[Da imprensa do Sindipetro-BA] 

“O que a gente ganha não dá nem para se alimentar, imagine para comprar o gás a R$ 80,00, chegando, muitas vezes, a R$ 85,00”? O depoimento dado por Loreci Gonçalvez, moradora da cidade de Feira de Santana, reflete a situação de milhares de famílias, a maioria sobrevivendo com um salário mínimo, e que não conseguem sequer adquirir o botijão de 13 quilos do gás para cozinhar. 

Percorrendo diversas cidades do interior da Bahia desde o dia 29/09, com a ação “Gás a Preço Justo”, diretores do Sindipetro têm presenciado situações difíceis e ouvido relatos de pessoas que voltaram a cozinhar à lenha e, muitas vezes, não têm nem o que comer.

A ação faz parte da Campanha “A Petrobras Fica na Bahia”,  que  integram um grande movimento nacional entre os diversos sindicatos representativos dos trabalhadores petroleiros na defesa da Petrobras como empresa pública, integrada e a serviço do povo brasileiro. 

Já foram contemplados os moradores das cidades de Alagoinhas, Entre Rios, Dias D´Ávila, Mata de São João, Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Feira de Santana e Ipirá. Em cada um desses municípios, o botijão de gás foi vendido para famílias carentes ao preço de R$ 40,00. O restante do valor foi subsidiado pelo Sindipetro.

O diretor de comunicação do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, que, juntamente com os também diretores do sindicato, João Marcos e Climério Reis (Mero), está à frente da ação do “Gás a Preço Justo”, diz que há uma boa receptividade da população, que se mostra interessada em saber mais sobre o processo de venda do gás de cozinha e porque ele está tão caro.

“Estamos conseguindo atingir o nosso objetivo que é o de chamar a atenção da sociedade para a importância da Petrobrás. Em cada lugar que chegamos explicamos o motivo do alto preço do gás de cozinha e de outros derivados do petróleo, que é a mudança da politica de gestão da Petrobrás, feita pelo governo Bolsonaro, que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar”. 

Eliomar, da cidade de Simões Filho, entendeu o recado e se mostrou revoltado. “Como é que a Petrobrás produz aqui, com matéria prima do Brasil, e a gente paga preço de dólar”?, indagou.

Para Maria, de Feira de Santana, “o governo de Bolsonaro tem de parar e refletir porque a nossa nação tem muita gente humilde que não tem condições de comprar o gás a esse preço. Eu conheço pessoas que estão procurando lenha para cozinhar”.

Em São Sebastião do Passé, Antônio Almeida revelou que às vezes precisa comprar gás fiado e o preço sobe para R$ 90,00”. Para Hilda Maria, também moradora dessa cidade, “a vida está muito difícil e o governo tem de ver isso, tem de baixar o preço do gás”.

A ação do “Gás a Preço Justo” segue até o final do mês de outubro, mostrando que é possível vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Conheça as cidades cujas populações ainda serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo:

15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras

18/10 (domingo) – Jequié
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus
22/10 (quinta-feira) – Santo Amaro

Publicado em Petróleo

[Do portal da CUT]

A alta de preços dos produtos da cesta básica, especialmente do arroz, em plena pandemia do novo coronavírus (Covid 19), quando 67 milhões de brasileiros e brasileiras dependeram de ajuda financeira do auxílio emergencial de R$ 600,00 para sobreviver, levou a deputada federal Rejane Dias (PT/ PI), a apresentar o Projeto de Lei (PL) nº 4561/10, a fim de conter os abusos cometidos por produtores e comerciantes. 

O PL prevê sanções econômicas para quem cometer preços abusivos até o final do estado de calamidade pública em 31 de dezembro deste ano. As sanções vão da proibição de fazer qualquer tipo de contrato com bancos oficiais, participar de licitações e até ser impedido de atuar no comércio. O texto altera o Código de Defesa do Consumidor e a Lei 12.529/11, que trata da defesa da concorrência, para acrescentar a medida.  O mesmo projeto prevê também evitar o aumento no preço do botijão de gás.

