Como a FUP e seus sindicatos vinham alertando, as privatizações em curso no Sistema Petrobrás, além de comprometerem o futuro da empresa e impactarem diretamente no desenvolvimento nacional, aumentarão o desemprego no país.

O destino dos trabalhadores do Sistema Petrobrás depende do grau de mobilização da categoria. Os terceirizados já estão sendo demitidos e os trabalhadores próprios, trasferidos.

Agora a FUP e o Sindipetro Bahia souberam através de uma fonte da alta cúpula da gestão da Petrobras que a empresa vai abrir um PDV específico para os trabalhadores lotados nas unidades que estão à venda.

A intenção dos gestores é desmobilizar cerca de 70% desses petroleiros, a maioria sem tempo de contribuição para se aposentar.

Outra informação grave é que os trabalhadores que estão sendo transferidos para outros estados não terão qualquer garantia de permanecer no emprego. Cada área, em cada unidade – aquisição de serviços, setores tributário, financeiro de gestão de pessoas, etc – terá uma limitação de pessoal.

Caso haja transferência de um maior número de pessoas do que, pela visão da empresa, comporte em um determinado setor, a orientação é clara: o excedente de pessoal será demitido.

A ordem foi dada aos gerentes executivos pelo alto corpo de gestão da empresa e pelo Conselho de Administração.

A Petrobrás não está levando em conta nem o transtorno dos trabalhadores, que vão mudar de cidade, muitos deixando família, amigos e casa em Salvador. Esse trabalhador não terá nenhuma garantia e pode ser surpreendido com a demissão sumária.

Oura modalidade é o PVMD (Programa Voluntário de Mobilização Direta), que consiste na transferência imediata de trabalhadores próprios para as unidades que já estão à venda. Portanto, a demissão dos funcionários, que deve acontecer em no máximo dois anos, será responsabilidade da empresa que comprou a unidade e não mais da Petrobrás.

Esse é mais um fato que comprova a falta de compromisso do atual governo com o desenvolvimento dos estados do Norte e Nordeste do nosso país, sendo que na Bahia, pela grandeza da Petrobrás no estado, esse impacto será muito maior.

A única maneira de enfrentar esse grave problema é de forma coletiva. Por isso, a importância da participação da categoria – trabalhadores de todas as unidades – nas sssembleias e mobilizações convocadas pelos sindicatos. 

[FUP, com informações do Sindipetro Bahia]

 

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Menos de três meses após colocar à venda as refinarias do Paraná (Repar), do Rio Grande do Sul (Refap), da Bahia (Rlam) e de Pernambuco (Abreu e Lima), a gestão bolsonariana da Petrobrás anunciou nesta sexta-feira, 13, o início do processo de privatização de mais quatro unidades de refino: a Refinaria Gabriel Passos (Regap/MG), a Refinaria Isaac Sabbá (Reman/AM), a Fábrica de Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor/CE) e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX/PR).

As oito refinarias que estão à venda têm capacidade para processar mais de 1 milhão de barris de petróleo por dia. Isto representa metade da atual capacidade de refino do Brasil. Quem comprar levará junto 2.226 quilômetros de dutos e 13 terminais.

Além dos prejuízos que causará aos cofres da Petrobrás, a privatização destes ativos coloca em risco a soberania energética nacional e aumentará ainda mais os preços dos combustíveis, ao criar monopólios regionais privados. As multinacionais estão há tempos de olho no nosso mercado de derivados de petróleo, que é um dos maiores do mundo. 

Ao abrir mão de metade do parque de refino da Petrobrás e da distribuição, a gestão Castello Branco desmonta a integração do Sistema, deixando o caminho livre para a completa privatização da empresa. Tanto ele, quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretendem realizar este sonho até o final do governo Bolsonaro.

