A greve dos petroleiros, que teve início na madrugada deste sábado, ganhou a adesão pela manhã dos trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e do Terminal Madre de Deus, na Bahia.

Até o momento já são 12 as unidades de refino que estão sem rendição nos turnos e 05 terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está sob risco de privatização e demissões.

Na Bacia de Campos, 12 plataformas já aderiram à orientação do sindicato de realizar levantamento de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo.

Na Fafen-PR, os trabalhadores seguem ocupando a unidade há 12 dias para impedir o seu fechamento e as mil demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás para ter início no próximo dia 14.

Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP estão desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião no quarto andar do edifício sede da empresa, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

A greve dos petroleiros é pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e pelo estabelecimento imediato de um processo de negociação com a Petrobras, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Gestão da Fafen-PR provoca acidente

Por volta das 22h45 de sexta (31/01), a sirene da Fafen-PR foi acionada, em função de uma vazamento de amônia, que aumenta a insegurança dos trabalhadores e pode atingir a comunidade de Araucária. O acidente foi provocado pela decisão irresponsável da gestão de parar a caldeira que mantém a fábrica operando e, assim, acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que vêm ocupando há 12 dias a Fafen-PR para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias.

O vazamento foi controlado na madrugada, com apoio do Corpo de Bombeiros. Os representantes do Sindiquímica-PR se reúnem neste sábado com a gerência da fábrica para discutir as condições de segurança da unidade.

Unidades de refino na greve

Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul (Refap) – desde as 07h de 01/02

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest) – desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste, no Ceará (Lubnor) – desde a zero hora 01/02

Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (Reduc) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná (Repar) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Xisto, no Paraná  (SIX) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Paulínia, em São Paulo (Replan) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Capuava, em Mauá/São Paulo (Recap) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Landulpho Alves, na Bahia (Rlam) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Manaus, no Amazonas (Reman) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais (Regap) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, no Paraná (FafenPR/Ansa) – ocupação desde o dia 28/01

Terminais na greve

Terminal Madre de Deus, na Bahia – desde as 07h de 01/02

Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco - desde a zero hora de 01/02

Terminal de Paranaguá, no Paraná (Tepar) - desde a zero hora 01/02

Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Tefran) - desde a zero hora 01/02

Terminal de Campos Elíseos, no Rio de Janeiro (Tecam) - desde a zero hora 01/02

[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros iniciaram na madrugada deste sábado greve por tempo indeterminado no Sistema Petrobrás. A mobilização começou forte em nove estados do país.

A categoria cobra a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que afetarão mais de mil famílias. Os petroleiros também querem o estabelecimento imediato de um processo de negociação com a empresa, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Entre as 23h de sexta (31/01) e a zero hora de sábado (01/02), não houve rendição nos turnos de 11 unidades de refino e produção de derivados de petróleo da Petrobrás, nem em três terminais da Transpetro. Veja quadro abaixo.

Pela manhã, os trabalhadores do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo e do Norte Fluminense se somam à greve.  

Direção da FUP ocupa Edise para buscar interlocução com a Petrobrás

Uma comissão de negociação da FUP, formada por cinco dirigentes da entidade, está desde às 15h de sexta-feira (31/01), ocupando a sala de reuniões do quarto andar do edifício sede da Petrobrás, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro (Edise).  O objetivo é  pressionar a gestão a negociar com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fafen-PR e faça a empresa a abrir um canal de negociação que de fato resolva as pendências do ACT.

Gestão da Fafen-PR provoca acidente

Por volta das 22h45 de sexta (31/01), a sirene da Fafen-PR foi acionada, em função de um vazamento de amônia, que aumenta a insegurança dos trabalhadores e pode atingir a comunidade de Araucária. O acidente foi provocado pela decisão irresponsável da gestão de parar a caldeira que mantém a fábrica operando e, assim, acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que vêm ocupando há 12 dias a Fafen-PR para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias. 

Onde os petroleiros já começaram a greve?

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste, no Ceará (Lubnor)

Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (Reduc)

Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná (Repar)

Fábrica de Xisto, no Paraná  (SIX)

Terminal de Paranaguá, no Paraná (Tepar)

Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Tefran)

Refinaria de Paulínia, em São Paulo (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá/São Paulo (Recap)

Refinaria Landulpho Alves, na Bahia (Rlam)

Refinaria de Manaus, no Amazonas (Reman)

Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais (Regap)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, no Paraná (FafenPR/Ansa)

O que querem os petroleiros?

