Há dez dias em greve, os trabalhadores da Refap receberam, no início dessa segunda-feira (10), o apoio do ex-ministro do Brasil, nos governos Lula e Dilma, Miguel Rossetto, que esteve em frente à refinaria conversando com os grevistas: "Os petroleiros lutam pelo Brasil e pela defesa da Petrobrás. A destruição da empresa é a destruição de um sonho, de fazer desse Brasil uma nação mais justa e igualitária. Nós, gaúchos, não podemos aceitar que a Refap saia do RS. Precisamos defender a refinaria e tudo o que ela representa ao estado".   

Logo depois, os trabalhadores ocuparam os vagões do Trensurb rumo a Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. Lá, a categoria petroleira se dividiu entre o uso do megafone e nas conversas individuais com cada cidadão que pedia explicação sobre a política de preço dos combustíveis e gás de cozinha.

A Torre do Petróleo

Os trabalhadores seguiram rumo a Torre do Petróleo, localizado, atualmente, na Praça da Alfândega.

O Monumento é símbolo da resistência petroleira, referência de atos e mobilizações populares contra o Regime Militar. Em seguida, seguiram com as manifestações no Mercado Público da capital, finalizando as atividades com a participação no Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

[Via Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS

A categoria petroleira elegeu em primeiro turno a geofísica Rosângela Buzanelli para a vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. 

Com o apoio da FUP e de seus sindicatos, ela recebeu 5.300 votos (53,62% do total) e desbancou os outros 20 candidatos, 19 deles homens.

É a primeira vez que os trabalhadores elegem em 1º turno um representante para o CA.

Em uma conjuntura tão difícil para a categoria, a eleição de Rosângela é uma vitória fundamental na luta contra o desmonte da Petrobrás.

Mesmo em meio a uma greve acirrada, os petroleiros exerceram o direito ao voto, entendendo a importância de eleger uma representação genuína dos trabalhadores para o principal fórum de deliberação da empresa.

”Minha candidatura ao cargo do Conselho de Administração da Petrobrás é resultado do coletivo. Muito obrigada a cada um e cada uma que votou, confiou e também fez campanha. Estaremos lá representando os trabalhadores e trabalhadoras e defendendo nossa Petrobrás forte e integrada. Essa foi uma vitória num momento muito difícil para toda a categoria petroleira!”, agradeceu, vibrando com o resultado.

Ela lembra da importância de manter o lema de campanha “Reunir para resistir” ao longo de seu mandato: “Reafirmo meu compromisso com a transparência de atuação e com a classe trabalhadora".

A posse da nova Conselheira está prevista para abril.

A FUP parabeniza Rosângela e toda a categoria petroleira por essa importante conquista em tempos de enfrentamentos contra as privatizações, demissões e desmonte de direitos.

[FUP, com informações do Sindipetro-NF]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

­A qualidade da carne bovina produzida no Brasil será altamente impactada pelo fechamento da Fafen-PR. Aquele churrasquinho do final de semana e o famoso PF de bife com fritas poderão conter formol. O alerta é dos pecuaristas.

Além dos mil trabalhadores que serão demitidos com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), consumidores de carne bovina em todo Brasil podem ser diretamente prejudicados com a hibernação da unidade.

A fábrica é a maior produtora de ureia pecuária do país, produto utilizado como suplemento para o gado. Com o fim da produção, os pecuaristas passarão a utilizar a ureia agrícola, o que comprometerá a qualidade da carne bovina brasileira. 

Ao contrário da ureia pecuária produzida pela Fafen-PR, a ureia agrícola possui formol em sua composição, o que pode acarretar graves danos em toda cadeia produtiva, chegando, inclusive, ao consumidor final.

O fechamento da Fafen preocupa produtores de gado e médicos veterinários, que já levaram o tema ao Congresso Nacional. O senador Wellington Fagundes (PL-MT), membro da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, discutiu o assunto com os ministros Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Tereza Cristina Corrêa, de Agricultura. Saiba mais aqui

“A ureia pecuária tem a importação cara e complexa pois, pela ausência do formol, pode empedrar no transporte. A dificuldade na importação levará produtores brasileiros a usar a ureia agrícola, com formol, trazendo impactos diretos aos consumidores da carne bovina”, afirma o coordenador-geral do sindicato, Santiago da Silva Santos.