“A Petrobrás já está sendo gerida como uma empresa privada desde 2016. Por isso, começou a praticar uma política de preços de derivados em sintonia com o mercado internacional. Quem comprar as nossas refinarias não vai vender derivados aqui no Brasil com preços abaixo do mercado internacional”, alerta o coordenador da FUP, José Maria, lembrando que no final de 2013, o preço médio do litro da gasolina era de R$ 2,98. Hoje, está acima de R$ 5,00.

Desmonte acelerado após liberação do STF

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou em junho a privataria das estatais, a gestão bolsonariana na Petrobrás já se desfez da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da BR Distribuidora e colocou à venda diversos outros ativos estratégicos.

Junto com as refinarias, terminais e oleodutos, também estão sendo privatizados mais de 70 campos de petróleo de bacias marítimas e de polos terrestres do Nordeste e Sudeste do país.

Plantas de fertilizantes, como a Araucária Nitrogenados (PR) e a UFN-III (MS), a subsidiária Liquigás, usinas de biocombustíveis de Candeias (BA) e Montes Claros (MG) e a Termelétrica do Amazonas completam a lista de ativos que estão sendo negociados por Castello Branco e sua turma.

Privataria começou com Temer

A liquidação da Petrobrás teve início no governo Temer, no rastro do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Pedro Parente e Ivan Monteiro privatizaram a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), a Petroquímica Suape (PE), a Usina de Biocombustível Belém Bioenergia Brasil (AM), a Usina de Biocombustível Guarani (7 plantas em SP e 1 na África), as Termelétricas Celso Furtado e Rômulo Almeida (BA), sem contar os ativos vendidos fora do país.

A gestão Parente também abriu mão de participações em gigantescos campos do pré-sal - Carcará, Tartaruga Verde, Iara e Lapa - e vendeu  34 campos terrestres, 10 concessões nas Bacias de Campos e Santos, além de 7 sondas de perfuração.

Povo na rua

Como a FUP vem alertando desde o golpe de 2016, cabe aos trabalhadores e à sociedade civil organizada defender o patrimônio público e a soberania nacional. Pesquisa recente do Datafolha comprovou que pelo menos 67% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobrás.

É com o envolvimento da sociedade, portanto, que a defesa da soberania nacional avançará.  A FUP e seus sindicatos estão participando de diversos fóruns e frentes de luta por todo o país. Ao longo de setembro e outubro, vários atos e mobilizações serão realizados.

“Precisamos estar nas ruas, nos parlamentos, nos municípios, fazendo a disputa sobre a importância da Petrobrás, da Eletrobrás, dos Correios, dos bancos públicos. Essas empresas são fundamentais para o desenvolvimento nacional e a geração de emprego e renda no país. Só com o envolvimento da sociedade e a participação do povo nas ruas, conseguiremos impedir que o governo Bolsonaro destrua o que ainda resta do nosso país”, afirma José Maria Rangel.   

[FUP]

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A gestão da Petrobrás volta a afrontar a categoria e anuncia, em plena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), demissões e transferências de trabalhadores em diversas unidades da empresa.

Na Bahia, a Petrobrás comunicou a demissão de cerca de 2 mil terceirizados e a transferência de 1.500 trabalhadores próprios, em função da desativação do seu edifício sede em Salvador (Torre Pituba).

O mesmo acontecerá no Rio Grande do Norte, com o fechamento da sede da empresa em Natal. Lá também, os gestores já comunicaram a demissão de cerca de 6.500 trabalhadores terceirizados e a transferência de outros 1.740 trabalhadores próprios. 

No Edisp, edifício sede da estatal em São Paulo que já foi desativado, os trabalhadores foram transferidos e os contratos com terceirizados, encerrados. 

Em Macaé, no Norte Fluminense, os trabalhadores do Edifício Novo Cavaleiros (Edinc) foram comunicados em julho que a unidade será desativada até 2020. O Sindipetro-NF ficou sabendo do fato pela imprensa.

