O questionário do Sindipetro PR e SC realizado nas primeiras semanas do mês de abril teve participação significativa dos petroleiros. Sobre as medidas da Petrobrás no combate ao Covid-19, 65% dos trabalhadores que responderam ao sindicato acreditam ser insuficientes as ações da empresa. “O objetivo da pesquisa foi mapear a posição da categoria em relação a preservação da saúde, segurança e direitos dos trabalhadores”, explicou Alex Guilherme, dirigente do Sindicato.

 

 

Além de demonstrar descontentamento com as medidas de prevenção da Petrobrás, os trabalhadores fizeram alguns apontamentos e sugestões para melhorar a proteção em relação ao Covid-19 (as respostas preservam o anonimato). 

De acordo com a categoria: 

:: A questão do corrimão obrigatório na Repar neste momento tornou-se uma questão de risco. 

:: Assim como o aglomero de operadores em local fechado.   

:: Outro problema é o carro usado por muitos operadores que é compartilhado. 

:: O micro ônibus de turno continua lotado. Relato de 14 usuários em uma única rota. 

:: Ferramentas de trabalho como o rádio não são de uso individual. Nesse caso, a categoria sugeriu alternativas mais seguras e individuais, como microfones de lapela e capa de proteção no equipamento. 

:: Os trabalhadores consideram que o ideal seria a disponibilidade do teste rápido para o Covid-19. Segundo os petroleiros, isso deveria ser feito imediatamente e começando pelos mais confinados e de maior risco de contágio. 

:: Também a Petrobrás poderia disponibilizar máscaras cirúrgicas ou de pano, aumentar pontos estratégicos dentro da unidade com álcool 70. 

:: Outra questão que a companhia deixa a desejar é em relação ao monitoramento contínuo e preciso da temperatura dos funcionários. De acordo com trabalhadores, a termografia feita na entrada da Repar sempre mostra 33 graus! 

:: Por fim, a Petrobrás poderia fazer avaliações médicas periódicas em cada funcionário. 

Para o Sindipetro PR e SC, os relatos são de fundamental importância e nortearão os passos da entidade. 

*Esta é a primeira de uma série de matérias sobre os resultados da pesquisa (saiba mais AQUI). O objetivo é difundir a opinião dos petroleiros sobre as condições de trabalho durante a pandemia.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

O balanço divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nessa terça-feira (5/5) indicou 806 trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobrás contaminados pela covid-19 (eram 510 na semana passada) e 1.642 casos suspeitos. Seis mortes pela doença chegaram ao conhecimento da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, mas não são confirmadas pela gestão da empresa.

Somente na Bacia de Campos, segundo dados repassados pela Petrobrás ao Sindipetro-NF, há 112 casos confirmados de covid-19 e 101 suspeitos. Além do terminal terrestre de Cabiúnas, há contaminados e casos suspeitos nas plataformas PCE-1, PNA-1, PNA-2, P-09, P-12, P-18, P-20, P-26, P-31, P-33, P-35, P-37, P-40, P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-54, P-61, P-62, P-63 e FPSO Cidade de Niterói. Das 44 unidades de produção de Campos, 23 têm casos confirmados ou suspeitos. As situações mais graves foram registradas até agora na P-26 (37 confirmados e 17 com suspeita) e na P-33 (36 confirmados e 15 com suspeita).

Esses números altos – e que provavelmente estão subnotificados – comprovam o total descaso da diretoria da Petrobrás com seus trabalhadores. Fato que vem sendo sistematicamente denunciado pela FUP e seus sindicatos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e motivando ações na Justiça do Trabalho contra a empresa que questionam mudanças de turno, fornecimento de máscaras inapropriadas e testagem falha e insuficiente dos trabalhadores.

Exercendo uma atividade essencial à população brasileira, que garante a produção e o abastecimento de petróleo, gás natural e combustíveis, os petroleiros vêm fazendo o seu trabalho. E desde o início da pandemia a FUP e seus 13 sindicatos filiados vêm alertando a gestão da Petrobrás sobre o alto risco de contaminação pelo novo coronavírus, sobretudo na área operacional.

