A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN comunica a todos os trabalhadores sindicalizados, aposentados e pensionistas que estão suspensas por tempo indeterminado toda e qualquer atividade presencial do sindicato a partir desta sexta-feira(26/02).

A medida se faz necessária após o sistema de saúde em Natal e região metropolitana entrarem em colapso com aumento de casos graves da COVID 19. Os hospitais da rede pública e privada nas demais regiões do Estado também estão comprometidos, com mais de 80% dos leitos ocupados, o que afeta a assistência para os potiguares.

Com essa situação crítica, a diretoria do sindicato vai tomar uma ação imediata junto a todas as empresas do setor de petróleo, solicitando reuniões para a revisão do funcionamento de todas as atividades e seus protocolos de segurança.

“Se for necessário, estamos estudando uma medida judicial para forçar as empresas a nos ouvirem sobre as medidas e o rigor que precisam ser tomadas nesse momento de recrudescimento da COVID 19”, explica o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

As atividades presenciais nas sedes do Sindicato permanecerão paralisadas, porém o atendimento continuará de forma remota e online. O SINDIPETRO-RN mantém canais virtuais, de telefone e email, para atender a categoria petroleira do Rio Grande do Norte:

Sede Natal – Atendimento: 99660-2136/ Tesouraria: 99907-6363

Subsede Mossoró – Atendimento: 99660-1661/ Tesouraria: 996601656

Assessoria de Comunicação: 9.9959-0184

E-mail da secretaria: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

Desde o ano passado o Sindipetro-NF denuncia a ocorrência de cursos e treinamentos desnecessários, alguns deles que tiveram validade prorrogada pela Marinha, que a Petrobrás insiste em cobrar, submetendo os petroleiros e petroleiras à exposição desnecessária ao risco de contaminação pelo novo coronavírus.

O sindicato denuncia que a empresa descumpre documento com recomendações da própria companhia — como, por exemplo, a de não realização de cursos que impliquem em aglomerações e em dispensa do uso de máscaras.

A entidade orienta a categoria a exercer o Direito de Recusa e a não participar de treinamentos que exijam estas condições de risco. Os casos devem ser relatados para o e-mail de denúncias da entidade: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Diferente de vários países que começaram cedo a imunização contra a Covid-19, Brasil está há 35 dias seguido com média móvel de mortes acima de mil pessoas a cada dia

[Da redação da CUT]

Na contramão de vários países do mundo, o Brasil, que completa um ano da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus, chegou, nesta quarta-feira (24), a 250 mil vidas perdidas para a Covid-19 e, nesta quinta, vai ultrapassar essa terrível marca.  É a pior fase da pandemia no país, que enfrenta picos de internações, falta de leitos e de vacinas e uma variante mais transmissível que surgiu em Manaus e já circula em vários estados.

No dia 7 de janeiro deste ano, o Brasil chegou a 200 mil mortes e, em apenas 48 dias, atingiu a marca de 250 mil. O ritmo das mortes deve continuar acelerando, segundo especialistas, já que o país não fez o dever de casa: restrição rígida de circulação de pessoas. Eles apontam ainda que, neste ritmo, o Brasil pode atingir 300 mil mortes ainda no mês de março.

O país está há 35 dias seguido com média móvel de mortes acima de mil. Foi a maior média móvel de óbitos em toda a pandemia, 1.127 vítimas por dia, sendo 1433 nas últimas 24 horas, mais um recorde.

O número total de vítimas da pandemia no Brasil pode ser ainda maior, considerando a subnotificação e outros óbitos que ainda aguardam confirmação dos testes para a Covid-19. As mortes nas duas últimas semanas tiveram um crescimento acima de 2%, o que representa uma situação de estabilidade, porém, em patamar elevado.

Ao contrário de vários países, que começaram cedo a imunização contra a Covid-19, decretaram lockdown e várias medidas para restringir a circulação de pessoas, o Brasil, que vem desde novembro do ano passado com tendências de crescimento da doença e ainda não tem sinal de controle, mantém a desorganização e a falta de um comando nacional de combate a pandemia, além da péssima gestão do Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello.

O atraso nas compras de vacina, insumos e até recursos para novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermarias, são algumas das trapalhadas do governo federal. Enquanto outros países têm ação efetiva para o controle da pandemia com campanhas de vacinação e outras medidas, o Brasil vive o drama e angústia da falta dos imunizantes e de governo.