Na ultima semana, foi a vez dos trabalhadores do setor de Suprimentos de Bens e Serviços (SBS) de Minas Gerais, lotados na Refinaria Gabriel Passos (Regap) receberem a notícia que serão transferidos para outros estados.

Os petroleiros foram informados durante uma apresentação feita pela gestão da Regap, que sequer comunicou o fato ao Sindipetro-MG. A princípio, os trabalhadores devem ser realocados em unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

De acordo com a Petrobrás, eles terão um período de menos de 15 dias para escolherem entre um dos três estados – onde a companhia deve concentrar sua atuação – e devem ser transferidos até o final do primeiro trimestre de 2020. Ainda conforme a empresa, todo o setor de SBS será concentrado nesses estados e, por isso, o deslocamento de trabalhadores.

As transferências de trabalhadores próprios e demissões de terceirizados vêm ocorrendo desde a gestão de Pedro Parente, quando foi iniciado o processo de desmonte da Petrobrás. Com a intensificação da privatização - o atual presidente da Petrobrás, Castello Branco, já revelou que seu sonho é vender toda a empresa - várias unidades estão sendo fechadas. 

“A atual gestão da Petrobrás segue demonstrando que não tem qualquer compromisso e respeito com sua força de trabalho. Enquanto falam em boa fé negocial, em meio ao processo de negociação do Acordo Coletivo, a empresa anuncia a transferência de trabalhadores e fechamento de unidades. Isso tudo sem qualquer negociação com o Sindicato”, avalia o diretor do Sindipetro-MG, Felipe Pinheiro

A FUP solicitará uma reunião de urgência com a gerência do SBS da Petrobrás para cobrar esclarecimentos sobre a transferência dos trabalhadores.

[Com informações do Sindipetro/MG]

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No próximo dia 20 de setembro, os trabalhadores e as trabalhadoras voltarão às ruas para realizar um ato em defesa dos direitos e do meio ambiente e contra a destruição do Brasil que vem sendo promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) que, em oito meses não apresentou uma única proposta de desenvolvimento com justiça social e geração de emprego e renda, muito menos de combate efetivo as queimadas na Região Amazônica.

Até agora, Bolsonaro e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, só apresentaram medidas que beneficiam empresários, em especial do agronegócio que ajudaram a eleger o capitão, ou que representam o extermínio de programas sociais fundamentais como o Minha Casa, Minha Vida, redução do funcionalismo público, desregulamentação e auto fiscalização pelas empresas, privatizações de estatais como Petrobras, bancos do Brasil e Caixa e mais onze empresas públicas, além de regras mais rígidas para aposentadoria.  

Dia 20 tem luta

A escolha da data da próxima mobilização da classe trabalhadora foi estratégica. O objetivo é convergir com o dia de mobilização internacional Greve Global pelo Clima, em 20 de setembro, organizado pela Coalização pelo Clima, uma articulação composta por diversos coletivos que debatem e promovem ações de informações e combate às mudanças climáticas.

Além da defesa da Amazônia, a pauta da CUT, demais centrais sindicais e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo terá lutas por direitos, educação,  empregos, soberania e contra a reforma da Previdência, que está tramitando no Senado e pode ser votada nesta quarta-feira (11) depois de manobras do presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para tentar acelerar a aprovação das mudanças de regras da aposentadoria e outros benefícios previdenciários.

As mobilizações do Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em Defesa do Meio Ambiente, Direitos, Educação, Empregos e Contra a Reforma da Previdência, em 20 de setembro, serão realizados no local de trabalho, na parte da manhã, e na parte da tarde serão ser realizados atos em todas as capitais. Uma grande parte dos trabalhadores e das trabalhadoras do setor público já aprovou paralisação neste dia.  