“Reivindicamos a participação de representantes dos trabalhadores no comitê de combate à doença criado pela empresa. Sugerimos a implantação imediata de testes nos petroleiros, principalmente nos que trabalham embarcados. Sugerimos a interrupção da produção por um período de 15 dias, dado os estoques altos da Petrobrás, para evitar a disseminação da doença. Sugerimos medidas de controle e higienização nos transportes terrestres e aéreos. Sugerimos que a empresa mantivesse em casa trabalhadores dos grupos de risco. Nada disso foi atendido pela diretoria da Petrobrás”, lembra o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

A FUP e seus sindicatos ainda cobram da Petrobrás a emissão de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados pela covid-19. A emissão já fora recomendada pela Operação Ouro Negro – que reúne MPT, Anvisa, ANP, Ibama e Ministério da Economia – em 18 de março, e posteriormente tornada obrigatória por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, a empresa não cumpriu a determinação. “Ou seja, a gestão da Petrobrás também vem ignorando determinação dos órgãos de fiscalização, como a Anvisa, e do Poder Judiciário”, reforça Rangel.

Tomando medidas atropeladas desde o início da crise, a gestão da Petrobrás alterou turnos e exigiu que petroleiros ficassem em hotéis por sete dias antes do embarque para plataformas, longe de suas famílias e sem o menor controle de entrada e saída desses locais. E somente há uma semana começou a testar os petroleiros antes do embarque, após diversos casos de contaminação por covid-19 em plataformas. Mas, no desembarque, nem todos os trabalhadores estão sendo testados. Quanto aos terceirizados, a situação é ainda pior, já que a diretoria da empresa não assume qualquer responsabilidade sobre sua gestão.

Por isso, a FUP e seus 13 sindicatos reiteram a ameaça de greve sanitária nas instalações da Petrobrás. No momento em que o país está entrando no período mais grave e crítico da doença e, portanto, mais precisa das atividades essenciais, como a dos petroleiros, a irresponsabilidade da gestão da Petrobrás com seus trabalhadores pode comprometer a continuidade das operações da empresa e afetar a população brasileira.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Por meio de um comunicado não oficial, petroleiros foram surpreendidos com o anúncio de mudanças, reestruturações e redução de remunerações por todo o sistema Petrobrás. A expectativa é que a empresa implemente todas as mudanças até setembro deste ano.

O documento afirma ainda que cada diretoria ficará responsável por decidir quais funções terão as reduções estabelecidas com a otimização organizacional. A proposta da Petrobrás é diminuir o número de funcionários até chegar a 30 mil trabalhadores próprios em todo o sistema até 2023.

O plano de demissão mais agressivo propõe o pagamento do salário líquido durante 24 meses com o piso em R$ 400 mil e o teto em R$ 1 milhão. A justificativa usada pela estatal para defender esse corte é que, por conta do contexto de crise, a reestruturação da empresa faz parte de uma estratégia de negócios para o enfrentamento do momento desafiador na indústria, atuando com a redução de custos, que por consequência é defendido como “aumento de resiliência ao mercado e igualdade com a concorrência”, praticando assim a cultura da meritocracia.

AIT e sucateamento do RH

Com a reestruturação, uma das mudanças ofertadas pela Petrobrás é a assinatura do Acordo Individual de Trabalho (AIT) que, por meio da cultura meritocrática e privatista da gestão de Roberto Castello Branco, busca adequar a oferta salarial aos funcionários que abrirem mão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em prol da conservação dos cargos de confiança, que possui, inclusive, uma tabela remuneratória exclusiva.

A atitude da empresa interfere diretamente na sindicalização dos trabalhadores, tratando a organização que defende os petroleiros como principal inimiga.

Outra mudança proposta pela estatal é o compartilhamento dos gerentes de recursos humanos. Nas bases do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), o gerente de RH da Refinaria de Paulínia (Replan) passa a ser compartilhado com a Refinaria Henrique Lage (Revap), localizada em São José dos Campos e o responsável pela área na Refinaria de Capuava (Recap), agora também é encarregado pela Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão.

Para Itamar Sanches, petroleiro e dirigente do Sindipetro Unificado-SP, a iniciativa deixa mais claro o desmonte e descaso da Petrobrás com seus funcionários. “Quando a empresa não dá a devida importância aos recursos humanos, deixa clara a falta de importância dos trabalhadores para ela”, opina o dirigente.


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[Via Sindipetro Unificado de SP]

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Após diversos alertas e cobranças da FUP e dos sindicatos para que a Petrobrás cumprisse a sua função social, colocando-se à disposição para ajudar o país na defesa das vidas da população em meio à pandemia do COVID-19, a empresa, finalmente, anunciou nesta quinta-feira, 07/05, que doará três milhões de litros de combustível para as secretarias estaduais de saúde. De acordo com a estatal, esse volume será suficiente para abastecer por até três meses as ambulâncias, os veículos de transporte de médicos e os geradores de energia de hospitais públicos vinculados às secretarias.