Prefeitos e governadores adotam medidas rígidas

Sem ação do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), prefeitos e governadores adotaram medidas duras para frear o avanço da doença.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Piauí, Santa Catarina, Bahia, Fortaleza endureceram as regras de isolamento social. Grandes cidades do estado de São Paulo, como Araraquara, adotaram lockdown e toque de recolher à noite.


Saiba mais: SP decreta toque de recolher das 23h às 5h a partir de sexta (26) para frear Covid


Para frear a propagação da Covid-19, nesta quarta-feira (24), o estado de São Paulo decretou toque de recolher das 23h às 5h a partir de sexta (26). A pressão dos empresários do comércio levou o governador João Doria (PSDB) a tomar uma medida mais leve do que as que estão sendo decretadas por vários prefeitos. Para especialistas, a restrição deveria ser maior, já que São Paulo registra aumento no número de casos de Covid-19 e recorde de pessoas internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Rio Grande do Sul também vive o pior momento da pandemia. Nesta semana, houve uma disparada nas internações na rede pública de saúde do estado, aumento de 72% em leitos clínicos e de 27% nos de UTI.

A capital, Porto Alegre, tem 96% de sua rede tomada por pacientes com Covid-19, enquanto o estado está com 87% dos leitos ocupados. A expectativa é que o número de mortes e casos continue aumentando após as festas e aglomerações do feriado de carnaval.

Nordeste decreta toque de recolher

Os estados de Pernambuco e de Piauí também decretaram toque de recolher e a capital da BahiaSalvador, determinou o fechamento de praias na tentativa de conter o avanço da Covid-19. O mesmo foi decido pelas autoridades de João Pessoa.

O governo do estado de Pernambuco decretou toque de recolher em 63 municípios das gerências regionais de Saúde de Limoeiro, de Caruaru e de Ouricuri, localizadas no agreste e sertão pernambucano, até o dia 10 de março. Todas as atividades econômicas e sociais estão proibidas das 20h até as 5h durante a semana, e das 17h às 5h nos finais de semana. 

No Piauí, um novo decreto instituiu toque de recolher foi anunciado nesta quarta-feira (24) em todo o estado das 23 h às 5 h até o dia 4 de março, ficando proibida a circulação de pessoas em espaços e vias públicas. Nos finais de semana devem funcionar somente atividades essenciais.

Já em Salvador, praias e os clubes da capital baiana estarão fechados a partir desta quarta-feira (25). A proibição vai até o dia 2 de março e tapumes devem impedir a circulação de pessoas nas praias do Rio Vermelho, Amaralina e também na Barra.

O estado da Bahia vive o momento mais crítico da pandemia causada pelo coronavírus. O Hospital Santa Isabel, Hospital de Campanha da Itaigara, Hospital do Subúrbio e o Hospital Municipal de Salvador, já apresentam 100% de ocupação dos leitos de UTI.  O estado conta com 2.220 leitos ativos e 1.572 para internação. Outro dado que chama a atenção é que o estado chegou a marca de 82% na taxa de ocupação dos leitos da UTI para adultos e 71% para ocupação geral. Ao todo, 11.321 pessoas já faleceram acometidas pela doença. 

Trabalhadores que estão no Royal Macaé Palace Hotel, durante o período de isolamento pré-embarque, estão tendo problemas para conseguir se alimentar. O motivo é que o valor custeado pela Petrobrás para alimentação é menor que os valores cobrados no cardápio oferecido pelo hotel. 

Segundo os trabalhadores, para conseguir se alimentar direito e conseguir beber algo é necessário completar o valor por conta própria. 

“Nós, trabalhadores, viemos para o Hotel seguir o isolamento e temos que pagar diferença para almoçar e jantar? Isso é um absurdo. Se o hotel aumentou os preços dos alimentos, a Petrobrás tem que subir os valores para a alimentação na mesma proporção”, declarou um dos trabalhadores. 

O diretor do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, lamenta a insistência da Petrobrás em agir maltratando seus funcionários. Ele lembra que o trabalhador já está em uma situação difícil, em confinamento, em um quarto, e não pode sequer ter uma refeição digna. 