“Eu acredito que o Congresso terá a sensibilidade de barrar esses preços que considero abusivos, diante da calamidade que estamos vivendo. É uma ação importante que espero que seja aprovado em regime de urgência”, afirma a deputada petista.

Ao defender o seu projeto, Rejane Dias lembrou que os produtos essenciais da cesta básica hoje pressionam o orçamento das famílias, especialmente as que recebem um salário mínimo (R$ 1.045,00).

O economista Daniel Ferrer de Almeida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) explica como os aumentos nos preços dos produtos da cesta básica pressionam o orçamento das famílias. Ele cita como exemplo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que  reajusta os salários. O acumulado de janeiro a agosto foi de 1,16% para famílias que ganham de 01 (um) a 5 (cinco) salários mínimos.

“Só que dentro do INPC existe o peso da cesta básica, da alimentação, que subiu 5,43% no mesmo período. Aí o impacto da redução do poder aquisitivo é muito maior para essas famílias. O caso do preço do arroz é bem emblemático”, afirma Daniel.

De acordo com o economista, a propensão de quem ganha menos é consumir toda a renda, e ao olhar os itens da cesta básica que aumentaram, a renda das famílias mais pobres foi esmagada absurdamente porque foi utilizada nos produtos que mais encareceram.

 “A variação da cesta básica é absurda em comparação com o índice da inflação”, afirma Daniel. Segundo ele, somente com geração de emprego e renda é que o consumo das famílias voltará a crescer.

“O governo ajuda a destruir a economia ao deixar que especulem com os preços dos alimentos”, avalia o economista do Dieese.

Salário mínimo ideal é de quase R$ 5 mil

Os preços médios coletados da cesta básica pelo Dieese no mês de setembro variaram de R$ 422,31 (Natal/RN) a R$ 582,40 (Florianópolis/SC). Com base nessa última, o Dieese calculou em R$ 4.892,75 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família (de quatro integrantes). Esse valor corresponde a 4,68 vezes o mínimo oficial (R$ 1.045). Em agosto, essa proporção era de 4,34 vezes. Em apenas um mês, o mínimo necessário aumentou em R$ 356,63.

Para a deputada Rejane Dias, o fim da Política de Valorização do Salário Mínimo, proposta pela CUT, aprovada pelo Congresso Nacional e implantada, em 2004, pelo ex-presidente Lula, por decisão de Jair Bolsonaro (ex-PSL) agrava a situação dos trabalhadores e de suas famílias.

“ Nos governos Lula e Dilma tivemos reajustes do salário mínimo acima da inflação, o que protegeu o poder de compra do trabalhador. Infelizmente o atual governo acabou com esta política” diz Rejane Dias.

Manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00

Rejane Dias afirma ainda que além de querer coibir os preços abusivos da cesta básica, ela está lutando pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, defendido pela CUT e demais centrais sindicais.

“ O auxílio emergencial  tem sido essencial para dar um pouco de dignidade às pessoas. Manter o valor original de R$ 600,00 é o que deve ser feito pelo Congresso Nacional”, defendeu a deputada do Piauí.

Mesmo adotando preços internacionais, valores dos combustíveis caíram menos no Brasil do que a cotação do petróleo Brent. Com venda de refinarias, há sério risco de se criar monopólios regionais que vão impor os preços que quiserem à população, além de não-garantia de abastecimento  