A BR Distribuidora, que foi parcialmente privatizada pela gestão de Roberto Castello Branco, ficará responsável pelo transporte e logística de entrega do combustível em todo o país.

A FUP e seus sindicatos, assim como todo o povo brasileiro, esperavam que gestões desse tipo já tivessem sido implementadas pela Petrobras.

Através da Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia, cobramos, desde o início da pandemia, “doação solidária de combustível, luz e gás pela Petrobras e companhias de energia elétrica para todas as estruturas essenciais ao sistema público de saúde, como postos de saúde, hospitais, etc;”, conforme proposta apresentada pela FUP e demais entidades que integram a plataforma. (Saiba mais aqui) 

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o consumo de gasolina recuou 35% e de diesel 20% em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

“Num momento como este, a gestão da Petrobras deveria estar subsidiando o gás de cozinha, cujos preços continuam abusivos, mesmo com as reduções dos preços dos derivados nas refinarias. A empresa poderia garantir o abastecimento de ambulâncias e geradores de hospitais, fornecendo combustíveis a custo zero, por exemplo. A gestão, no entanto, mantém os estoques das refinarias cheios, forçando a paralisação das unidades”, já alertava a FUP, desde o início de abril. (Saiba mais aqui)

Para pressionar a gestão da Petrobrás a cumprir cocm seu papel social, no dia 30 de março, a FUP e seus sindicatos encaminharam ao ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, pedido para que a Petrobrás repasse à Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) os valores das multas impostas às entidades, no dissídio coletivo referente à greve dos petroleiros em fevereiro. A empresa foi autorizada a reter o repasse das mensalidades sindicais, no total de R$ 2.475.812,25. (Saiba mais aqui)


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[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Empresas como a Baker, Halliburton, Schlumberger e Superior estão propondo à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e aos seus sindicatos aditivos aos Acordos Coletivos de Trabalho para implementar mudanças na jornada de trabalho enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo governo federal em função da pandemia.

Na proposta das empresas, a relação trabalho e folga vai continuar a mesma, sendo um dia de folga para cada dia trabalhado para o pessoal embarcado em regime de turno ou sobreaviso. O que muda é o prolongamento das escalas podendo ser de até 28 dias embarcado com as respectivas 28 folgas. Algumas empresas também querem redução salarial para os maiores salários ocupados por gerentes e diretores.

A FUP e seus sindicatos entendem que os trabalhadores podem dar sua cota de contribuição neste momento, mas em contrapartida as empresas precisam se comprometer em nao promover demissões enquanto durar a pandemia. Neste momento precisamos manter os empregos.

Essas empresas prestam serviços para a Petrobras, que é uma empresa estatal e tem o dever de contribuir com a estabilidade econômica do país. A maior responsabilidade social neste momento é manter os empregos.

Para que não haja demissões nas empresas terceirizadas a Petrobras precisa:

1) Suspender a hibernação de campos e plataformas de petróleo;

2) Manter os contratos de serviços com suas empresas terceirizadas.

Já existe no Brasil o movimento #naodemita com a participação de mais de 4 mil empresas que se comprometem em manter os empregos durante a pandemia objetivando evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social.

A atual direção da Petrobras pode agir imediatamente por que sua Política de responsabilidade social estabelece os compromissos visando prevenir e mitigar impactos negativos das atividades da direta da Estatal em fornecedores de bens e serviços e comunidade local envolvida.

#NaoDemitaPetrobras

[FUP]

Publicado em Setor Privado

Um petroleiro da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobrás), em Araucária, fez o teste rápido* para Covid-19  e o resultado foi positivo. O empregado coletou exame para contraprova laboratorial nesta quarta-feira (06) e o diagnóstico deve estar pronto dentro de cinco dias. 

O caso envolve um operador do setor de Hidrotratamento e Reforma Catalítica (HRC). Ele foi colocado em quarentena de sete dias. Por enquanto os demais trabalhadores que tiveram contato com o infectado seguem com suas atividades normais e até o momento ninguém foi testado.   

Diante do ocorrido, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina exige que a gestão da Repar tome as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e demais órgãos competentes para resguardar a saúde e a segurança de todos os trabalhadores, próprios e terceirizados, e também das suas famílias. Requer, ainda, especial atenção aos empregados do Grupo A que utilizam a linha de transporte de turno Nº 6, pois estiveram próximos ao contaminado. 