O sindicato reforça a necessidade de que a categoria envie relatos sobre a ocorrência destes casos, entre outros que coloquem afetem o trabalhador para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Em meio ao avanço da pandemia da Covid-19, principalmente após a identificação de novas cepas do coronavírus com potenciais ainda maiores de contaminação, a gestão da Petrobrás continua negligenciando a realização de testagem em massa dos trabalhadores dentro dos padrões exigidos pelas organizações de saúde. Na última reunião com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), realizada no dia 03 de fevereiro, a FUP tornou a questionar a substituição do teste RT-PCR pelos testes sorológico e de antígeno.

“A Petrobrás dividiu o território nacional em sete áreas para contratação de testagens e, por razões que não conhecemos, uma única empresa assumiu os sete contratos, mas não teve condições de atender às demandas e os contratos foram suspensos. Por conta disso, a Petrobrás rebaixou o padrão de testagem dos trabalhadores, passando a aplicar testes sorológicos e de antígeno, no lugar do RT-PCR, que é o teste padrão ouro”, explica o diretor da FUP, Raimundo Teles, que coordena a representação dos trabalhadores nas reuniões do EOR. Essa falha da Petrobrás, segundo ele, revela a negligência e a incompetência da gestão no controle da pandemia. “Se fosse um contrato de prestação de serviços operacionais, a empresa agiria com o mesmo descaso que vem agindo com a questão da saúde dos trabalhadores?”, questiona. 

Desde o ano passado, os sindicatos cobram que os trabalhadores que estão embarcando e atuando em áreas operacionais terrestres sejam testados e retestados com a maior frequência possível, independentemente de terem ou não sido contaminados anteriormente. A Petrobrás, no entanto, insiste em manter um intervalo de 90 dias para restestar os trabalhadores que já apresentaram resultados positivados para o coronavírus. A FUP insiste na testagem e retestagem frequente de todos os trabalhadores, ressaltando que essa é a única forma possível de garantir o controle da pandemia no Sistema Petrobras, enquanto o Brasil não tiver um plano nacional de vacinação em massa para toda a população.

RJ é o estado com mais petroleiros contaminados

Os últimos números apresentados pelo EOR revelam que, desde o ano passado, 4.379 trabalhadores próprios foram contaminados pelo coronavírus e se recuperaram. Na última semana de janeiro, mais 408 casos foram registrados pela empresa, dos quais 209 foram confirmados e 199 estavam sob suspeita. Segundo o EOR, 23 trabalhadores estavam hospitalizados, sendo nove em unidades de tratamento intensivo. A gestão da Petrobrás, no entanto, continua omitindo informações sobre o avanço da pandemia entre os trabalhadores terceirizados. Pela primeira vez, a empresa concordou em informar os casos registrados por estados, mas não especificou as unidades, nem os regimes de trabalho dos petroleiros que apresentaram suspeita ou confirmação de contaminação pelo coronavírus.

O estado do país onde há mais trabalhadores afetados pela Covid-19 é o Rio de Janeiro, com 128 casos confirmados e 109 suspeitos (dados referentes ao dia 02/02), o que reflete os surtos semanais nas plataformas, conforme vem sendo denunciado pela FUP e pelo Sindipetro-NF. O Espírito Santo aparece em segundo lugar, com 25 petroleiros contaminados e 19, suspeitos, seguido do estado de São Paulo, com 17 casos confirmados e 29 suspeitos. O Amazonas, que é a região do país em situação mais grave nesta nova onda da pandemia, é o quarto na lista da Petrobrás, com 12 trabalhadores contaminados e cinco sob suspeita.

Paradas de manutenção mobilizarão 16 mil trabalhadores a mais nas refinarias

Outro ponto sensível da última reunião com o EOR foi a apresentação do cronograma de paradas de manutenção feita pela Petrobrás em atendimento à cobrança da FUP. Entre fevereiro e agosto, sete refinarias mobilizarão 16.347 trabalhadores em plena pandemia, sendo que quatro delas entrarão em manutenção simultaneamente, no final de fevereiro e início de março, recebendo mais de 10 mil pessoas, além dos atuais efetivos. A FUP manifestou preocupação com a segurança dos trabalhadores e as medidas de proteção que as refinarias irão adotar e propôs um calendário de vistorias sanitárias nas unidades de sua base sindical, começando pela Regap (MG), onde a parada de manutenção está prevista para começar no dia primeiro de março, seguida da Rlam (BA), da Reduc (RJ) e da Repar (PR).  