A preocupação em Brasília, no entanto, é com a indústria e o empresariado e não com a saúde dos consumidores. Para os ministros e a bancada ruralista, o desafio está no encarecimento do produto e nas possíveis sanções internacionais à exportação da carne brasileira. As tratativas políticas visam liberar novos importadores de ureia pecuária e incrementar a competitividade do mercado. Os produtores querem um ano para se adaptar e a liberação de impostos para importação.

“O fechamento da Fafen compromete a economia, a segurança alimentar e também a saúde do consumidor brasileiro. Por que importar insumos se podemos produzir aqui? Temos tecnologia, fábricas, matéria prima e mão de obra especializa”, alerta Gerson Castellano, funcionário da Fafen-PR e diretor da FUP.

Em reportagem feita pelo Estadão no acampamento montado em frente à sede da Petrobras, os petroquímicos denunciam os riscos do fechamento da fábrica para a soberania alimentar: 

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

A categoria petroleira está em seu décimo dia de greve e o movimento segue forte em todo o país. No Norte Fluminense, nesta manhã, trabalhadores de duas plataformas (P-12 e PNA-2) decidiram não embarcar, cortando a rendição da equipe que está a bordo. Outras 22 plataformas estão na greve, com operações entregues pelos petroleiros aos gestores da Petrobrás.

Em Cabiúnas, o corte de rendição continua, mas agora operado de forma surpresa, mantendo o controle dos trabalhadores sobre o movimento. Nas bases administrativas continua o trabalho de convencimento da direção do sindicato e da militância grevista sobre a importância de não ir ao trabalho.

Na base de Imbetiba, os petroleiros e petroleiras que entraram pelo portão da Praia Campista, além de dialogar com a diretoria do sindicato sobre a importância do movimento, puderam visitar exposição de camisas das campanhas sindicais de vários anos, ler poesias fixadas nas pilastras e escrever suas impressões em um flip chart disponibilizado no local.

Neste fim de semana, o Sindipetro-NF indicou aos operadores das salas de controle das plataformas, que atuam em terra, que também entreguem a operação à gestão da companhia.

[Via Sindipetero-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Ao entrar no nono dia, a greve dos petroleiros já atinge mais de 90 unidades do Sistema Petrobrás em 13 estados do país. 

É possível afirmar que desde o movimento paredista de 1995, essa é a greve mais forte realizada pela categoria petroleira. Prova disso é a decisão da gestão da Petrobras de abrir processo de recrutamento e seleção para contratar, por dois meses, pessoas para substituir os grevistas.

Os diretores da FUP e de seus sindicatos já receberam várias ligações de petroleiros recém aposentados que foram procurados pelos gerentes para que substituíssem os trabalhadores em greve. E eles disseram não.

É a primeira vez na história das greves dos funcionários da Petrobras que acontece tal fato. Nos movimentos passados, a estatal se limitava a enviar aqueles petroleiros fura-greves de um estado para outro para substituir os operadores.

A informação que tem chegado às nossas direções sindicais é de que os aposentados estão revoltados com a atitude da Petrobras e não estão aceitando furar a greve.

Por que a Petrobrás não está usando essa mesma estratégia? Porque a adesão à greve é grande. A estatal mente para a sociedade e para a imprensa ao minimizar o movimento, ao dizer que ele é fraco. Uma contradição que mostra grande distância entre o que se fala e o que se faz.

Não seja traidor e nem pelego

Ao convocar os aposentados a retornar ao trabalho de forma temporária, a atual gestão da Petrobrás quer dividir e enfraquecer a categoria.

A FUP e seus sindicatos fazem um apelo aos aposentados e aposentadas, para que não atendam ao chamado da empresa. Não traia a sua categoria. O lugar dos traidores é o lixo da história. Ajude a construir, a defender a Petrobrás. 

Essa luta não é só dos trabalhadores da ativa, não é só contra as demissões e descumprimento do ACT. Ela diz respeito também aos aposentados.

A atual gestão da Petrobras está se utilizando de vários artifícios para acabar com a AMS para os aposentados e vem atacando a Petros. Saiba que se você contribuir para enfraquecer essa luta terá de arcar também com sérias conseqüências.

Os terceirizados devem agir da mesma forma. A resistência e a união são as nossas  mais fortes armas nesse momento.

A greve é um direito do trabalhador. Mas a vitória depende mais da categoria do que da FUP e dos Sindipetros.