O novo reajuste dos preços do óleo diesel (2%) e da gasolina (4%) nas refinarias a partir desta quinta-feira (13/8), anunciado pela gestão da Petrobrás, é resultado da política de paridade de preços ao mercado internacional, adotada pela empresa a partir de 2016, que ignora a autossuficiência na produção de petróleo do país e diminui a capacidade de refino da companhia para abrir espaço a importadores de combustíveis, aponta a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Essa situação irá piorar, reforça a FUP, se a gestão da Petrobrás for adiante na venda de oito refinarias da empresa, o que vai criar monopólios regionais e até mesmo risco de desabastecimento de alguns mercados, como apontaram um estudo da PUC-Rio e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Mesmo com a paridade internacional e a queda dos preços em todo o mundo provocada pela pandemia de Covid-19, os valores dos combustíveis no Brasil caíram menos de janeiro a julho do que a cotação do barril do petróleo Brent, importante referência de precificação. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) com base em preços de combustíveis e do Brent apresentados pela ANP e pela consultoria Oil Price, enquanto o valor do Brent caiu 31,7%, no Brasil o preço do óleo diesel caiu 16,7%; o da gasolina comum, 10,7%; e o do gás de cozinha, apenas 0,4%.

“A Petrobrás vem reduzindo o uso de suas refinarias, hoje em torno de 75% da capacidade dessas plantas, enquanto exporta petróleo bruto e estimula a importação de combustíveis. Neste momento de crise de saúde pública e econômica agudas, provocada pela Covid-19, a companhia mantém uma política que penaliza a população, principalmente os mais pobres, que são os principais consumidores de gás de cozinha e poderiam estar pagando menos pelo produto. E se vender refinarias a situação irá piorar, pois os compradores dessas unidades poderão cobrar o que quiserem por seus produtos e vender para quem quiserem, inclusive para o exterior. Sabemos que também é preciso discutir impostos estaduais e a fiscalização dos pontos de revenda, para garantir que preços mais baixos cheguem ao consumidor, mas, novamente, quem pagará a conta é a população”, frisa Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

[Assessoria de Comunicação da FUP, em nota distribuída à imprensa]

Publicado em Sistema Petrobrás

Quinhentos veículos, entre motos e carros, participaram nesta quarta-feira, 18, de uma ação do Sindipetro-NF para conscientizar a população sobre a importância de uma Petrobrás voltada para os interesses públicos e chamar atenção para a greve dos petroleiros.

A ação aconteceu de forma tranquila no Posto BR localizado no bairro da Aroeira em Macaé. Trabalhadores em greve e diretores do sindicato distribuíram vouchers de R$ 20,00 aos motoristas e eram colados adesivos em apoio ao movimento nos carros e motos abastecidos.

Os moradores de Macaé costumam pagar um dos preços da gasolina mais cara do país. A média nos postos da cidade é de R$ 5,19 do litro do combustível. A categoria petroleira alertou a quem abastecia que um dos problemas do alto preço da gasolina é porque está equiparada ao mercado internacional.

“Estamos aqui para denunciar que a Petrobrás já vem se comportando como empresa  privada ao usar a política de preços com paridade ao mercado internacional. Nossa ideia é chamar atenção para a greve petroleira. Ontem o movimento já conquistou uma vitória que foi a suspensão das demissões em massa dos companheiros da Fafen Paraná. Mesmo assim tem que seguir forte para tentarmos reverter todos os ataques que estamos sofrendo ” – explicou o diretor do Sindipetro-NF, Sergio Borges.

[Via Sindipetro-NF | Foto: Rui Porto Filho]

Publicado em Greve 2020

Os moradores de Macaé costumam pagam um dos preços da gasolina mais cara do país. A média paga nos postos da cidade é de R$ 5,19 o litro do combustível. A categoria petroleira em greve quer dialogar com a população e mostrar que esse preço é absurdo.

Com base em estudos do DIEESE, o Sindipetro-NF garante que seria possível pagar um combustível mais em conta se a Petrobrás tivesse seus interesses voltados para a população brasileira e não para o mercado internacional.