“Essa vistoria sanitária é importantíssima para que possamos acompanhar e discutir com a gestão local as barreiras de proteção para evitar a contaminação pelo coronavírus durante as paradas, principalmente, as medidas de distanciamento, já que teremos uma média de 2.500 trabalhadores a mais nas unidades”, reforça Raimundo. Em outubro do ano passado, a FUP e os Sindipetros Duque de Caxias e Sindipetro-NF fizeram uma vistoria sanitária na Reduc, junto com representantes do EOR e da unidade.

[Imprensa da FUP | Foto: Agência Brasil]

No dia que o Brasil deve chegar à marca de 225 mil mortes por Covid-19, cruzes foram fixadas na grama da Praça do PAX para homenagear as vítimas da pandemia. O ato realizado nesta segunda, 1º de fevereiro, soma-se aos inúmeros protestos que acontecem em todo o país pelo impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em Mossoró o ato simbólico foi organizado pelas centrais sindicais: CUT, CTB, CONLUTAS, Intersindical e pelas frentes: Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. O diretor da FUP e secretário-geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, participou da atividade representando a categoria petroleira potiguar.

Na ação foram fixadas cerca de cem cruzes pretas por toda a praça. Uma faixa com a frase “Fora Bolsonaro Genocida” também foi usada no ato. Por volta das 10 horas da manhã os manifestantes realizaram um “adesivaço” a favor do impeachment do presidente.

Para Pedro o ato é um protesto contra a forma como o presidente vem conduzindo o enfrentamento à pandemia de coronavírus no país.

“Bolsonaro precisa responder a uma questão para a qual nos remetem as milhares de mortes por coronavírus: por que somos o segundo país em número de mortos? Por que o presidente se nega a cuidar do seu povo e minimiza os impactos da pandemia? Não dá mais! Ou ele sai ou a crise sanitária e econômica só tende a piorar”, disse o dirigente do Sindicato dos Petroleiros. 

[Assessoria de Comunicação do SINDIPETRO-RN com fotos de Ibero Hipólito]

Nos últimos 20 dias, 714 trabalhadores da Petrobrás foram infectados pela Covid-19, uma média de 35 casos por dia. A cada semana de janeiro, aumenta também o número de petroleiros hospitalizados. No dia 06, eram 20 trabalhadores. Na semana seguinte, subiu para 24 e no último dia 26, já haviam 29 petroleiros hospitalizados em função da Covid. Destes, 12 estão em unidades de tratamento intensivo.

Os dados são do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), que monitora o avanço da doença na empresa. Em reunião com a FUP na quarta-feira, 27, os representantes do EOR informaram que 4.252 trabalhadores próprios já haviam sido contaminados pelo coronavírus. Além destes, mais 246 testaram positivo nesta última semana e outros 192 apresentaram sintomas. Na primeira semana de janeiro, o total de casos registrados pela Petrobrás era de 3.784 petroleiros.

Esses números são referentes apenas ao efetivo próprio da companhia. A gestão da empresa continua omitindo dados referentes aos trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação. Apesar dos trabalhadores receberem constantemente notícias sobre perda de companheiros para a Covid, a Petrobrás se recusa a informar o número de óbitos, que, segundo informações obtidas pela FUP, já ultrapassa 60 casos.

Na reunião com o EOR, a Federação voltou a cobrar dados mais transparentes, com informações detalhadas por unidades e regime de trabalho. As representações sindicais também tornaram a ressaltar a urgência de medidas mais efetivas de contenção da pandemia, principalmente em função dos novos picos de contaminação e surtos em diversas unidades.

Uma das cobranças é a distribuição de máscaras certificadas, tipo N95 ou PFF-2, nas áreas operacionais e nos prédios administrativos. As que são fornecidas pela empresa não estão dentro destes padrões e a maioria dos trabalhadores, principalmente os terceirizados, utiliza uma única máscara ao longo de toda a jornada de trabalho, contrariando as recomendações dos órgãos de saúde e de fiscalização.

