A partir das denúncias apresentadas pela FUP sobre irregularidades na aprovação e criação de uma entidade privada para gerir a Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o deputado federal Paulo Ramos (PDT/RJ) ingressou com representação junto ao Ministério Público Federal, cobrando investigação dos fatos.

O MPF instaurou a investigação e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, já foi notificado e, portanto, terá que responder aos questionamentos do órgão.

Sem negociação com as entidades sindicais e descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho, a diretoria executiva da Petrobrás e o Conselho de Administração da empresa autorizaram a privatização da gestão do plano de saúde, que atende cerca de 285 mil petroleiros, aposentados e seus dependentes.

A AMS, que atualmente é autogerida pelo RH da Petrobrás, conta com uma rede credenciada de 16.700 estabelecimentos de saúde em todo o país. É esse patrimônio que a gestão Castello Branco está entregando a uma associação privada, através de um processo cheio de irregularidades, feito sem transparência e à revelia das representações dos trabalhadores. 

A direção da Petrobrás contratou ao custo de R$ 600 milhões uma consultoria, a Deloitte Touche Tohmatsu, só para criar a entidade que será responsável pela gestão do plano. Para a constituição do patrimônio da associação, a empresa desembolsará mais R$ 2 bilhões, além de R$ 30 mil mensais com uma assessoria específica para fazer a transição. 

Como se não bastasse este impacto bilionário nos cofres da empressa para entregar à iniciativa privada um patrimônio valioso como o da AMS, a gestão da Petrobrás descumpriu o acordo firmado com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em novembro do ano passado, quando se comprometeu a ampliar a participação dos trabalhadores na fiscalização e acompanhamento da gestão do plano de saúde. 

A FUP denunciou o fato ao TST e cobrou a reabertura da mediação, o que foi aceito pelo vice-presidente do Tribunal, ministro Luiz Philippe, que desarquivou a mediação do Acordo Coletivo de Trabalho, pactuado em 4 de novembro de 2019.

Em live realizada nesta quinta-feira, 21, a FUP voltou a denunciar os prejuízos que os beneficiários da AMS terão com a privatização da gestão do plano e os interesses escusos por trás desta medida.

 

 [FUP]

 

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Na semana em que os números da covid-19 no Brasil atingem novos recordes, com 20 mil casos registrados em 24h e a marca de mil mortes no mesmo período, a direção da Petrobrás apela para a subnotificação na tentativa de encobrir o avanço da doença na empresa. Na mesma linha do governo Bolsonaro, a gestão Castello Branco trata a pandemia como se fosse uma “gripezinha” e, de forma deliberada, coloca em risco os trabalhadores e suas famílias para preservar o lucro dos acionistas.

A negligência e a morosidade em atender reivindicações básicas - como testagem em massa, desinfecção de ambientes, fornecimento de máscaras, redução de efetivos - fez a pandemia se alastrar sem controle. Assim como Bolsonaro, a direção da Petrobrás subestimou o coronavírus e ignorou as reivindicações da categoria, enquanto trabalhadores eram infectados em números cada vez maiores nas plataformas, refinarias, terminais e demais unidades da empresa.

“A falência do SMS da Petrobras é notória, a ponto dos trabalhadores que desembarcam das plataformas terem que recorrer a testes por conta própria, pagando do bolso, pois não confiam na gestão da empresa”, denunciou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, na reunião da Comissão de SMS, no último dia 14.

E como reage a gestão de SMS da Petrobrás? Aposta na subnotificação para “conter” o avanço da covid-19. Maquia os números, invisibilizando os casos de contaminação entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais afetados pela pandemia, por estarem em situações ainda mais vulneráveis do que a dos trabalhadores próprios.

Se a falta de transparência do SMS e a subnotificação já eram um problema grave que os petroleiros denunciavam, agora passaram ser uma política de gestão da Petrobrás.  Na reunião desta quarta-feira, 20, com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), que coordena as ações de prevenção e monitoramento da covid-19, a FUP e os sindicatos tornaram a cobrar informações detalhadas de trabalhadores contaminados, contactantes e óbitos, mas a empresa novamente negou.

O médico do trabalho e assessor do Sindipetro-NF, Ricardo Garcia, reiterou que o empregador tem a obrigação de notificar todos os casos de covid-19, pois trata-se de doença adquirida em ambiente de trabalho. “Quanto mais informações tivermos, mais chances teremos de evitar novos casos”, afirmou.

A Petrobrás, no entanto, segue na direção contrária, descumprindo normas de segurança, atropelando o Acordo Coletivo e desprezando até mesmo o Protocolo da Anvisa com recomendações de procedimentos que devem ser adotados pelas operadoras de petróleo durante a pandemia.