O Sindicato orienta que os petroleiros da Repar redobrem a atenção quanto aos possíveis sintomas da Covid-19 que, segundo o Ministério da Saúde, podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Os sintomas mais comuns são tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar. 

Se apresentar qualquer um desses sinais, comunique com urgência sua chefia imediata e solicite orientações. Caso não se sinta seguro com as recomendações dos gestores, informe algum dirigente sindical ou ligue para (41) 3332-4554. 

O Sindicato atualizará a situação assim que a contraprova estiver pronta, mas até lá vai cobrar o cumprimento de todos os protocolos de segurança por parte da empresa.   

Insatisfação com as medidas de prevenção

O Sindicato fez uma pesquisa entre os dias 04 e 14 de abril com a categoria sobre as condições de trabalho no período de Covid-19. 

Uma das questões era sobre as medidas de prevenção que a Petrobrás adotou. Para 65% dos petroleiros que responderam a pesquisa as ações eram insuficientes. 

Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), datado de 04 de maio, o Sistema Petrobrás tinha 806 empregados com casos confirmados para o novo coronavírus e em quarentena, 1.642 suspeitos e 231 recuperados para um universo de 151.539 trabalhadores, entre próprios e terceirizados. 

*O teste rápido é um exame realizado em farmácia, por um profissional farmacêutico, liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 28 de Abril de 2020, conforme Resolução – RDC Nº 377, e publicada no Diário Oficial da União em 29/04/2020. Os dispositivos (testes) foram regulamentados pela Anvisa e são rastreados. Os resultados, sejam eles positivos ou negativos, devem obrigatoriamente ser encaminhados aos órgãos competentes.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF recebeu informação dos trabalhadores, nesta tarde, de que o aposentado filiado à entidade, Rodolfo Figueiredo Barbosa, 67 anos, morreu hoje em decorrência da covid-19. Natural de Belém (PA), o petroleiro atuou, até 2014, na plataforma P-38, na Bacia de Campos, e morava na Ilha de Marajó.

O Sindipetro-NF manifesta as suas condolências aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Nas redes sociais e em grupos de whatsapp, muitos dos seus conhecidos no Norte Fluminense lamentaram a perda e destacaram o grande valor e companheirismo de Rodolfo.

De acordo com o Jornal Marajó, o número de mortes no arquipélago paraense subiu de 9 para 32 na última semana.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

“A atual gestão bolsonarista da Petrobrás está implodindo a atuação do setor de Recursos Humanos da empresa”. A denúncia é do Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, que vem vivenciando o descaso da empresa com o setor.

Tezeu Bezerra conta que as reuniões com os RHs locais não trazem respostas para os pleitos da categoria, porque não se resolve nada localmente, tudo é centralizado no RH do Rio de Janeiro.

Um exemplo do desmonte do RH e a falta de independência na resolução das questões relativas aos trabalhadores foi a histórica negociação do último Acordo Coletivo que aconteceu no Tribunal Superior do Trabalho (TST) porque a empresa não quis sentar na mesa de negociação com os representantes da categoria.

No dia 26 de março a empresa anunciou à imprensa sua intenção em reduzir os gastos com os seus trabalhadores e trabalhadoras e vem sistematicamente atacando com redução de salários, desimplantes e mudanças de jornada, ao que tudo indica a redução de poder dos RHs locais também está nessa lista.

“Castello Branco e sua diretoria já demonstraram que não se importam com a categoria petroleiro. Não podemos aceitar sermos tratados como fantasmas! Nós existimos e fazemos essa companhia funcionar. Queremos um setor de RH que consiga pelo menos dialogar com o movimento sindical e buscar a resolução de conflitos”, afirma Tezeu Bezerra.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Como se não bastassem todos os ataques da diretoria da Petrobrás à Assistência Multidisciplinar de Saúde dos petroleiros, a gestão da empresa, divulga informações contraditórias, gerando ainda mais insegurança entre os beneficiários.

Foi o que aconteceu nos últimos dias em relação à notícia divulgada no portal Petrobras, comunicando que os descontos da AMS voltariam a ser realizados na folha de pagamento dos benefícios dos pensionistas.