Os representantes do EOR informaram que seguem protocolos diferentes para cada tipo de atividade, mas, como a FUP vem cobrando há meses, nenhuma das notas técnicas da Petrobrás é de conhecimento dos trabalhadores, nem sequer das entidades sindicais. O mesmo acontece em relação a outras medidas fundamentais para conter o avanço da pandemia, que é a testagem e retestagem frequente dos trabalhadores, o cumprimento dos protocolos de higiene e, principalmente, de distanciamento.

Por isso, uma das principais preocupações da FUP é com as paradas de manutenção, que estão previstas para acontecer simultaneamente em diversas refinarias, o que aumentará consideravelmente o número de trabalhadores nas unidades.  A Petrobrás informou que apresentará na próxima reunião o cronograma das paradas e as medidas de segurança que serão adotadas.

O EOR respondeu alguns dos questionamentos feitos na semana passada sobre negligências em relação aos trabalhadores que apresentam sintomas a bordo das plataformas e à testagem depois da troca de turno, quando o correto seria antes da entrada. Os gestores informaram que o protocolo passado para as unidades offshore é de desembarque imediato de todos os trabalhadores que apresentarem sintomas de Covid e seus contactantes. Nas unidades de terra, a empresa informou que o protocolo de testagem é na chegada e que o comando do EOR já havia solicitado adequação nas áreas que estavam desrespeitando esses protocolos.

Os sindicatos, no entanto, tornaram a enfatizar que as mudanças não foram implementadas, como é o caso das plataformas no Espírito Santo e na Bacia de Campos, da Repar, da SIX, dos terminas de Santa Catarina e de Manaus/Coari, entre tantas outras unidades, cujos gestores não seguem os protocolos do EOR.

“Há pelo menos seis reuniões, nós estamos alertando sobre esses problemas, cujas consequências estão se evidenciando no aumento dos casos de trabalhadores contaminados. Se nem os sindicatos, que são instituições reconhecidas pela Petrobrás, têm conhecimento do conjunto de Notas Técnicas com protocolos específicos para o combate à pandemia, o que dirá dos trabalhadores, que estão na ponta do processo, expostos à contaminação, sem sequer saber se o seu gestor está seguindo ou não o protocolo da empresa. Isso é um absurdo. Essa falta de transparência faz com que o os encaminhamentos do comando do EOR não sejam aplicados pelas forças tarefas e o trabalhador, que deveria ser o principal elo desta corrente, não tem como acompanhar e cobrar o que deve ser feito em prol da sua segurança. Até quando vocês vão continuar agindo desta forma?”, questionou, indignado, o diretor da FUP, Raimundo Teles.

[Imprensa da FUP | Foto: Diego Herculano/NurPhoto/Getty Images]

Atenção, categoria! É muito importante, após a confirmação da contaminação por Covid-19, buscar pela emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), pois já há entendimento jurídico relacionando o novo coronavírus à doença do trabalho.

Essa formalização de protocolo é importante por alguns fatores:

Primeiro – porque o afastamento resguarda o tempo necessário de isolamento e, caso se prolongue por mais de 15 dias, o pagamento de benefício previdenciário pelo INSS.

Segundo – porque esse trabalhador fica protegido com a estabilidade pelo período de um ano.

E, também – porque ainda não existem estudos sobre as consequências da doença para o organismo, a longo prazo; e, caso ocorra alguma sequela, é garantida uma espécie de reabertura da CAT no futuro, quando necessário, e isso não pode ser feito se a CAT não for emitida agora.

O Sindipetro-ES solicita a todos/as os/as trabalhadores/as que tiveram a confirmação da doença para enviarem o teste do diagnóstico positivo da Covid-19, assim como a escala de trabalho (stiff) do mês em que teve a doença, para comprovação do Nexo Casual da doença, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SINDIPETRO-ES EM AÇÃO!

[Do Sindipetro-ES]

A empresa AstraZeneca se pronunciou após notícias de que um grupo de empresas brasileiras pediu e conseguiu aval do governo federal na autorização na aquisição de 33 milhões de doses

[Do Brasil 247, com informações da CNN \ Foto: Divulgação]

A empresa AstraZeneca divulgou nota nesta terça-feira (26) afirmando que não venderá vacinas contra a covid-19 para o setor privado no Brasil.