A gestão de SMS até hoje sequer reconheceu a covid-19 como doença do trabalho e a empresa continua sem emitir CATs. Além disso, age na ilegalidade ao manter as unidades sem representantes das CIPAs, enquanto as gerências desimplantam cipistas eleitos, em plena pandemia.

Nas reuniões do EOR e da Comissão de SMS, a FUP e seus sindicatos tornaram a alertar para os riscos de uma tragédia anunciada, pois o que a gestão vem fazendo é potencializar a insegurança e o avanço da pandemia.

Chega a ser um escárnio o indicador que a Petrobras passou a usar para reportar dados da covid-19: infecção ativa. Que critérios utiliza para classificar um trabalhador como um infectado ativo? Pelos números apresentados nesta quarta-feira, 243 petroleiros estão “ativamente” infectados. Na semana anterior, a empresa havia reportado 222 casos, apesar de no dia 05 de maio, o Ministério das Minas e Energia ter divulgado 806 trabalhadores infectados na estatal. Ou seja, praticamente quatro vezes mais o que a Petrobrás subnotificou.

O mundo real que os trabalhadores enfrentam no dia a dia é bem diferente daquele que aparece nos números maquiados pela empresa. A pandemia é uma realidade devastadora, que está consumindo vidas e empregos, e não a peça de “fake news” montada pela gestão negacionista de Castello Branco.

Fora Castello Branco

Desde a decretação do estado de calamidade pública no Brasil, por conta da pandemia, a FUP vem tentando dialogar de forma efetiva com a gestão da Petrobras, propondo ações para garantir a saúde e segurança, bem como empregos e direitos de todos os trabalhadores, próprios e terceirizados. A empresa não só ignorou a maioria das reivindicações, como se recusa sistematicamente a negociar com as entidades sindicais.

Reuniões como as do EOR e das comissões previstas no Acordo Coletivo de Trabalho têm sido meramente informativas, sem espaço para negociação, onde a empresa apenas comunica fatos consumados e decisões tomadas de forma unilateral.

Por isso, a FUP e os sindicatos têm recorrido à Justiça, ao Ministério Público e aos órgãos fiscalizadores para garantir os direitos dos trabalhadores e acesso às informações que a Petrobrás tem negado.

No último dia 18, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ingressou com Ação Popular na Justiça do Rio de Janeiro, onde pede a destituição de Roberto Castello Branco da Presidência da empresa por gestão temerária.

No dia 30 de abril, a FUP já havia protocolado representação no Ministério Público Federal, cobrando a abertura de investigação criminal para apurar responsabilidade penal e administrativa do presidente da Petrobrás e demais dirigentes da empresa, por negligenciarem ações de prevenção durante a pandemia, colocando em risco os trabalhadores.

No dia 04 de maio, a FUP também solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) informações detalhadas sobre os casos de trabalhadores infectados pelo novo coronavírus e suspeitos de contaminação que foram notificados pelas empresas de petróleo.

Não se cale, denuncie!

A FUP e os sindicatos continuarão lutando para garantir a segurança, os direitos e os empregos durante e após a pandemia. É importante que os trabalhadores mantenham os sindicatos informados, através dos canais de denúncia criados pelas entidades.

Reforçamos a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança, protegendo suas vidas e as dos companheiros de trabalho e, consequentemente, as de suas famílias. Continuem atentos e vigilantes às ações da gestão da Petrobrás, denunciando as irregularidades para que as direções sindicais possam tomar as devidas providências.

Sigamos na luta, juntos, em defesa da vida, dos empregos e dos direitos de todos os trabalhadores do Sistema Petrobras.

[FUP]

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O diretor de Exploração e Produção da Petrobrás (E&P), Carlos Alberto Pereira de Oliveira, mais conhecido como Capo, comunicou na terça-feira (19), através de videoconferência, que a companhia voltou atrás e suspendeu a hibernação dos seus campos terrestres de petróleo nos estados da Bahia, de Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará e norte do Espírito Santo.

De acordo com o diretor, até o final desse ano, a Petrobrás não fará novas hibernações e nem as que já estavam previstas. Mas não voltará atrás nas hibernações que já foram implementadas, todas em plataformas marítimas de água rasa. A notícia ainda não foi publicizada externamente, só internamente para os gerentes que ficaram cientes da decisão da estatal nessa quarta (20) e informaram ao Sindipetro Bahia.

A decisão mostra a importância da luta dos Sindipetros e da FUP, que não aceitaram o fechamento dos campos de petróleo, se posicionando na linha de frente para impedir que a medida absurda e irresponsável da Petrobrás tivesse êxito. Afinal, em plena pandemia da covid-19, a estatal no lugar de ajudar, começou a colocar em prática ações que aumentariam a crise sanitária e econômica no país, gerando milhares de pessoas desempregadas e redução da arrecadação de diversos municípios e estados.