Ajude a divulgar a greve

A imprensa tradicional está praticamente ignorando a greve dos petroleiros. O movimento paredista está sendo divulgado nas redes socais por blogs, jornalistas, políticos e profissionais com visão à esquerda.

Precisamos dar mais visibilidade à greve da categoria e você pode ajudar. Para isso, basta compartilhar nas redes sociais todas as publicações da FUP e do Sindipetro Bahia.Envie também as matérias, vídeos e fotos para a sua família e amigos através do WhatsApp.
Acompanhe a cobertura pelas redes sociais da FUP e dos seus sindicatos.

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#PetroleirosPelaSoberania

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[Edição FUP | Texto e foto: Imprensa do Sindipetro-BA]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros e petroleiras da Petrobras que ainda não votaram para o Conselho de Administração têm até às 23h59 deste domingo para garantir a participação nesta importante eleição.

É responsabilidade de toda a categoria eleger uma representação genuína dos trabalhadores no principal fórum de deliberação da empresa.

A eleição ganha uma importância ainda maior nesse momento em que os petroleiros realizam uma luta histórica contra o maior desmonte da história da Petrobrás.

“Quem representa os trabalhadores e as trabalhadoras da companhia no CA deve ter embasamento técnico, para questionar com argumentos sólidos e consistentes possíveis decisões que possam prejudicar a força de trabalho e também a Petrobrás”, afirma a geofísica Rosangela Buzanelli (1000), que conta com o apoio da FUP e de seus sindicatos na eleição para o CA da empresa. 

Com 33 anos de Petrobrás e experiências profissionais tanto na área operacional quanto na administrativa, Rosângela (1000) já passou por várias unidades da empresa e atualmente atua em Macaé. “Minha candidatura tem como um dos pontos centrais nossa participação no CA com informações qualificadas, tecnicamente precisas, para que possamos garantir as demandas dos trabalhadores e fortalecer a Petrobrás como a maior companhia do Brasil e vetor do desenvolvimento econômico e social do país”, explica.

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Conheça suas propostas e ideia, acompanhando #Rosangela1000 nas redes sociais:

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[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Há uma semana em greve, os petroleiros realizaram uma marcha pelo centro de Canoas, na manhã dessa sexta-feira (07). Durante toda a caminhada, os trabalhadores denunciaram à população as perdas que o município acumulará com a saída da Petrobrás no RS. Os trabalhadores também entregaram panfletos e esclareceram as dúvidas daqueles que questionavam sobre os motivos da greve, ressaltando a importância dessa luta pela defesa da soberania nacional.

A ação integrou fez parte do calendário de mobilizações da Greve Nacional dos Petroleiros. Até o momento, são 70 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados. Os trabalhadores lutam pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), contra as demissões em massa no Sistema Petrobrás pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento.
Desde o início, a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população.

Direito garantido em lei

A greve é um direito garantido em lei e o movimento paredista dos petroleiros está seguindo todos os trâmites legais que são exigidos nesse caso. Portanto, a greve da categoria é legal e constitucional. Não é abusiva.
É muito importante que todos se mantenham unidos e não aceitem pressão da gerência. Em caso de qualquer problema, como pressão ou assédio moral, procure um diretor do sindicato.
Após levantamento do quadro nacional de greve, a FUP afirmou que “em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento”.

Com informações da FUP

Acompanhe as atualizações e as imagens da greve através das Redes Sociais do Sindipetro-RS: 

* Facebook: @sindipetro.rs

* Twitter: @sindipetroR

* Instagram: @sindipetrors

[Via Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS

Trabalhadores de diversas categorias e movimentos sociais manifestaram apoio à greve dos petroleiros durante ato realizado nesta sexta-feira (7) no Acampamento Resistência, em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. A paralisação contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) completa uma semana e atinge 70 unidades da estatal em 13 estados. Os participantes também prestaram solidariedade aos petroleiros que desde a última sexta-feira (31) ocupam uma sala no edifício sede para forçar a direção da empresa a negociar.

O ato dos petroleiros contaria com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não compareceu devido à falta de segurança no local, segundo os organizadores. Os participantes protestaram não apenas pelas mais de 900 demissões na Fafen-PR, marcadas para ocorrer a fevereiro. Eles também denunciaram o desmantelamento da estatal, que anunciou a venda de oito refinarias, além da venda de subsidiárias, como a BR Distribuidora.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou o presidente Jair Bolsonaro pelo seu “total alinhamento e submissão” aos Estados Unidos. Jandira disse que o projeto de destruição da Petrobras atende a interesses externos, prejudicando o desenvolvimento nacional. “Há um planejamento que certamente não saiu da cabeça do Bolsonaro ou dos seus assessores. Esse planejamento vem de fora para dentro”, afirmou.