> Suspensão da demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR, prevista para ter início no dia 14 fevereiro;

> Suspensão das medidas unilaterais que contrariam o ACT e os fóruns de negociação:

# Implantação unilateral das tabelas de turno de 3x2, em ciclos de 5 dias

# Posicionamentos equivocados de cartões de ponto para apuração da hora extra da troca de turno

# Fim do interstício total e exigência dos trabalhadores chegarem na madrugada,

# Transferências de trabalhadores sem negociação com os sindicatos

# Ataques à AMS e à PLR, com imposições de decisões à revelia do ACT e da legislação

 > Estabelecimento imediato de um processo negocial sobre todos estes pontos, com duração mínima de 30 dias;

> Que não haja condicionamento de renúncia de direitos ao avanço das tratativas

A pauta de reinvindicações foi apresentada à Gerência de Gestão de Pessoas da Petrobrás em reunião na sexta (31/01).

Abastecimento garantido

Mesmo com a greve, os petroleiros garantem que vão manter o abastecimento de combustíveis, para não prejudicar a população. A categoria vai aproveitar o movimento e dar continuidade à campanha “Privatização da Petrobrás: isso é da sua conta”, iniciada em novembro de 2019, para alertar a sociedade sobre os prejuízos que a população vem amargando com o desmonte da empresa. A política de reajustes de combustíveis mantida pela atual gestão pesa no bolso dos consumidores, assim como o fechamento das fábricas de fertilizantes e a venda de refinarias, terminais, oleodutos, campos de petróleo, usinas de biodiesel e de diversos outros ativos do Sistema Petrobrás. 

#GreveDosPetroleiros

#DigaNãoàPrivatização

#PetrobrasÉdoBrasil

#PetroleirosLutam

#FafenResiste

#NaoAoDesmonte

[FUP]

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Dirigentes da FUP estão ocupando desde às 15h desta sexta-feira (31) a sede da Petrobrás, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.  

O objetivo é pressionar a gestão da empresa a negociar com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná.

Os petroleiros também cobram negociação das pendências do Acordo Coletivo, com suspensão imediata das medidas unilaterais que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

A ocupação foi anunciada pela FUP ao final da reunião desta sexta com a gestão da Petrobrás, onde os petroleiros ponderaram sobre a importância da empresa atender à pauta de reivindicações aprovada pela categoria nas assembleias que deliberaram sobre a greve que começa neste sábado em todo o país.  

O gerente de Relações com Sistema, Governo e Entidades Externas,  Fabricio Pereira Gomes, saiu da sala de reuniões, se comprometendo a levar o pleito da categoria para a Diretoria Executiva da Petrobrás e responder às representações sindicais o quanto antes.

A ocupação pacífica ocorre no quarto andar do prédio, onde está localizada a Gerência de Gestão de Pessoas.  “Ficaremos aqui por quanto tempo for necessário para que a direção da Petrobrás se sensibilize sobre a urgência de suspender as demissões na Fafen-PR, que afetam a vida de mais de mil famílias. Nosso objetivo é abrir um canal imediato de negociação com a empresa e estaremos aqui , dia e noite, dispostos a negociar”, afirma o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, um dos petroleiros que estão na ocupação.

A partir da meia noite, os petroleiros das unidades operacionais do Sistema Petrobras iniciam a greve nacional da categoria, unificando a luta em defesa dos empregos, do Acordo Coletivo de Trabalho e da Petrobrás.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Dirigentes da FUP estiveram reunidos na tarde desta sexta-feira, 31, com a gestão da Petrobrás, cobrando a suspensão das demissões dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, empresa 100% Petrobrás. A Federação também quer o estabelecimento imediato de um processo de negociação que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho em relação a questões como regimes de turno, jornadas de trabalho, Assistência Médica de Saúde (AMS), bem como o cumprimento das novas regras para o pagamento da PLR.

Todos estes pontos foram aprovados pelos petroleiros nas assembleias que deliberaram sobre a greve por tempo indeterminado, a partir deste sábado, caso a Petrobrás não atenda às reivindicações.