Na Bahia, o Sindipetro procurou prefeitos, parlamentares, lideranças sindicais e de movimentos sociais para alertar sobre as consequências da suspensão das atividades dos campos de petróleo no estado e pedir ajuda. Após reuniões virtuais foram criadas frentes de trabalho por segmento e muitas ações foram colocadas em prática a exemplo do pedido de liminar para suspender a hibernação dos campos feito à Justiça pelo deputado federal, Joseildo Ramos (PT-BA).

“Foi um trabalho conjunto que fizemos e que deu um resultado positivo. Se as entidades sindicais não tivessem denunciado, não tivessem feito o movimento que fizeram envolvendo diversos atores da área política e sindical, a Petrobrás não teria voltado atrás”, analisa o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

O sindicalista cita também o importante papel da imprensa nesse contexto. “Procuramos os meios de comunicação e conseguimos um bom alcance, principalmente em rádios, jornais e sites de notícias, o que foi determinante para levar as nossas denúncias à sociedade, para que todos ficassem sabendo que a decisão da Petrobrás causaria a demissão de cerca de 4 mil pais e mães de família, afetando também a economia de diversos municípios produtores de petróleo e isso em plena pandemia da covid-19. Seria desumano”, afirma Radiovaldo.

Muitas pessoas foram importantes nesse processo de luta que levou ao adiamento da hibernação dos campos terrestres de petróleo, mas destacamos algumas que desde o inicio atenderam ao chamado do Sindipetro e fizeram questão de contribuir. São elas os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD); os deputados federais Joseildo Ramos (PT), Paulo Azi (DEM), João Carlos Bacelar (Podemos), Jorge Solla (PT) e Marcelo Nilo (PSB); os deputados estaduais Alex Lima (PSB), Rosemberg Pinto ( PT) e Fátima Nunes; os prefeitos e prefeitas de Cardeal da Silva, Mariane Mercuri (PTN), de Esplanada, Aldemir de Franco (PRB), de Catu, Geranilson Dantas Requião (PT), de Alagoinhas, Joaquim Neto (PSD), de Araças, Gracinha (PT), de São Sebastião do Passé, Dr, Breno (PSD), de Candeias, Pitágoras Ipiauna (PP) e de Itanagra, Dania da Silva (PSL). Além de diversos vereadores.

O Sindipetro contou também com o apoio da CUT Bahia, que através da sua presidenta Leninha tratou sobre a hibernação dos campos de petróleo com o governador Rui Costa. A reunião contou ainda com a presença do presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre. Além do apoio da CTB e das associações ATM e ATDEA.

Para Radiovaldo, a revolta e a indignação dos prefeitos, parlamentares, trabalhadores e sociedade contribuíram para que a atual gestão da Petrobrás suspendesse a hibernação dos campos.

De acordo com o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, a luta pela manutenção dos empregos, da arrecadação dos munícipios e estados continua. ”Tivemos uma importante vitória e partir de agora focaremos nossos esforços para tentar reverter também o fechamento das 16 sondas da Braserv anunciado pela Petrobrás. A atual gestão da empresa quer tirar a estatal do Nordeste, mas continuaremos fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que isso não aconteça”.

[Via Sindipetro Bahia]

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Em uma semana três vigilantes que prestam serviço na Transpetro de Madre de Deus, na Bahia, testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19). Eles foram afastados do ambiente de trabalho, mas antes já haviam tido contato com diversos outros colegas.

Essa situação tem se repetido em várias unidades do Sistema Petrobrás, mas tem se mostrado mais grave com trabalhadores terceirizados, cujas empresas (a maior parte delas) não estão levando a sério a pandemia da covid-19 que, de acordo com o Ministério da Saúde, até a terça-feira (19), já havia matado 1.179 pessoas em 24 horas, com 271.628 casos confirmados.

Mas de acordo com os especialistas esses números devem ser maiores devido à subnotificação de casos no país. O mesmo vem acontecendo no Sistema Petrobrás, onde além da subnotificação dos casos, há a negligência.

O caso dos vigilantes da Transpetro contaminados pelo vírus é um exemplo disso. O transporte deles é feito em vans lotadas, sem nenhum cuidado ou prevenção. Como trabalham no Porto de Mirim muitos acabam tendo contato com os tripulantes dos navios que atracam no cais. É uma bola de neve. Para piorar a situação destes trabalhadores, a empresa os afasta, paga apenas uma irrisória parcela dos salários e, com total descuido e desumanidade, determina que busquem receber o restante junto aos programas do governo.

A situação é seríssima e exige intervenção não só da direção da Transpetro como da prefeitura de Madre de Deus. Um trabalhador contaminado passa o vírus para outros e para amigos e familiares. Os tripulantes dos navios não poderiam desembarcar sem serem testados, da mesma forma a Petrobrás deveria disponibilizar testes rápidos para todos os trabalhadores.