Para comprovar essa realidade, nesta quarta, 19, às 11 horas, o Sindipetro-NF vai subsidiar o valor do combustível.  A ação acontecerá no Posto BR na R. Dr Télio Barreto, 1074, na Aroeira. Cada carro receberá um voucher de R$ 20,00 para abastecer. Terão direito a abastecer 500 veículos/motos que chegarem no posto a partir deste horário.

Com isso o sindicato quer mostrar que uma pessoa que coloca R$ 50,00 de combustível deveria pagar apenas R$30,00 se a Petrobrás mudasse sua política de preços.

A política de preços

A Petrobrás modificou sua política de preços em relação aos produtos derivados do petróleo, como gasolina, diesel e gás de cozinha. Atualmente, os preços desses produtos variam de acordo com o mercado internacional e o câmbio do dólar, que varia em torno de R$ 4,30.

Para piorar ainda mais, a gestão atual da Petrobrás está subutilizando as refinarias. No ano passado operaram com 67% da sua capacidade. De acordo com a Petrobrás, isso está ocorrendo porque considera mais rentável vender óleo cru no mercado internacional e importar seus derivados. Entretanto o movimento sindical critica essa postura que não leva em conta a situação econômica de grande parte da população brasileira, obrigada a pagar por altos preços do botijão de gás e dos combustíveis.

A greve

A greve nacional dos petroleiros entra na terceira semana, com novas adesões. Enquanto a direção da Petrobras se nega a dialogar com a FUP, mais trabalhadores se somam ao movimento, pressionando a gestão da empresa para que suspenda as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que já tiveram início na sexta-feira, 14.

Neste final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos. Até o momento, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás. A mobilização é para que as três últimas plataformas da Bacia que ainda não entraram na greve (PRA-1, P-54 e P-65) se somem ao movimento nacional.

A terceira semana de greve, portanto, chega com força e unidade dos trabalhadores do Sistema Petrobrás em todo o país. São 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 17 dias, ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.

[Sindipetro-NF]

Publicado em Greve 2020

Emanuel Menezes, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que as distribuidoras receberam ordem para boicotar a venda

A ação que venderia gás de cozinha a R$ 40 nesta sexta, 14, em Fortaleza, sofreu boicote e não chegou a acontecer no local combinado. Às 8h30min, horário marcado para o início da ação, 200 pessoas já haviam feito cadastro prévio. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) pagariam a diferença de valor para as famílias.

"O cadastro é feito na União de Jovens do Vicente Pinzón. Leva documento e ganha senha no local. São 200 botijões, divididos entre comunidades do Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón, onde essa associação atende", explica Wederson Nascimento, integrante da Associação de Moradores do Serviluz. Segundo ele, o número de botijões subiu de 150 para 200 devido parceria entre a associação e o Sindipetro.

No entanto, durante o evento, o vice-presidente da Associação, Márcio Lima, recebeu a notícia de que as distribuidoras não estavam permitindo que os caminhões saíssem para entregar os botijões.

“Recebemos um chamado por conta de um caminhão quebrado e, chegando lá, foi informado o real motivo: as distribuidoras receberam ordens, não se sabe de quem, de boicotar a venda para esse ato”, completa Emanuel Menezes, diretor da FUP no Ceará.

Insatisfeito com a situação, João Paulo, um dos moradores cadastrados, lamentou o boicote. Ele já fazia planos com o dinheiro que economizaria. “Ficamos felizes, porque ia ser uma ajuda para nós. Já é um gasto a menos na feira da gente”, conta. Ele estava no momento que a má notícia chegou: “É uma vergonha o que estamos passando. É o efeito Bolsonaro, que quer privatizar tudo. Só sobra para nós pobres”, desabafa.

A fim de tentar amenizar a situação, os moradores das três comunidades cadastradas - Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón - foram direcionados para a associação, onde vão receber, a partir das 13h, metade do valor de um gás de cozinha (R$ 40) para completar com o dinheiro que já tinham e conseguirem comprar o produto.