“Os que queimam e derrubam a Amazônia são os mesmos que querem acabar com nosso direito à Previdência Social, querem destruir os direitos trabalhistas e sociais e privatizar as empresas públicas, destruindo também a soberania do nosso povo e do nosso país”, afirmou o Secretário-Geral da CUT, Sergio Nobre, explicando porque no dia 20 todos estarão juntos para defender o clima, os direitos, as estatais e a soberania.

[Via CUT]

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Recorte da pesquisa Datafolha, realizada no final de agosto e divulgada nesta terça-feira (10), mostra que a maioria dos brasileiros é contra o programa de privatizações do governo Bolsonaro, que planeja se livrar do patrimônio público ainda este ano.  

De acordo com a pesquisa, 67% dos entrevistados são contrários à venda para o setor privado de estatais como Correios, Petrobras e Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa.  Outros 25% são favoráveis a privatizações; 6% declararam não saber responder e 2% disseram que são indiferentes.

65% são contra venda da Petrobras, BB e Caixa

Entre as estatais citadas pelos pesquisadores do Instituto, o maior índice de rejeição, com 65% cada, foi contra as privatizações da Petrobras (só 27% a favor) e dos bancos públicos (só 29% a favor). Quanto à venda dos Correios, 60% disseram que são contra e 33% a favor.

Até eleitores de Bolsonaro são contra entrega da Petrobras ao capital internacional

De acordo com o Datafolha, o único segmento da sociedade que apoia a entrega da Petrobras, patrimônio do povo brasileiro, ao capital internacional é o que declarara ser simpatizante do PSL, partido de Bolsonaro, mas os que votaram em Bolsonaro são contra.

Entre os simpatizantes do PSL 67% a favor e 27% contra. Já entre os eleitores de Bolsonaro, 53% são contra e 39% são a favor.

A Petrobras não está na lista das 17 estatais que o governo anunciou que pretende vender ainda este ano, mas o banqueiro Paulo Guedes, ministro da Economia, disse em palestra a empresários que está nos planos do governo a privatização da petroleira.

Os que se dizem bem informados apoiam o desmonte

De acordo com a pesquisa, entre os que se dizem bem informados sobre o programa de privatizações, 44% são a favor, e entre os que se declararam estar mais ou menos informados, cai para 34%. Já entre os que consideram  que estão mal informados sobre o tema, o percentual cai para 21%. Entre os que declararam não saber nada sobre o tema, cai para 15%.

Metodologia

A pesquisa Datafolha foi feita em 29 e 30 de agosto.

Foram entrevistadas 2.878 pessoas em 175 municípios de todas as regiões do país.

 A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

[Via CUT]

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Os bairros do Jockey, Jockey II e Novo Jockey, em Campos dos Goytacazes, tiveram um Sete de Setembro diferente no último sábado, com arte e debate sobre as condições de vida da população. Em um evento promovido pelo Sindipetro-NF e por entidades dos movimentos sociais, na pracinha do Jockey II, a comunidade pôde expressar suas cobranças sobre serviços públicos e opinar sobre o cenário local e nacional.

Uma das moradoras destacou os problemas com o transporte urbano e com a segurança no bairro. Outra falou sobre a importância da defesa da educação pública para o desenvolvimento da cidadania.

A venda da Petrobrás e de outras empresas estatais também foi lembrada. Em um dia dedicado à celebrar a Independência, vários oradores mostraram que a soberania nacional está em risco, entre eles o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, que denunciou o desmonte da companhia e os impactos negativos sobretudo sobre os mais pobres.

O coordenador geral da FUP e também diretor do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, criticou a política econômica que penaliza a população. “Esse sistema não vale quando o governo, passado e esse também, congelaram os gastos em saúde, em educação, em infraestrutura. Quem precisa da mão do estado em todas essas áreas são os mais humildes. Hoje as palavras que a gente mais escuta são corte e ajuste. É corte no pobre e ajuste na classe trabalhadora”, afirmou.