O Sindipetro Bahia está procurando as empresas terceirizadas que atuam no terminal e a direção da Transpetro para que providências imediatas sejam tomadas a fim de sanar esse problema e proteger os trabalhadores, lembrando, que a prevenção é a maior proteção no caso da covid- 19. Cobramos a implementação e ampliação de procedimentos simples como diminuição da lotação nos transportes, distância de 1 metro e meio entre as pessoas, uso de máscaras de qualidade, de álcool gel, sabonetes e toalhas descartáveis, além do teste rápido para a covid-19.

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[Via Sindipetro Bahia]

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Os prejuízos que a privatização da AMS podem causar aos petroleiros voltam a ser tema de mais uma live que a FUP realiza nesta quinta, às 10h. O bate-papo será conduzido pelo diretor da FUP, Paulo César Martin, com participação de José Rivaldo da Silva, secretário geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), que explicará como foi o processo de implantação da associação privada POSTAL SAÚDE e os prejuízos causados aos trabalhadores dos Correios.

Também participam da live o economista Cloviomar Cararine, assessor da subseção Dieese da FUP, que irá detalhar os impactos econômicos que serão causados aos beneficiários da AMS, a partir da implantação da associação privada que passará a gerir o plano de saúde dos petroleiros.

O diretor do Sindipetro-NF, Rafael Crespo, é outro convidado da live e, junto com Paulo César, atualiza a categoria sobre a reunião com a Petrobrás na Comissão de AMS e a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) solicitada pela FUP, em função do descumprimento por parte da empresa do acordo firmado com o tribunal.

Em vez de ampliar a participação dos trabalhadores na fiscalização e acompanhamento da gestão da AMS, como foi acordado com o TST, a gestão da Petrobras aprovou a criação de uma entidade privada para gerir o plano de saúde dos petroleiros, decisão tomada à revelia dos sindicatos, o que contraria o Acordo Coletivo de Trabalho.   

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[FUP]

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A Agencia Estado publicou no dia 19 de maio uma matéria onde informa que os casos de COVID-19 na Petrobrás chegam a 573, com 330 recuperados e 243 em quarentena, de um universo de 46.416 trabalhadores.

Na matéria, o Ministério das Minas e Energia e Agência Nacional de Petróleo comunicam que deixam de contar casos de trabalhadores de terceirizadas com COVID-19, colocando milhares de trabalhadores na invisibilidade em relação ao acompanhamento de sua saúde.


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O Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, afirma que “tal atitude desses dois órgãos acabam sendo um incentivo para que empresas do setor subnotifiquem ainda mais os casos de COVID-19 nas plataformas e unidades marítimas e coloquem no limbo, milhares de trabalhadores do setor privado que estão com a doença”.

O Sindipetro-NF tem denunciado sistematicamente essa subnotificação e o descaso da gestão com a vida dos trabalhadores. O sindicato encaminhou várias denúncias aos principais órgãos fiscalizadores como o Ministério Público do Trabalho, a Agência Nacional de Petróleo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Superintendência Regional do Trabalho e o Ibama. Em paralelo, a FUP também cobra diariamente que a Petrobras adote medidas eficazes de combate à pandemia em suas unidades.

O movimento sindical não tem acesso aos dados oficiais, mas a estimativa é de que mil trabalhadores tenham sido confirmados com coronavírus na indústria do petróleo brasileira. O Coletivo de Saúde da CUT-Rio, publicou em nota ontem, 19, que “enquanto não são tomadas providências, a Petrobras, que muitas vezes foi utilizada como indutora da economia nacional, continua ajudando a aprofundar a pandemia no Brasil”.

Coletivo de Saúde denuncia gestão da Petrobrás

O Coletivo de Saúde da CUT Rio emitiu uma nota onde denúncia o descaso da gestão bolsonarista da Petrobrás com as vidas dos seus trabalhadores em plena pandemia de COVID-19 e a subnotificação dos casos em suas plataformas. Uma atitude que coloca em risco toda a cadeia produtiva que está relacionada ao mundo do petróleo e as famílias desses trabalhadores.
 
Leia a nota na íntegra, abaixo:
 
Denúncia: gestão da Petrobras prolifera Covid-19 por todo o Brasil
 
Conhecida por ser uma das maiores e mais desejadas empresas do país, a Petrobras de hoje também pode ser considerada um dos principais vetores de proliferação do coronavírus por todo o Brasil. Um ambiente de trabalho favorável à permanência do vírus, alinhado com vários regimes de trabalho em confinamento, com trabalhadores de diversas regiões, somado ao descaso e à negligência de uma gestão bolsonarista, criou uma tempestade perfeita, termo que se refere a uma combinação de maus eventos que levam a uma catástrofe, não só para contaminar vários trabalhadores da indústria do petróleo, como também por espalhar o vírus por todo o país.
 