Pressão no Congresso

Devido à pressão dos trabalhadores e dos deputados da oposição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se comprometeu a interceder junto ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, por uma negociação, informou Jandira. Ela também anunciou que a Câmara vai cobrar explicações da direção da Petrobras, depois de ela ter sido impedida de entrar na sede da estatal na última segunda-feira (3), uma violação às suas prerrogativas como parlamentar. “Cobramos publicamente que o presidente Maia ajude na negociação e faça cumprir o acordo coletivo de trabalho (ACT)”, disse a parlamentar.

Segundo Tezeu Bezerra, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que integra a Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT), apesar da ofensiva jurídica promovida pelo governo, a greve vai continuar. “Na hora em que os petroleiros entram em greve, não tem governo que não trema nas bases. Por isso estão em conluio com a Justiça para tentar barrar a nossa paralisação. Essa luta é de todo mundo, de cada brasileiro que luta por um país melhor e mais democrático.”

O petroleiro Marcelo Bernardo, que trabalha na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), desafiou o governo Bolsonaro a reduzir o preço dos combustíveis, mas não a partir da guerra tributária estimulada pelo atual governo em relação aos estados. Ele criticou a política de preços atual, que acompanha as variações internacionais. Segundo ele, a elevação nos preços dos combustíveis, bem como a privatização das refinarias, serve para garantir a importação de produtos refinados que poderiam ser produzidos no Brasil.

“Crime de lesa-pátria”

“Nós somos capazes de produzir combustíveis para todo o país, é só colocar as refinarias para produzir em carga máxima. A desindustrialização e desnacionalização da economia afetam em cheio a Petrobras. Fechar uma fabrica de fertilizantes num país que exporta produtos agrícolas é um crime de lesa-pátria”, criticou Bernardo. Ele também destacou o fato inédito de a greve atual envolver os petroleiros das plataformas do pré-sal.

A petroleira Náustria de Albuquerque, da BR Distribuidora, disse que ocorreram mais de 1.200 demissões desde que a subsidiária foi privatizada no final do ano passado. Ela instou aos funcionários do setor administrativo da Petrobras a aderirem a paralisação. “É preciso a solidariedade dos trabalhadores dos setores administrativos. Quatro refinarias estão em fase vinculante (etapa preliminar do processo de privatização). Se forem privatizadas, as demissões vão chegar para a galera do administrativo também”, ressaltou.

O deputado estadual Waldeck Carneiro (PT-RJ) destacou que o estado do Rio de Janeiro é o epicentro da resistência contra a “agenda entreguista” do governo Bolsonaro, porque é na capital que estão localizadas as sedes de diversas empresas estatais. Ele também relacionou o projeto de desmonte do serviço público com a crise de desabastecimento enfrentada pela população da cidade. “A crise da Cedae (a companhia de água e esgoto) é também um projeto para viabilizar a sua privatização.”

Solidariedade

Segundo o vice-presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, as categorias do serviço público estão entrando em greve, como foi o caso do Dataprev e também na Casa da Moeda, porque a situação econômica do país está “uma desgraça”. “Estão em greve por conta do preço do óleo diesel, da gasolina, do botijão de gás. Por causa do preço do quilo de carne. O país não tem rumo, nem política econômica. É um Brasil que voltou para trás”.

A vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Élida Elena, destacou os laços históricos da entidade com a Petrobras, desde a campanha “O petróleo é Nosso”, na década de 1950, que antecedeu a criação da estatal. “A Petrobras é fruto da luta dos trabalhadores e dos estudantes. O petróleo tem que estar a serviço da criação de emprego e do desenvolvimento nacional, e não dos interesses dos estrangeiros”. Os participantes do ato entoavam o grito “Não à privatização. A Petrobras é nossa, orgulho da nação”.

Além de comitivas de petroleiros de diversos estados do país, também participaram da manifestação os servidores da Dataprev, da Casa da Moeda, dos Correios, professores e profissionais da saúde do Rio, metalúrgicos da indústria naval, bancários. O ato também contou com apoio da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), dentre outros.