A empresa divulgou comunicado sobre o caso após um consórcio de empresas pedir e conseguir autorização do governo federal para comprar as vacinas diretamente da fabricante, criando 

Jair Bolsonaro afirmou à CNN na noite de segunda-feira (25) que a vacinação contra a pandemia do novo coronavírus será parcialmente privatizada no país, liquidando com a lógica pública do Programa Nacional de Imunização. Ele desmentiu a informação segundo a qual a vacinação seria apenas pública no país: "Desde o ano passado, nós abrimos negociação para compra de vacinas. Diferente do que estão falando por aí, o governo continua estimulando essa negociação com os empresários. Nós demos o sinal verde para eles lá atrás". Algumas empresas já anunciaram discordar da privatização.

Contrariando Bolsonaro, na nota, a AstraZeneca, segundo informação do portal Exame,  afirma que suas vacinas estão sendo disponibilizadas somente ao setor público e a organizações multilaterais como a Organização Mundial da Saúde (a AstraZeneca faz parte da Covax Facility, aliança para compra de vacinas a países mais pobres).

Publicado em Política

Oded Grajew, idealizador do evento, defendo novo modelo econômico após a crise da Covid-19. Em sua 20ª edição, Fórum está sendo realizado em modo virtual até o dia 31

[Da Rede Brasil Atual]

Ampla gama de estudos econômicos realizados desde o início da pandemia de covid-19 no mundo desmascaram os problemas do capitalismo neoliberal e o agravamento da desigualdade social no mundo. O abismo entre classes é um dos principais temas do Fórum Social Mundial (FSM), desde sábado (23). Para Oded Grajew, idealizador do evento e presidente emérito do Instituto Ethos de Responsabilidade Social, é urgente discutir um novo modelo econômico para o mundo pós-crise sanitária.

Realizado de maneira virtual, o FSM chega à sua 20º edição. Além das desigualdades de renda e seus recortes de raça e de gênero, o evento debate a defesa da democracia e a preservação do meio-ambiente. O Fórum ocorre até o próximo dia 31 e pode ser acompanhado em seu portal.

A Oxfam Brasil aponta que os mil maiores bilionários do mundo já conseguiram reaver as perdas financeiras provocadas na pandemia. Entretanto, os mais pobres, deverão levar pelo menos 14 anos para recuperar o nível de pobreza que tinham antes da covid. A entidade mostra também que as grandes corporações lucraram muito mais com a crise sanitária.

Oded Grajew afirma que o modelo econômico global se alimenta dessa desigualdade e deixa a população pobre cada vez mais vulnerável. “Diante da pandemia e sua escassez, os super-ricos detém a maior parte do poder político, então submete as decisões aos seus interesses, deixando seus recursos mais protegidos. A pandemia escancarou a enorme desigualdade do mundo, que tem suas raízes no modelo capitalista neoliberal, desconectada com os direitos humanos”, afirmou ao jornalista Gilberto Nascimento, na Rádio Brasil Atual.

Brasil no FSM21

Governado por Jair Bolsonaro, o Brasil vive um cenário inédito desde a criação do Fórum Social Mundial. Sob um governo autoritário, os brasileiros podem buscar mudanças para o país, no FSM, avalia Grajew.

Na avaliação do idealizador do Fórum, a conexão do Brasil ao autoritarismo também está ligada ao aumento da desigualdade social. “Nós menosprezamos, ao longo dos anos, a questão da desigualdade, que é responsável por originar regimes autoritários”, explicou Oded. Porém, ele acredita que a ficha da população está caindo. “Com 200 mil mortos e ameaças do presidente, estamos vendo uma mobilização social no sentido de reagir a essa situação do Brasil”, acrescentou.

Outra pauta que precisa ser debatida no evento, ao analisar o cenário brasileiro, é a volta do país ao Mapa da Fome, após o impeachment de Dilma Rousseff. “Demoramos muitos anos, foram várias ações e políticas públicas, para que o país saísse do Mapa da Fome. Somos um dos países mais ricos do mundo, o que deixa nossa desigualdade e nossa fome mais humilhante. Temos tantas riquezas, tantos recursos para alimentar nosso povo, que nos deixa mais triste”, criticou.

Publicado em Movimentos Sociais
Página 5 de 35

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.