Plataformas de petróleo possuem plantas industriais que processam uma imensa quantidade de petróleo e de seus derivados. Geralmente, em razão das elevadas temperaturas e do risco ao lidar com materiais inflamáveis e gases explosivos, essas instalações possuem uma imensa área climatizada e controlada, onde os trabalhadores passam a maior parte do tempo. São ambientes como oficinas, salas de controle e escritórios. Além disso, ainda existem os locais de vivência como as salas de jogos, refeitórios, cinemas e os camarotes, onde os trabalhadores se alimentam, socializam, descansam e dorme. Todos esses ambientes possuem aparelhos de ar condicionado, cujas pesquisas chinesas recentes apontaram que contribuem para espalhar o vírus.
 
Um outro problema muito grave é o transporte desses trabalhadores. Muitos deles, moram em estados diferentes dos quais trabalham e têm que utilizar vários transportes públicos e coletivos para chegar até a empresa. Não bastasse essa peregrinação pelo país, para embarcar nas plataformas marítimas os trabalhadores eles têm que voar de helicópteros encostados uns aos outros em função do padrão de espaçamento das cadeias das aeronaves. Nessas condições, praticamente se respira o mesmo ar, independentemente da renovação de ar que o sistema ofereça.
 
Em meio a pandemia do coronavírus, a Petrobras que é a maior empresa exploradora de Petróleo do Brasil vem tomando atitudes muito aquém do que se esperava de uma companhia do seu porte. Demorou muito para iniciar a distribuição de máscaras alegando que no início da pandemia não havia recomendação para isso, mesmo os sindicatos dos trabalhadores solicitando essa ação em função das particularidades da atividade econômica. Somente em meados de abril a empresa iniciou o processo de distribuição de máscaras nos aeroportos, e ainda sim, está distribuindo uma máscara montável de um tecido parecido com o TNT, tecido não tecido, uma liga de fibras com um polímero. Além de apresentar péssima qualidade, segundo ranking do Ministério da Saúde, a máscara tem risco de ser contaminada durante a sua montagem.
 
Não bastasse a falta de EPI adequado, a empresa brasileira ainda falha em diversas ações. Segundo o Sindipetro-NF, os gestores demoraram para iniciar a medição de temperatura, demoraram para iniciar os testes de Covid-19, ainda não fazem a testagem em massa e, em casos suspeitos, aplicam o teste, mas apresentam falhas de controle. Em alguns casos, o trabalhador é liberado antes mesmo de saber do resultado do exame. Esse foi o caso de um empregado próprio que ao ser desembarcado e testado, por apresentar sintomas, ficou um dia em um hotel e foi liberado no dia seguinte, ainda sem o resultado do exame. Dessa forma, esse trabalhador poderia transmitir o vírus a todos que tivesse contato desde seus próprios colegas de trabalho até a sua residência, passando por terminais, hotéis, rodoviárias e aeroporto. Recentemente, a gestão da empresa decidiu fazer o teste rápido antes do embarque nos principais terminais de acesso às plataformas. Quando o trabalhador testa positivo, ele é orientado a buscar ajuda médica e voltar para a casa. Praticamente não existe controle, isolamento ou contato com os órgãos de saúde oficiais. Na maioria dos casos, principalmente para os terceirizados, a pessoa é apenas liberada para voltar para sua residência independentemente dos contatos que possam ter no trajeto com outras pessoas. Essa falha de controle expõe trabalhadores de todo brasil que se encontram nos principais pontos de embarque das plataformas offshore, aumentando a possibilidade de contaminação desses trabalhadores ao retornarem para suas casas, colocando em riscos as pessoas que tiverem contato e as suas próprias famílias. Dessa forma, a gestão bolsonarista da Petrobras transforma a empresa em um vetor que prolifera o vírus por todo o país.
 
Essa atitude tem feito com que os casos de coronavírus na indústria do petróleo aumentassem muito nos últimos dias. Recentemente, algumas plataformas de petróleo do Espírito Santo e do Rio de Janeiro tiveram surtos de contaminação e dezenas de trabalhadores testaram positivo para o covid-19. Tanto a Agência Nacional do Petróleo (ANP) quanto o Ministério de Minas e Energia publicaram notas relatando preocupação com o avanço dos números. Contudo, não há transparência sobre os números oficiais por parte das empresa. A Petrobras e as demais operadores não só se negam a divulgar os dados, como subnotificam os casos. Há relatos de sindicatos que relatam que alguns óbitos por Covid-19 não foram sequer registrados pelas empresas.
 