Segundo diretor da FUP, essa é uma forma do “povo não sair prejudicado”. “O sindicato vai manter um subsídio em dinheiro para que as famílias que se cadastraram não ficarem no prejuízo”, complementa. Ao O POVO, Emanuel contou que a ação nacional ainda não havia recebido notícias de boicote. O caso do Ceará foi a primeira.

[Jornal O povo]

Publicado em Greve 2020

[Atualizado às 18h]

Nesta quinta-feira, 13, quando os petroleiros completam 13 dias em greve, a FUP e seus sindicatos realizaram novas ações solidárias para que a população possa ter acesso a combustíveis com preços justos. O objetivo foi alertar os consumidores sobre os prejuízos causados pela política de preços que a Petrobras adota desde 2016 e que faz parte do pacote de desmonte e privatização da empresa.

Ao longo da manhã do dia, os sindicatos subsidiaram descontos de botijões de gás e gasolina em sete estados do país – Amazonas, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Na sexta, também haverá subsídios de combustíveis no Rio Grande do Norte e Ceará. 

Desde o início da greve, os petroleiros já realizaram ações semelhantes no Paraná, em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. 

Apesar de extrair petróleo com um dos custos mais baixos do planeta, a Petrobrás reajusta os preços dos derivados nas refinarias de acordo com as variações do mercado internacional e, consequentemente, do dólar, que já chegou a R$ 4,30.

Além disso, a empresa vem reduzindo o uso de suas refinarias, que operam hoje abaixo de 70% da capacidade. Há seis anos, as refinarias operavam com 95% de capacidade.

Ou seja, o Brasil está importando combustíveis que poderiam ser produzidos no país, o que nos deixa ainda mais expostos aos efeitos das crises internacionais. A situação ficará ainda mais grave com a venda de oito das 15 refinarias da Petrobrás.

> Confira os locais das ações solidárias dos petroleiros nesta quinta:

Belford Roxo (RJ)

Horário: 9h Local: Rua Padre Egídio, 78 - bairro Lote 15 (Paróquia São Simão) Combustível: Gás de cozinha – 50 botijões

Salvador (BA)

Horário: 11h Local: Posto BR – Avenida Vasco da Gama, em frente à antiga Coca-Cola Combustível: Gasolina – 100 vouchers

Manaus (AM)

Horário: 10h Local: Avenida José Lindoso (antiga Avenida das Flores), s/n, Loteamento das Orquídeas Combustível: Gás de cozinha – 200 botijões

Esteio (RS)

Horário: 10h Local: Rua Rio Grande, 2092, Centro Combustível: Gás de cozinha – 100 botijões

Jaboatão dos Guararapes (PE)

Horário: 10h Local: Rua Boa Esperança, s/n - em frente à Escola Estadual Nestor Gomes de Moura - bairro Vila Rica Combustível: Gás de cozinha – 200 botijões

São Mateus (ES)

Horário: 8h Local: BR-101, km 67,5 (portaria da Base 61, sede da Petrobrás em São Mateus) Combustível: Gás de cozinha - 100 botijões

Cosmópolis (SP)

Horário: 17h Local: cruzamento entre a Avenida do Trabalhador e a Avenida da Saudade Combustível: Gás de cozinha - 100 botijões

> Ações solidárias dos petroleiros na sexta:

Natal (RN)

Horário: 8h30 Local: Sede Administrativa da Petrobrás em Natal (Av. Euzébio Rocha, 1000 ) Combustível: Gás de cozinha - 200 botijões

Fortaleza (CE)

Horário: 8h30 Local: Portão B da Lubnor (Av. Leite Barbosa, S/N - Mucuripe ) Combustível: Gás de cozinha - 200 botijões.