No documento apresentado à empresa, a FUP e seus sindicatos ressaltam que, ao contrário do que tem afirmado a gestão, “há precedentes de absorção de pessoal de subsidiárias pela controladora e a situação em concreto em nada se confundiria com "burla" ao crivo constitucional do concurso público” e que  “a versão dos fatos narrados pela Petrobras em seus comunicados distorce a verdade”.

A FUP afirma, ainda, no documento que as medidas tomadas de forma unilateral pela gestão da Petrobrás ferem o Acordo Coletivo e demonstram “a verdadeira intenção patronal em realizar mudanças de forma unilateral para pressionar as entidades sindicais a renunciar direito da categoria, uma estratégia de diminuição de passivo trabalhista e tributário para facilitar a venda e privatização da empresa, o que definitivamente encontrará óbice nas Entidades Sindicais”.

O que querem os petroleiros e petroleiras:

> Suspensão da demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR, prevista para ter início no dia 14 fevereiro;

> Suspensão das medidas unilaterais que contrariam o ACT e os fóruns de negociação:

# Implantação unilateral das tabelas de turno de 3x2, em ciclos de 5 dias

# Posicionamentos equivocados de cartões de ponto para apuração da hora extra da troca de turno

# Fim do interstício total e exigência dos trabalhadores chegarem na madrugada,

# Transferências de trabalhadores sem negociação com os sindicatos

# Ataques à AMS e à PLR, com imposições de decisões à revelia do ACT e da legislação

 > Estabelecimento imediato de um processo negocial sobre todos estes pontos, com duração mínima de 30 dias;

> Que não haja condicionamento de renúncia de direitos ao avanço das tratativas

 Veja a íntegra da pauta de reivindicações apresentada pela FUP à Petrobrás:

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os dirigentes do Sindiquímica-PR foram até a Praça Vicente Machado, no centro de Araucária, para fazer uma ação diferente. Na oportunidade, os petroquímicos distribuíram um quilo de feijão para cada cidadão que passava pela região central da cidade. Aproveitaram também para informar a sociedade sobre os impactos das demissões em massa na Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR).

Durante as conversas, os dirigentes sindicais, que “pintaram” o verde da Vicente Machado com o laranja de luta da categoria, foram bem recepcionados pelas pessoas que paravam para ouvir os informes.

Para o diretor do sindicato, Santiago da Silva Santos, o objetivo da ação foi alertar as pessoas sobre as demissões em massa e o fechamento da fábrica de fertilizantes. “Foi uma ação diferente. Fica o alerta para a população de Araucária e os políticos de da cidade”, disse.

Para Santiago, todos perdem com a desindustrialização da região, com exceção dos acionistas estrangeiros da Petrobras: “eles, a atual gestão da companhia, alegam prejuízo, porém, sabemos que se trata de uma manobra contábil. Na verdade, a decisão do fechamento é política”.

1º de fevereiro: Greve Nacional

Durante as conversas, os dirigentes do Sindiquímica-PR convocaram a sociedade para participar do ato oficial de início da Greve Nacional dos Petroleiros, que começa em 1º de fevereiro na Fafen-PR, em Araucária.

Neste dia, também serão distribuídos uma tonelada e meia de feijão aos cidadãos. Para os dirigentes do Sindiquímica-PR, a luta é de todos, já que com o fechamento da unidade haverá forte impacto no comércio local, que pode perder até R$ 8,5 milhões de massa salarial dos trabalhadores.

Desindustrialização

No Paraná, a desindustrialização está acelerada. A Fafen-PR pode fechar, a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, também está no radar de vendas de unidades da Petrobras, assim como a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

Nesse sentido, Santiago também apontou que “a greve que começa em 1º de fevereiro é pela sobrevivência do Sistema Petrobrás. O Brasil está sendo desindustrializado”.

Trabalhadores na mira dos jagunços da Petrobras

Os dirigentes do sindicato dos petroquímicos já demonstraram publicamente preocupação com a situação na Fafen-PR. A Petrobras já levou seis jagunços armados para a porta do MPT, na última sexta-feira, 24, numa tentativa de intimidar o sindicato, e, hoje, eles estão em frente ao relógio ponto dentro da unidade.

Enquanto isso, a importação de fertilizantes aumenta

Em 2019 a Petrobras isentou grande parte dos fertilizantes importados. O que reforça a tese de que o fechamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados é política.

O resultado do desinvestimento nacional foi o recorde de importações desses insumos, que atingiu 31 milhões de toneladas, uma evolução de 5% em relação às do ano anterior.