Os sindicatos denunciam a subnotificação e o descaso da gestão com a vida dos trabalhadores. Segundo o Sindipetro-NF, várias denúncias foram realizadas para os principais órgãos fiscalizadores como o Ministério Público do Trabalho, a ANP, a ANVISA, a Superintendência Regional do Trabalho e o Ibama. Além disso, a FUP, Federação Única dos Petroleiros, realiza cobranças diárias para que a Petrobras adote medidas eficazes. Apesar de não ter acesso aos dados oficiais, os representantes dos trabalhadores estimam que até o momento em torno de mil trabalhadores já foram confirmados com coronavírus na indústria do Petróleo brasileira. Enquanto não são tomadas providências, a Petrobras, que muitas vezes foi utilizada como indutora da economia nacional, continua ajudando a aprofundar a pandemia no Brasil.
 
E esse descaso atinge também outras categorias, como os portuários. O embarque e desembarque dos petroleiros no porto se transforma em nova rota de transmissão do vírus. Não há controle da gestão da Petrobras e muito menos de Docas. De forma irresponsável, Docas não tomou nenhuma medida de prevenção contra o coronavírus, agravando a possibilidade de contágio.
 
E não se trata só dos trabalhadores que estão sendo expostos e contaminados. Apesar da tentativa naturalização dos números por parte da sociedade, cada vida é importante, é parte de uma família que tem uma história que precisa ser respeitada. A negligência da gestão da Petrobras quebra qualquer estratégia de combate ao Covid-19. A empresa hoje concentra trabalhadores espalhados em todas as regiões do país, expondo-os durante todo o trajeto e depois, com sérias falhas de controle, retorna com esses mesmos trabalhadores para todo o Brasil, contribuindo para a proliferação do vírus em todo território nacional.
 
Coletivo de saúde do trabalhador da CUT Rio de Janeiro

[Via Sindipetro-NF]

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Na mesma semana em que o preço das ações da Petrobras caiu na bolsa de valores de Nova York (EUA), após a divulgação de que mais de 800 petroleiros estavam infectados pelo novo coronavírus (Covid-19), a estatal alterou a forma de divulgação do número oficial de trabalhadores e trabalhadoras vítimas da doença em suas unidades e o número caiu pela metade entre os dias 5 e 11 de maio.

O que importa para a gestão é manter a imagem da empresa e garantir o lucro e o patrimônio de seus investidores, denuncia o Coordenador-Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel. Prova disso, segundo o dirigente, é que a única preocupação da petroleira brasileira foi maquiar os dados e não tomar  medidas efetivas de segurança e prevenção à pandemia nas unidades.

A notícia do alto contingente de petroleiros infectados pelo vírus caiu como uma bomba na bolsa norte-americana e provocou a queda no preço das ações da Petrobrás. É o que mostra um estudo feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), divulgado no dia 7 de maio, dois dias após o Ministério de Minas e Energia ter publicado um boletim com 806 casos na Petrobras.

“A queda no preço das ações nos Estados Unidos foi seguida pelas notícias no Brasil de que a Petrobras contabilizava mais de 800 trabalhadores contaminados pelo Covid-19, enquanto outros de 1.600 casos eram investigados, o que motivou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a abrir um processo de investigação judicial contra a companhia sob suspeita de negligência”, diz trecho do estudo

A FUP vê com desconfiança a forma como a estatal contabiliza os casos, dada a discrepância entre os boletins publicados desde a queda na Bolsa.

Os números de casos de Covid-19 publicados semanalmente no site do Ministério de Minas e Energia podem, na verdade, estar escondendo uma realidade muito mais dura sobre a proliferação do vírus nas plataformas e refinarias da estatal, diz a FUP. .

A maquiagem

No boletim publicado em 23 de abril, o Ministério de Minas Energia divulgou que seria 258 casos confirmados. No boletim posterior, publicado em 27 de abril, o número pulou para 510 casos. Em 5 de maio, saltou para 806. Já em 11 de maio, baixou para 474, pouco mais da metade de casos.

Isso mostra, segundo José Maria Rangel, que para manter o preço das ações, a Petrobras ‘maquiou’ os números, escondendo assim a proliferação de casos. Uma forma de alterar o número real foi incluir e, posteriormente, excluir os trabalhadores terceirizados.

“Nos dois primeiros boletins semanais divulgados não foram contabilizados os terceirizados. Eles incluíram no terceiro boletim e voltaram a deixar esses trabalhadores de fora no quarto boletim”, explica o dirigente.