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[FUP] 

 

 

 

Publicado em Greve 2020

Foram entregues os cupons de desconto de gasolina, nesta quarta (05), em frente à sede do Petrobrás, em Vitória. O Sindipetro-ES distribuiu cupons com descontos de R$ 40 para abastecimento de combustível, sendo R$ 2,00 por litro de gasolina. A ação atendeu aos 100 primeiros motoristas, com a distribuição começando às 8h. A manifestação seguiu até às 10h.

Essa mesma ação foi realizada no final de 2019, nos municípios de Linhares e São Mateus, no Norte do Espírito Santo. “Nosso objetivo é mostrar qual seria o preço justo a ser cobrado para a população se não fosse essa atual política de preços dos combustíveis, imposta pelo Governo”, alerta o coordenador geral interino do Sindipetro-ES, Valnísio Hoffmann.

O ato contribuiu com as ações que estão acontecendo em todo país, durante a Greve dos Petroleiros. O movimento protesta contra as demissões recentes, em especial as quase 1 mil demissões que ocorreram na Fábrica de Fertilizantes no Paraná (Fafen-PR), e contra as  ações unilaterais da Petrobrás, que continua desrespeitando o Acordo Coletivo de Trabalho (assinado junto ao Tribunal Superior do Trabalho, instância máxima).

Greve

O Movimento Nacional de Greve dos Petroleiros acontece em 14 Estados brasileiros e já atingiu a mais de 30 bases operacionais em todo país. As ações seguem sem previsão de acabar.

O sindicato convoca a toda categoria para, juntos, resistir contra o desmonte do Sistema Petrobrás e lutar contra as demissões em massa. São mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, e esse número tende a crescer se não fizermos nada!

[Via Sindipetro-ES]

Publicado em Greve 2020

Nas primeiras horas da manhã dessa quarta-feira (05), começou a ser formada uma grande fila em frente à distribuidora da Brasilgás em Alagoinhas, no bairro do Mangalo.

As pessoas aguardavam o inicio da ação solidária do Sindipetro Bahia que ao subsidiar o preço do gás de cozinha anunciou a venda do botijão de 13 kilos pelo valor de R$ 50,00.

Os 200 botijões oferecidos foram vendidos em 40 minutos. Segundo o proprietário da distribuidora, normalmente essa mesma quantidade é vendida em oito dias.

“Isso mostra que quando o preço é justo as pessoas compram” analisa o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia.

A maioria das pessoas que estavam na fila conversando entre si, relatavam muitas dificuldades para adquirir o produto no dia a dia. O perfil era de uma população carente, muitos recebendo o  bolsa família e que contaram moedas para comprar o botijão de gás. Um deles contou que estava utilizando lenha para cozinhar e, apesar da dificuldade financeira que estava passando, viu na ação do Sindipetro uma boa oportunidade para voltar até o gás de cozinha em casa.

A ação do Sindipetro teve uma boa repercussão nas rádios de Alagoinhas, pautando no munícipio um assunto importantíssimo e que ainda é ignorado pela maioria da população: como a política de preços da Petrobras, que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, tem impactado, de forma negativ,a a vida do consumidor.

A ação é uma das atividades que estão sendo realizadas pelos petroleiros durante a greve da categoria que já dura cinco dias e conta com a adesão de mais de 30 unidades da Petrobrás  em 12 estados do país.

O movimento de venda de gás de cozinha e gasolina a preço justo foi realizado também pelos Sindipetros Espirito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

“O mais importante é que estamos conseguindo alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobrás, que já está acontecendo de fato, com a venda de refinarias, campos terrestres, fechamento de unidades, de sondas de petróleo, além de demissões em massa e descumprimento do ACT.” analisa Radiovaldo.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Greve 2020

[Atualização às 22h20]

O quinto dia de greve dos petroleiros conta nesta quarta-feira, 05, com ações solidárias realizadas pelos sindicatos da FUP, subsidiando os preços do botijão de gás de cozinha nos estados da Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. No Espírito Santo, os descontos foram no preço da gasolina.