Os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil foram Rússia, Canadá, China e Marrocos.

Cronograma dos petroquímicos

O 29 de janeiro da categoria foi intenso. Pela manhã, aconteceu o ato na Praça Vicente Machado, em Araucária. Já no início da tarde, os trabalhadores se dirigiram a Câmara Municipal de Vereadores para protestar diante da tentativa dos parlamentares da cidade de aumentar os próprios salários.

Ou seja, enquanto trabalhadores são demitidos em massa, a economia local sofre com desindustrialização, a sociedade é impactada e os representantes do legislativo tentam melhorar seus próprios rendimentos.

Diante disso, os dirigentes fizeram uma fala no Legislativo alertando para essas contradições e exigindo mais ações dos políticos diante da desindustrialização da região.

Depois, os petroquímicos retornaram para a ocupação em frente à Fafen-PR. A mobilização por lá entra no nono dia consecutivo.

Os trabalhadores da Fafen-PR resistem porque, nas palavras de ordem da própria categoria, defender a Fafen é defender a Petrobras e defender a Petrobras é defender o Brasil.

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Com ampla aprovação nas assembleias, a GREVE por tempo indeterminado no Sistema Petrobrás terá início no primeiro minuto de sábado (01/02).

O momento é de unidade, solidariedade e de reação.

Nem quem amargou perdas de direitos nos anos 90 passou por tanta humilhação e truculência, como acontece hoje no Sistema Petrobras. Nada chega perto da destruição que esse governo está fazendo.

A vida que tínhamos antes não existe mais. E vai piorar, se não reagirmos. São MIL DEMISSÕES sumárias na Fafen-PR. Uma fábrica 100% Petrobras. Gerente, supervisor, peão, sejam próprios ou terceirizados, TODOS foram chutados para o olho da rua. Com uma mão na frente e outra atrás.

Fizeram algo semelhante na BR Distribuidora, cuja privatização resultou em centenas de demissões e reduções drásticas de salários e direitos para os que ficaram.

Os próximos serão os trabalhadores das refinarias e terminais, que já estão com os dias contados.

O próprio gerente executivo de Gestão de Pessoas já havia avisado, em fevereiro do ano passado, que não terá lugar para todo mundo na Petrobrás. “Todo quadro de trabalho da companhia será reduzido. Dá para absorver todo mundo? Não dá. Algumas pessoas não ficarão na companhia”, afirmou na época, ao anunciar a desativação do Edisp.

Só a LUTA garantirá nossos empregos.

Esqueça qualquer teoria de salvação que os gestores e até mesmo alguns colegas repetem como mantras para tentar te acalmar.

Não há saída individual. Só JUNTOS poderemos mudar o rumo dessa história.

Ou reagimos agora ou será tarde demais. Não haverá uma segunda chance.

Vamos converter em luta toda a nossa indignação com os abusos desta gestão.

À greve, companheiros!

Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás encerraram nesta terça-feira, 28, as assembleias nas bases da FUP, onde aprovaram o indicativo de greve por tempo indeterminado, contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A Federação e seus 13 sindicatos já enviaram nesta terça comunicado à gestão da Petrobrás e das subsidiárias, informando o início da greve, a partir do primeiro minuto de sábado (01/02).

Os petroleiros, como sempre fizeram, irão garantir o abastecimento da população durante todo o movimento grevista.

A luta da categoria é em defesa dos empregos e da Petrobrás a serviço do povo brasileiro.

Demissões no rastro da desindustrialização

A política agressiva do atual governo de privatização e fechamento de unidades estratégicas da Petrobrás impacta os petroleiros, com demissões em massa e ataques a direitos pactuados em acordos, e também prejudica a população.

A destruição da cadeia produtiva de óleo e gás é um dos principais motivos pelos quais a economia do país segue estagnada. A Petrobrás, que era uma das locomotivas do desenvolvimento nacional, reduziu em mais de 50% os investimentos no Brasil. Os R$ 104,4 bilhões investidos pela empresa em 2013 despencaram para R$ 49,3 bilhões, em 2018. Uma queda de 53%.

Sem os investimentos da Petrobrás, o setor deixou de gerar mais de R$ 100 bilhões para o PIB nesse período. Como consequência, 2,5 milhões de postos de trabalho foram fechados, o que representa 19% da atual taxa de desemprego. Só no Sistema Petrobrás, foram mais de 270 mil demissões, entre trabalhadores próprios e terceirizados. 