BOLETIM DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA PUBLICADO EM 23/04Boletim do Ministério de Minas e energia publicado em 23/04 BOLETIM DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA PUBLICADO EM 27/04Boletim do Ministério de Minas e energia publicado em 27/04
BOLETIM DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA PUBLICADO EM 05/05Boletim do Ministério de Minas e energia publicado em 05/05 BOLETIM DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA PUBLICADO EM 11/05Boletim do Ministério de Minas e energia publicado em 11/05

 

Enquanto isso, as medidas de segurança reivindicadas pela FUP são ignoradas pela Petrobras. Os sindicatos ligados à federação vêm denunciando desde o início da pandemia a falta dessas medidas efetivas por parte da empresa.

Um exemplo é a falta de testagem constante dos trabalhadores e trabalhadoras das unidades para detectar casos de Covid-19. A Petrobras também não distribui máscaras de forma regular para uso dos petroleiros.

José Maria Rangel afirma que a conduta da gestão da estatal imita as atitudes do Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de “letargia” em relação ao combate à pandemia, ou seja, de incapacidade reagir e lidar de forma eficaz com o problema.

Pandemia nas unidades

Na sexta-feira (15), 90 trabalhadores foram testados na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Paraná, mas a Petrobras não informou quantos deram positivo. “Os trabalhadores é que procuraram o sindicato para informar que seus resultados foram positivos”, completou Rangel.

O dirigente afirma que não há como saber o número exato de casos porque a estatal simplesmente não informa aos sindicatos. “A gente traça um panorama da pandemia na Petrobras de acordo com os dados publicados no site do Ministério e pelas denúncias feitas pelos próprios trabalhadores”, diz Rangel.

Rangel alerta ainda para a situação dos terceirizados que são ignorados pela gestão da estatal também quando o assunto é segurança. “Trabalhadores terceirizados são invisíveis para a Petrobras”, ele diz.

O dirigente explica que é grave não haver nenhuma “preocupação” maior também com esses trabalhadores, já que  eles fazem parte do dia-a-dia das atividades da Petrobras e estão em contato com outros trabalhadores.

“Eles podem tanto ser contaminados por falta de proteção como podem transmitir o coronavírus para outros trabalhadores, sem saber”, diz Rangel.

Atividades não foram paralisadas

Mesmo com todas as recomendações das autoridades sanitárias de isolamento social e o número de mortos crescendo diariamente no Brasil, a maior parte das unidades da Petrobras – plataformas e refinarias – continua funcionando e os trabalhadores tendo que ‘optar’ por continuar exercendo suas funções.

Os motivos, segundo o coordenador da FUP é que a Petrobras começou a afastar trabalhadores e reduzir suas remunerações. “Eles saem do turno, não são testados e se apresentam algum pequeno sintoma, acreditam que não estão infectados e continuam sua vida normalmente, inclusive voltando ao trabalho”, diz Rangel.

Ele explica que essas situações geram ainda a subnotificação de casos. “Podemos ter muito mais trabalhadores infectados e infectando outros trabalhadores, do que se pode imaginar”, ele completa.

Da mesma forma os terceirizados. Rangel denuncia que esses trabalhadores estão sendo obrigados a trabalhar e quem se recusar, a empresa demite.

Rangel ainda relata que há casos de mortes que não estão sendo informados nem investigados como possíveis vítimas de Covid-19, além de situações de pressão e assédio moral sobre os trabalhadores para que cumpram as determinações das gerências.

“Toda essa situação, nós avisamos que ia acontecer. Nós nos dispusemos a ajudar, a traçar planos para proteção e até reivindicamos atitudes da Petrobras, que não foram colocadas em prática. Hoje a empresa se limita a se reunir conosco apenas para notificar o que está sendo feito, sem chance de diálogo”, critica Rangel.

Refinarias

Segundo reportagem da Folha de SP, há relatos de casos de petroleiros com coronavírus em refinarias como a de Cubatão, no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro e em Manaus.

O Coordenador Geral da FUP, José Maria Rangel afirma que unidades continuam operando mesmo sem produzir. “A Petrobras obriga os trabalhadores a trabalharem. Algumas pararam, como as plataformas do Nordeste, mas porque a produção era pequena e a Petrobras aproveitou a crise para paralisar e dar andamento no processo de venda de unidades”, ele diz

Na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, há plataformas “hibernando”, estado em que a plataforma não produz, mas há turnos de trabalho. “Tem focos de coronavírus e as pessoas não precisam estar lá. Uma delas é a P-26. Tem trabalhador pagando teste do próprio bolso para se proteger”, denuncia Rangel.

Quando testes são feitos pela Petrobras, o procedimento acontece no embarque dos trabalhadores, ou seja, no início do turno. Quando saem das plataformas, nenhum teste é feito, o que pode significar o trabalhador se infectar na plataforma, voltar para casa e transmitir para outras pessoas, como sua família, por exemplo.

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Paraná 

Ação sindical

A FUP está orientando os trabalhadores a utilizarem o “Direito de Recusa”, que é cláusula do acordo coletivo da categoria. Pelo item do acordo, se o trabalhador apresenta sintomas, deve se recusar a se recusa a trabalhar.