[Texto: Rede Brasil Atual | Fotos: Luciana Fonseca (Sindipetro-NF) e  Marcelo Aguillar (MAB)]

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Publicado em Sistema Petrobrás

Em carta aberta ao povo brasileiro, os cinco dirigentes sindicais petroleiros que integram a Comissão Permanente de Negociação da FUP falam sobre as motivações para permanecer há mais de uma semana em uma sala dentro da sede da Petrobrás no Rio de Janeiro.

"Mudamos toda nossa vida para uma sala no 4º andar da empresa que ajudamos a construir com paixão e sacrifício",

Eles resaltam a importância da greve nacional da categoria.

"A greve dos petroleiros e petroleiras não é por melhores salários ou por qualquer benefício. (...) Estamos em greve para que a riqueza produzida com nosso suor seja voltada para a educação, saúde e geração de empregos para o povo brasileiro".

Leia a íntegra:

Carta aberta ao povo brasileiro

Aprendemos com a escritora Carolina Maria de Jesus a não gostarmos do mundo como ele é.

Carolina sabia e nós sabemos que é o trabalhador e a trabalhadora que transformam o mundo.

Por isso, mudamos toda nossa vida para uma sala no 4º andar da empresa que ajudamos a construir com paixão e sacrifício, a Petrobrás.

Este ato simboliza a disposição do trabalhador e da trabalhadora em ocupar o espaço que é, na verdade, um pedaço material do seu esforço.

A greve dos petroleiros e petroleiras não é por melhores salários ou por qualquer benefício.

É pela nossa dignidade.

É para que possamos dormir com a tranquilidade de que nossos filhos e filhas tenham uma vida com estabilidade e previsibilidade.

Estamos em greve para que não paguemos mais do que o devido pelo gás de cozinha, por gasolina, diesel e nossa comida.

Estamos em greve para que a riqueza produzida com nosso suor seja voltada para a educação, saúde e geração de empregos para o povo brasileiro.

Sabemos que a liberdade não se constrói sozinha.

Para aqueles que se consideram explorados como nós, fica o convite para somar a este movimento da greve nacional dos petroleiros e petroleiras.

Para que juntos, em comunhão, nosso grito possa ser escutado cada vez mais longe.

Nós, da Comissão Permanente de Negociação, agradecemos ao apoio de todos e todas que se somaram em solidariedade a este movimento de greve.

Agradecemos a água, comida, as palavras e os sonhos que nos nutrem diariamente nesse confinamento de esperança.

Ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão.

Em defesa do emprego, do patrimônio nacional e da soberania alimentar e nacional!

Defender a Petrobrás é defender o Brasil!

 

Cibele, Deyvid, Tadeu, Silva e Ademir

COMISSÃO PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DA FUP

Publicado em Sistema Petrobrás

Petroleiros entrariam para trabalhar e cumprir com a decisão do TST de manter 90% do efetivo em atuação durante a greve. 

Um fato tanto quanto inusitado aconteceu na manhã desta sexta-feira (07) na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR. Os gestores dessas unidades industriais da Petrobrás decidiram fechar os portões e impedir o acesso dos próprios empregados aos respectivos locais de trabalho. 

Os trabalhadores que estavam em greve decidiram cumprir com a decisão liminar do ministro Ives Gandra Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou que 90% dos petroleiros continuem trabalhando durante a greve. 

A decisão atendeu parcialmente ao requerimento da Petrobrás junto ao TST, cuja intenção era que a o Tribunal determinasse a suspensão da greve. Ainda de acordo com a determinação do ministro, os sindicatos que descumprirem a liminar terão que pagar multas que variam entre R$ 250 mil e R$ 500 mil. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, quem está descumprindo com a decisão do TST são os gestores das unidades. “Não estão claras quais são as verdadeiras intenções da empresa ao barrar a entrada dos seus próprios trabalhadores, pois o retorno ao trabalho era o principal objetivo do pedido da Petrobrás junto ao TST. Talvez esteja forçando a aplicação de multa ao Sindicato, o que não me parece razoável”, afirmou. 

Em função da postura da empresa, o Sindicato vai tomar as medidas cabíveis para o resguarda da segurança dos trabalhadores, comunidade do entorno das instalações, meio ambiente e equipamentos, bem como o devido cumprimento da legislação vigente e decisões jurídicas recentes. 

:: Assista o vídeo do impedimento do acesso aos trabalhadores da Repar 

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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