Preços de combustíveis abusivos

O aumento dos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel também faz parte do pacote de desmonte da Petrobras. Os gestores alteraram não só a forma de reajuste dos preços dos derivados, como colocaram à venda oito refinarias, 13 terminais marítimos e terrestres, 2.226 quilômetros de dutos e ainda privatizaram as distribuidoras de combustíveis. Ou seja, a população está refém do sobe e desce do mercado e exposta às crises internacionais de petróleo.

Quem ganha com isso são as importadoras de combustíveis, que estão lucrando milhões de dólares, enquanto a Petrobrás exporta óleo cru e coloca à venda metade do seu parque de refino. Quem perde é o povo brasileiro, que paga uma das gasolinas mais caras do planeta.

Descumprimento do Acordo Coletivo

As demissões e transferências em massa que estão ocorrendo no Sistema Petrobrás em função das privatizações e fechamento de unidades ferem os Acordos de Trabalho pactuados com as representações sindicais.

É o caso da Cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados que impede a empresa de promover demissões em massa, sem negociação prévia com o sindicato. A despeito do Acordo Coletivo, a Petrobrás anunciou a demissão sumária dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária.

Esse não é um caso isolado de descumprimento de acordo. Menos de três meses após a assinatura do ACT, os gestores da empresa seguem reiteradamente desrespeitando o que pactuaram com as representações sindicais. Além disso, atropelam legislações e o próprio processo de negociação ao impor decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores.  

Exemplos não faltam: tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na AMS, transferências arbitrárias de trabalhadores... e agora a demissão em massa em uma empresa 100% Petrobrás, sem que fosse dada qualquer alternativa aos trabalhadores.

A indignação da categoria com tantos abusos será convertida em luta, através de uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás.

Em defesa dos empregos e contra a privatização da maior empresa nacional.

Resultado das assembleias

Sindiquímica-PR  – 100% de aprovação

Sindipetro Unificado de São Paulo - 88% de aprovação

Sindipetro Paraná e Santa Catarina – 87% de aprovação

Sindipetro Pernambuco e Paraíba  – 87% de aprovação

Sindipetro Minas Gerais – 86% de aprovação

Sindipetro Duque de Caxias – 86% de aprovação

Sindipetro Rio Grande do Norte – 84% de aprovação

Sindipetro Rio Grande do Sul – 74% de aprovação

Sindipetro Espírito Santo – 75% de aprovação

Sindipetro Amazonas – 74% de aprovação

Sindipetro Norte Fluminense – 73% de aprovação (atualizado às 18h49 de 29/01)

Sindipetro Bahia – 56% de aprovação (34% de abstenção e 10% de rejeição)

Sindipetro Ceará – 37% de aprovação (42% de abstenção e 21% de rejeição)

[FUP | Foto: Paulo Neves]

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e seus sindicatos apoiam e se solidarizam com os trabalhadores e trabalhadoras da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), que estão em greve por tempo indeterminado em mais de 20 estados e no Distrito Federal.

A paralisação ocorre em resposta ao processo de privatização da empresa, que é é responsável pela administração do sistema que processa todo o funcionamento da Previdência Social, desde o pagamento de mais de 34 milhões de benefícios previdenciários, a concessão de benefícios e o próprio funcionamento informatizado e interligado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

O governo Bolsonaro anunciou o fechamento de 20 unidades da Dataprev e a demissão de mais de três mil trabalhadores, que estão sendo coagidos a aderirem compulsoriamente ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ).

Segundo a categoria, cerca de 500 funcionários já foram demitidos, quando poderiam ter sido realocados para o INSS, que está com atrasos de quase dois milhões de pedidos de aposentadoria e benefícios, por conta das mudanças causadas pela reforma da Previdência.

Em vez de buscar reforços de trabalhadores especializados, o governo anunciou a contratação temporária de 7 mil militares, o que poderá aumentar ainda mais as filas gigantescas. 

 

O fechamento das regionais da Dataprev e a demissão em massa na empresa ocorrem em meio a esse contexto e às denúncias da categoria sobre os ricos que a população correrá com a privatização da empresa.  Saiba mais: http://salveseusdados.com.br/

A Dataprev e o Serpro, as duas principais empresas nacionais de tecnologia da informação, junto com a Casa da Moeda, encabeçam a lista de privatização anunciada pelo governo Bolsonaro.