“Em cumprimento à liminar concedida pela Justiça do Trabalho da 1ª Região em 27 de abril, a AMS Petrobras suspende por tempo indeterminado a mudança na forma de cobrança de pensionistas. O desconto voltará a ser feito no contracheque da Petros já no mês de maio”, anunciou a Petrobrás no dia 30 de abril, referindo-se à liminar conquistada pelo Sindipetro-NF.

 

No dia 03 de maio, no entanto, a empresa “atualizou” a informação, explicando que a decisão só se aplicaria aos pensionistas do Norte Fluminense e de Duque de Caxias, contemplados por decisões judiciais que proibiram a Petrobrás de alterar a forma de cobrança da AMS.

Ou seja, a gestão irresponsável da Petrobrás voltou atrás em recuar da decisão equivocada de alterar a forma de pagamento do benefício, mudança esta que já foi implementada para os pensionistas e será estendida também para os aposentados nas próximas semanas.

Ao acabar com o desconto em folha e obrigar idosos a pagarem o benefício através de boletos bancários, em plena pandemia da Covid-19, a gestão da Petrobrás age não só com irresponsabilidade, como também demonstra o seu lado mais covarde.

Desde que a mudança foi implementada, os pensionistas vêm enfrentando uma série de dificuldades em receber os boletos, que quando chegam já estão com o prazo de vencimento em cima da hora.

A FUP orientou todos os sindicatos a ingressarem com ações na Justiça, para reverter a mudança imposta pela direção da Petrobrás e restabelecer o desconto em folha da AMS. Até o dia 11 de maio, os sindicatos do Norte Fluminense, Duque de Caxias e Unificado de São Paulo e Sindipetro-ES já haviam obtido liminares neste sentido.

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[FUP]

Publicado em APOSENTADOS

A Justiça do Trabalho da 62ª Vara do Trabalho de São Paulo suspendeu a exigibilidade dos boletos para pagamento da AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde) em resposta a ação do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo.

Unificado ingressou com pedido liminar para que seja mantida a forma de contribuição por meio de contracheque. Porém, como o vencimento dos boletos ocorrerá durante o prazo concedido para a empresa, o juiz decidiu por suspender a exigibilidade dos boletos.

Caso não seja concedida a liminar, os novos boletos somente poderão ser expedidos após tal decisão e não poderão ser cobrados juros e/ou atualização monetária pelo não pagamento.

Diante da decisão que atende ao desejo da categoria, o Unificado orienta a todos os aposentados e pensionistas que não efetuem o pagamento das faturas com vencimento em 10 de maio e que aguardem novas orientações.

Irracionalidade em tempos de pandemia

A direção da Petrobrás alegou que a mudança da forma de pagamento do plano de saúde, anunciada em abril com início previsto para maio, seria decorrente do término do convênio da Petros com o INSS. Porém, essa parceria estava prevista apenas para junho. Além disso, toda modificação na forma de cobrança deveria ser discutida com o Sindicato, conforme prevê o Acordo Coletivo (ACT) da categoria.

Em abril, cinco mil pensionistas seriam cobrados por boleto bancário e, em julho, os demais pensionistas e aposentados receberiam o documento com vencimento em 10 de agosto

Unificado aponta ainda que a alteração é completamente equivocada pelo momento, já que fará com que centenas de idosos e idosas, grupo de risco em tempos de pandemia de coronavírus, tenham de se deslocar até as agências bancárias para pagarem os seus boletos.

Além dos problemas mencionados existe a possibilidade da cobrança por boleto desrespeitar a margem máxima mensal de desconto, que é definida no ACT, com teto de 13% dos vencimentos.

Muitos pensionistas e aposentados demonstram ainda preocupação com a dificuldade em receber a correspondência que muitas vezes chega em cima da hora ou simplesmente não chega.

Petroleiro aposentado da Replan (Refinaria Paulínia) e coordenador do Daesp (Departamento dos Trabalhadores Aposentados do Estado de São Paulo) em Campinas, Benedito Ferreira, o Ditinho, destaca a importância desta decisão para a categoria.

“A dificuldade em ter que ir à agência bancária faz com que o pagamento da maneira como vinha sendo feito seja o mais adequado. Até porque os aposentados e pensionistas são grupo de risco nesse período de pandemia de coronavírus”, apontou.

Diretor da regional São Paulo do Sindipetro Verenissimo Barsante destaca que a luta agora é para a concessão da liminar e que se torne definitiva com o julgamento do processo. “É uma medida paliativa, que nos traz algum refresco, mas temos de lutar para que isso seja permanente”, disse.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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