuri (PTN), envolvendo principalmente as cidades de Esplanada, Entre Rios, Cardeal da Silva, Alagoinhas, Araças, Itanagra, Catu, Pojuca, Mata de São João, São Sebastião do Passé, Candeias e São Francisco do Conde.

A reunião está prevista para acontecer na próxima terça-feira (21), ás 10h. Além disso, os diretores do Sindipetro procuraram os deputados federais Joseildo Ramos (PT), Paulo Azi (DEM), João Carlos Bacelar (Podemos) e Jorge Solla (PT), além do senador Jaques Wagner (PT). Já foi solicitada também reunião com o governador do estado, Rui Costa. E foi feito ainda o pedido de uma articulação política na Assembleia Legislativa da Bahia através dos deputados Alex Lima (PSB) e Rosemberg Pinto ( PT). Desta forma, pretendemos buscar articulações políticas com a bancada baiana de senadores, deputados federais, estaduais, além de vereadores e governo do estado.

Além disso, o Sindipetro estará tratando e buscando outras alternativas e ações, nas esferas sociais, jurídicas e na imprensa, que já se interessou em repercutir o assunto. Vamos dar ampla publicidade, utilizando vários meios, para que a sociedade baiana fique ciente sobre o que está acontecendo e se junte ao Sindipetro nessa luta em defesa da Petrobrás e dos empregos.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A mistura explosiva de redução de salários, desembarques, pressão para adesão a um programa de desligamento da empresa e o risco de contaminação por coronavírus está atingindo a saúde psicológica dos petroleiros. O número de denúncias recebidas pelo Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) sobre problemas de ambiência e estresse no local de trabalho tem aumentado muito neste período.

“O trabalho offshore, que já é estressante por natureza, há anos tem como segunda maior causa de afastamento na empresa a saúde mental. Agora temos visto um aumento nas denúncias. Antes recebíamos uma média de uma denúncia por mês nesta área, agora a média é uma a cada dois dias”, explica o coordenador de comunicação do sindicato, Rafael Crespo.

Sinal amarelo

Neste final de semana, um alerta foi dado por meio de um caso grave na plataforma P-50. No domingo (19), a entidade recebeu denúncia de que houve um surto psicótico de um petroleiro à bordo da unidade. No dia seguinte o petroleiro foi desembarcado. 

“Com as mudanças que a empresa tem feito, reduzindo salários, estendendo jornadas e não se preocupando com a disseminação de covid nas unidades, tem aumentado o estresse a bordo, fazendo com que casos como o da P-50 venham a se tornar rotineiros”, afirma Crespo.

Outro aspecto é lembrado pelo coordenador geral do sindicato, Tezeu Bezerra, que afirma que a situação é agravada pela redução de pessoal, o que também compromete a segurança. A P-50, aonde são necessários quatro técnicos de segurança, chegou a ficar com apenas um nos últimos dias. 

Pelo menos cinco petroleiros desembarcaram da mesma plataforma nas últimas semanas com crises psicológicas. O clima entre os trabalhadores também é de apreensão em razão dos casos de suspeita de coronavírus entre colegas. Três trabalhadores da unidade estão em isolamento.

“A Petrobrás, de forma unilateral, desimplantou centenas de trabalhadores, que significa retirá-los das plataformas e colocá-los em regime administrativo. Isso produz uma redução brutal no salário, o que está abalando financeiramente e psicologicamente estes trabalhadores. Muitos chegam a esconder que estão com sintomas para não passarem por isso”, relata Bezerra.

O sindicato tem denunciado que falta transparência à Petrobrás na comunicação sobre suspeitas de contaminação por coronavírus, e falta diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores sobre as medidas tomadas durante a pandemia. De acordo com o Sindipetro-NF, desembarques, reduções salariais e mudanças na carga horária de trabalho foram feitas pela gestão da companhia sem negociação com os sindicatos.

 [Via Sindipetro-NF]

No último último dia 15/04, a Petrobras anunciou uma nova redução nos dos derivados de petróleo em suas refinarias. De acordo com a gestão da empresa, haverá novos cortes nos peços do díesel, de 6% no litro, e da gasolina, de 8%.

No entanto, as reduções feitas pela Petrobrás não estão chegando no bolso dos consumidores brasileiros. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) revelam que os postos de combustíveis têm aproveitado a situação para aumentar ainda mais a sua margem de lucro.

O Intituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) fez uma análise comparativa dos dados e explica o que está acontecendo. Entenda: 

A queda nos preços das refinarias está, em primeiro lugar, relacionada às mudanças recentes no mercado internacional de petróleo. Desde o final de fevereiro, os mercados têm sido chacoalhoados quer seja pela queda abrupta de demanda – ocacionada pela crise do coronavírus – seja pelo excesso de oferta dos países produtores, em especial Arábia Saudita e Rússia. Isso tem feito com que os preços do Brent e o WTI – os dois principais indicadores das cotações de petróleo mundial – apresentem quedas de mais de 53%. 

Evolução dos preços internacionais do barril de petróleo

 

Fonte: OilPrice. Elaboração Ineep

A queda nos preços internacionais atingiram duplamente a Petrobras. Em primeiro lugar, porque a empresa é exportadora de petróleo cru e a redução no valor do barril afeta diretamente as suas receitas. Segundo, pelo fato de a Petrobras ter adotado nos últimos anos a política de paridade de preços internacionais, os preços internos dos combustíveis seguem a volatilidade externa, fazendo com que a redução nos preços cheguem até as refinarias. 

Isso fez com que a Petrobras diminuísse os preços dos derivados nas refinarias em 48%, no caso da gasolina, e de 35% o do diesel, no acumulado de 2020. Na última quarta feira (15/04), porém, a estatal anunciou mais um corte nos preços – dessa vez, de 6% no litro do diesel e de 8% no da gasolina. Essa foi a 11ª redução no preço da gasolina e o 9º corte no preço do diesel realizados pela estatal só neste ano. 

Nas bombas, entretanto, a história é outra. Um levantamento semanal feito pela ANP mostrou que, de janeiro até agora, enquanto o preço da gasolina nas distribuidoras sofria uma redução de 8,2%, nos postos de gasolina a queda tinha sido apenas de 5,7%. Situação semelhante ao que ocorreu com o diesel, que teve desvalorização de 14,3% nas distribuidoras, mas reduziu apenas 9,1% no preço das bombas. 

Em contrapartida, os mesmos dados da ANP revelam que a margem de venda dos revendedores subiu no mesmo período – 17,3% na gasolina e 40,1% no diesel – o que indica que embora o preço dos combustíveis estejam caindo em todos os níveis, para o consumidor final, essa redução tem sido constrangida pelo aumento nas margens de lucro dos postos. 

Em valores nominais, significa dizer que enquanto na primeira semana de janeiro a margem do revendor foi de R$ 0,44 no litro da gasolina e R$ 0,36 no diesel, na última semana essa margem foi elevada para R$ 0,52, no caso da gasolina e R$ 0,56 no litro do diesel. 

Margem de lucro dos revendedores por produto

 

Fonte: ANP. Elaboração Ineep 

O descompasso entre as quedas de preços na cadeia de combustíveis é uma informação importante para se entender como o parque de refino da Petrobras é importante para a estabilização dos preços internos, mas não é capaz de garantir que essa estabilidade chegue até o consumidor final. Nesse sentido, a falta de instrumentos regulatórios nesse setor abrem espaço para que indivíduos e agentes específicos obtenham vantagens econômicas sobre o restante da população, mesmo em um cenário de crise sanitária global.

[Via Ineep]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.