A greve nacional da categoria segue forte em 12 estados do país e já atinge cerca de 50 unidades do Sistema Petrobrás, mobilizando em torno de 18 mil trabalhadores nas unidades operacionais e administrativas. [Veja o quadro no final da matéria].

A privatização e fechamento de unidades da Petrobras, além das demissões em massa, pesam no bolso da população. Os preços abusivos dos combustíveis são parte do pacote de desmonte da empresa.

O consumidor brasileiro é punido por uma política de reajuste de derivados que obriga a Petrobras a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar. Os petroleiros lutam para alterar essa forma de reajuste dos combustíveis. Por isso, os sindicatos da FUP estão em greve e nas ruas, denunciando o desmonte da empresa. 

Ações contra preços abusivos

No Espírito Santo, a ação foi em Vitória. O Sindipetro distribuiu 00 cupons de descontos na sede da Petrobras (Edivit), na Reta da Penha. Cada motorista abasteceu 20 litros de gasolina, recebendo ajuda do Sindipetro-ES de R$ 2,00 por litro, totalizando R$ 40 de desconto.

No Paraná, a ação foi em Araucária, na Praça da Bíblia, em frente à Câmara dos Vereadores, região central da cidade. Os petroleiros entregaram 300 botijões com voucher de R$ 30 na compra do GLP. Assim, o preço médio do botijão, que atualmente está em R$ 70, ficou por R$ 40. O Sindiquímica-PR também fez a segunda distribuição gratuita de feijão para a população. Foi doada uma tonelada do alimento, produzido pelos trabalhadores rurais dos assentamentos do MST no estado.

No Rio Grande do Sul, a ação foi realizada à tarde, na cidade de Canoas, onde 100 botijões de gás foram distribuídos pelo valor de R$ 40,00 para 100 consumidores na Vila João de Barro.

Na Bahia, a ação foi realizada na cidade de Alagoinhas, onde 200 botijões de gás foram subsidiados pelo Sindipetro pelo valor de R$ 50,00 para as 200 pessoas no bairro do Mangalo.

Ocupação e vigília em frente à sede da Petrobrás

No Rio de Janeiro, a Comissão de Negociação Permanente da FUP entra hoje no sexto dia de ocupção de uma sala do quarto andar da sede da Petrobrás, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo.  

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, cresce a vigília dos movimentos sociais e familiares de trabalhadores da Fafen-PR. As demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás começam no próximo dia 14, se não forem suspensas. A mobilização conta com participação do MPA, MAB, MST, movimentos de estudantes, Levante Popular da Juventude, UJS, UNE, MNU, CMP, MAR, CMP/SP, entre outros movimentos organizados.

Nesta quarta, houve várias atividades no local, como oficinas de batucada e uma aula pública às 15h, com o professor Dorival Gonçalves, da UFMT, que explicou porque o preço dos combustíveis virou um tema do dia a dia dos brasileiros.

Na Fábrica, em Araucária, os petroquímicos e petroleiros completam 16 dias de resistência, acampados em frente à unidade.

Divulgue a greve e as nossas ações em defesa da Petrobrás

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Quadro nacional nesta quara – 05/02

Amazonas

Terminal de Coari - trabalhadores aderiram à greve nesta quarta, 05/02

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré –  uma comissão de base está verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças, Candeias, Santiago e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) –  Adesão de 100% dos trabalhadores desde segunda (03/02) 

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera com o número mínimo para as instalações, um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02), com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02.

Na noite de segunda (03/02), os trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos começaram a seguir a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás. São 17 plataformas no movimento, que teve início no sábado (01/02), com levantamentos de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo. 

São Paulo

Terminal de Baguar – trabalhadores atrasaram em 1h o carregamento de combustíveis nesta quarta (05)

Terminal de Guarulhos - trabalhadores seguem realizando atrasos

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Santa Catarina

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

[FUP | Foto: Gilbram Mendes]

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Publicado em Greve 2020
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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