Os petroleiros, que aprovaram o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir de 01/02, manifestam total solidariedade aos trabalhadores e às trabalhadoras destas estatais, que, assim como a nossa categoria, lutam contra as demissões e o desmonte que o atual governo vem fazendo no setor público, privatizando empresas estratégicas para a soberania nacional.

Juntos, somos mais fortes.

Privatizar faz mal ao BRasil.

#EstataisResistem

Rio de Janeiro, 28/01/2020

Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Trabalho

O Sindiquímica-PR realiza ato nesta quarta-feira, a partir das 10h30, na praça Vicente Machado, em Araucária. Durante o protesto, serão doados uma tonelada e meia de feijão para os moradores de Araucária.

Com o nome “Arroz e feijão mais caros. Contra o fechamento da Fafen-PR”, o objetivo do protesto é mostrar para a população os impactos do fechamento da Fafen-PR. Um deles, sentido diretamente na mesa da população: o aumento do preço do arroz e do feijão, itens básicos da alimentação do brasileiro.

Além disso, toda a economia do município de Araucária seria afetada. A folha de pagamento dos trabalhadores diretos, cerca de 400, é de aproximadamente R$ 10 milhões, dos quais 50% ficam na cidade. Isso significa que, se o fechamento não for revertido, o município perderá a circulação de aproximadamente R$ 5 milhões na economia local.

Se as atividades da unidade realmente forem encerradas, entre diretos e terceirizados, mais de mil funcionários seriam desligados.

É preciso barrar esse desmando!

Não deixe de participar!

Serviço

Arroz e feijão mais caros. Contra o fechamento da Fafen-PR!

Data: 29/1 (quarta-feira)

Horário: das 10h30 às 13h30

Local: Praça Vicente Machado – Araucária-PR

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros e petroleiras seguem aprovando o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir do primeiro minuto de sábado (01/02). As assembleias já foram realizadas na maioria das bases do Sistema Petrobrás e serão concluídas nesta terça-feira, 28.

Nas unidades do Espírito Santo e na Araucária Nitrogenados (PR), onde a Petrobrás quer demitir todos os trabalhadores em função da hibernação da Fafen-PR, as assembleias já foram finalizadas e a greve, aprovada. Veja quadro abaixo.

No último dia 21, em reunião com a Gestão de Pessoas da Petrobrás, a FUP apresentou documento cobrando o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo reiteradamente desrespeitado pela empresa, tanto no que diz respeito aos fóruns de negociação, quanto a cláusula que protege os trabalhadores de demissões arbitrárias. É o caso da Cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados que impede a empresa de promover demissões em massa, sem negociação prévia com o sindicato.

A despeito do Acordo Coletivo, a Petrobrás anunciou a demissão sumária dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária.

Esse não é um caso isolado de descumprimento de acordos pactuados com os trabalhadores. Menos de três meses após a assinatura do ACT, os gestores da empresa seguem reiteradamente desrespeitando o Acordo Coletivo. Atropelam legislações e o próprio processo de negociação ao impor decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores.  

Exemplos não faltam: tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na AMS, transferências arbitrárias de trabalhadores... e agora a demissão em massa em uma empresa 100% Petrobrás, sem que fosse dada qualquer alternativa aos trabalhadores.

A indignação da categoria com tantos abusos será convertida em luta, através de uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás a partir do dia 01/02, como estão apontando as assembleias.

Na quarta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos estarão reunidos no Rio de Janeiro para deliberar sobre o resultado das assembleias e definir as próximas estratégias de ação.

Quadro parcial das assembleias

Amazonas – 63% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Rio Grande do Norte – 80% dos trabalhadores a favor da greve

Pernambuco e Paraíba  – 89% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Ceará e Piauí – 42% dos trabalhadores a favor da greve, 19% contrários e 39% de abstenções

Bahia – 60% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Espírito Santo – assembleias concluídas e greve aprovada por 75% dos trabalhadores

Duque de Caxias – 84% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Minas Gerais – 85% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Norte Fluminense – 62% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Paraná e Santa Catarina – 87% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Araucária (Fafen-PR)  – assembleia concluída e greve aprovada por 100% dos trabalhadores

Rio Grande do Sul – 78% dos trabalhadores estão aprovando a greve

[FUP, com informações dos sindicatos]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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