Outra orientação é que os petroleiros denunciem aos sindicatos as ações da estatal que representem negligência com a segurança, tais como a falta de testes e máscaras. A FUP também cobra ações de fiscalização mais “duras” de órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Nós cobramos também que a Petrobras cumpra a deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF) que diz que os casos de coronavírus são ocupacionais e que os trabalhadores sejam afastados. A Petrobras não faz e diz que espera a publicação do ácordão”, diz Rangel.

A decisão do STF sobre a Covid-19 ser caracterizada como doença ocupacional foi tomada no dia 29 de abril. A decisão considerou ilegal o artigo 29 da Medida Provisória (MP) 927/2020, que estabelecia que os casos de contaminação pelo novo coronavírus não seriam “considerados ocupacionais, exceto mediante comprovação do nexo causal”.

[Via CUT | Reportagem de Andre Accarini]

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Como o Sindipetro Paraná e Santa Catarina divulgou no último sábado (16), a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobras), em Araucária, submeteu um grupo de aproximadamente 90 trabalhadores ao teste para o novo coronavírus e vários acusaram positivo. 

Os infectados foram colocados em isolamento domiciliar, mas a angustia dos familiares é grande e a empresa trata isso com descaso ao negar a testagem para as pessoas que vivem sob o mesmo teto dos positivados. 

Muitos petroleiros que ainda não foram testados buscam fazer o exame por conta própria, atitude mais que justificada pela inércia dos gestores da refinaria.

[Via Sindipetrp-PR/SC]

 
 
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A esposa de um trabalhador terceirizado da operação do Terminal Transpetro de São Francisco do Sul (Tefran), em Santa Catarina, fez o teste RT-PCR para verificar o contágio pelo novo coronavírus e o resultado foi positivo. 

O RT-PCR é considerado o “padrão-ouro” no diagnóstico da Covid-19, cuja confirmação é obtida através da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada. 

A situação já seria bastante preocupante, mas é agravada pelo fato de o trabalhador em questão ter como principal função o assessoramento da operação e, por isso, mantém contato com todos os empregados dessa área e também circula por todos os ambientes do CCO (Centro de Controle Operacional). Além disso, durante a pandemia atuou na checagem da temperatura de todas as pessoas que acessavam o Terminal. 

Informações obtidas pelo Sindipetro PR e SC junto à gestão do Terminal dão conta que a Secretaria de Saúde do Município solicitou que a família toda do empregado permaneça em isolamento domiciliar por 14 dias. Nenhuma pessoa apresentou sintomas até o momento. 

A gestão do Tefran comunicou que requisitou reforço na higienização dos ambientes por onde o trabalhador circulava. Também solicitou que a empresa prestadora de serviços submeta o empregado ao teste. Se o resultado for positivo, segundo a administração do Tefran, os operadores e outros funcionários serão examinados.   

O Sindicato, por sua vez, entende que é necessária e urgente a testagem de todos os trabalhadores da operação do Tefran como forma de prevenção à contaminação e também para tranquilizar os empregados e suas famílias. 

O Sindipetro PR e SC mantém sua postura de vigilância na pandemia do novo coronavírus e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais. 

Informação é fundamental para as ações de prevenção!

[Via Sindipetro-PR/SC]

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O número de trabalhadores infectados pelo novo coronavírus no Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar) subiu para cinco. Todos são terceirizados e vinculados à empresa Navemestra, que faz a operação de barcaças no Tepar. 

Segundo informações repassadas pela gerência do Terminal ao Sindipetro PR e SC, nenhum dos contaminados apresentou sintomas graves e todos são mantidos em isolamento social, sendo que dois estão hospedados em hotel e outros três em suas residências. 

A partir da denúncia e das cobranças do Sindicato, todos os trabalhadores que possivelmente tiveram contato com o primeiro caso confirmado foram testados. Os resultados mostraram que a disseminação do vírus se restringiu à tripulação da barcaça.   

O Sindipetro reforçou a cobrança por agilidade da gestão da Transpetro na investigação dos casos e também por transparência nas informações com os trabalhadores. Atendendo ao pleito do Sindicato, a gerência anunciou a realização de reunião por videoconferência com toda força de trabalho da empresa nos estados do Paraná e Santa Catarina nesta quinta-feira (21), às 10h. O objetivo é que sejam relatados os casos positivos, a forma e os resultados dos testes, bem como as medidas preventivas que estão sendo adotadas em cada unidade da Transpetro. O encontro também servirá para receber sugestões e responder questionamentos dos trabalhadores. 

O Sindicato reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais. 

Informação é fundamental para as ações de prevenção!

[Via Sindipetro-PR/SC]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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