A atividade fez parte do Grito dos Excluídos, um conjunto de protestos em todo o país que sempre são realizados em paralelo aos desfiles de Sete de Setembro, como forma de mostrar que o Dia da Independência deve ser também um dia de luta pela verdadeira soberania nacional e por condições dignas de vida para a população.

[Via Sindipetro-NF]

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O Brasil, que viveu com a ex-presidente Dilma Rousseff um dos maiores ciclos de investimento em infraestrutura de sua história, enterrou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para colocar em seu lugar o Programa de Aceleração das Privatizações (PAP), anunciado hoje por Paulo Guedes, mas não há nenhum indício de que isso vá gerar crescimento, diz o jornalista Leonardo Attuch, editor do 247.

Leia a íntegra do artigo:

O  ministro Paulo Guedes anuncia nesta segunda-feira, no Valor Econômico, a sigla que pode vir a ser a marca da sua gestão. Trata-se do PAP, o Programa de Aceleração das Privatizações. Ele mesmo explica:

Temos que criar o PAP - Programa de Aceleração das Privatizações. Ao invés de levarmos as empresas privatizáveis uma a uma ao TCU, vamos pegar a lista de estatais e levar ao presidente da República. Aprovadas as que ele quer privatizar, enviaremos ao TCU e encaminharemos um projeto de lei ao Congresso para incluir a lista aprovada no programa de desestatização. Temos daqui para o fim do ano para pensar em coisas muito grandes. Vendendo uma estatal, estamos desaparelhando politicamente as empresas e limpando o caminho para o que chamamos tecnicamente de "crowding in". O Brasil fez o" crowding out". Nos últimos 30 anos o país expulsou o investimento privado.

Por "coisas muito grandes", Guedes evidentemente considera empresas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e Petrobrás. Sua tese, que não encontra comprovação empírica, é de que as empresas estatais expulsavam os investimentos privados da economia.

A realidade recente do Brasil, no entanto, demonstra o contrário. A ex-presidente Dilma Rousseff, que antes foi a "mãe do PAC", o Programa de Aceleração do Crescimento, quando esteve na Casa Civil do ex-presidente Lula, liderou o maior ciclo de investimentos em infraestrutura da história do recente. No PAC, foram construídos milhares de quilômetros de linhas de transmissão, as usinas de Belo Monte e do Rio Madeira, os parques de geração eólica e os novos aeroportos, os estaleiros navais (destruídos pela Lava Jato), além de milhares de residências no âmbito no Minha Casa, Minha Vida.

Não por acaso, o Brasil alcançou, ao final do primeiro governo Dilma, a menor taxa de desemprego de sua história, que foi de apenas 4,3%. De lá para cá, instalou-se o caos no país. O BNDES e as estatais foram demonizados, os investimentos públicos colapsaram o governo de Jair Bolsonaro praticmente anunciou o fim do PAC. O argumento de Paulo Guedes é a de que a economia brasileira é um avião com duas turbinas – uma pública e uma privada – e de que seria preciso parar a primeira para a segunda funcionar.

Não há nenhum antecedente histórico que comprove a tese. Países que romperam a barreira do subdesenvolvimento utilizaram o estado e suas empresas públicas como indutores do investimento privado. Guedes inventou essa história de "crowding in", mas seu objetivo é apenas privatizar e gerar oportunidades de rapina para os patrocinadores do golpe de 2016. Nada indica que o PAP fará o Brasil crescer, mas muitos bilionários ficarão ainda mais ricos.

[Via Brasil 247]

 

 

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Sexta, 06 Setembro 2019 15:02

Precisamos falar sobre a Petrobrás

Por Leonardo Urpia, diretor da FUP e do Sindipetro-BA

A desmobilização e o esvaziamento do edifício Torre Pituba (sede da Petrobrás na Bahia) diz muito sobre quem são e quais as intenções das pessoas que hoje ocupam um governo, que foi alçado ao poder impulsionado pelas fake news e pela criminalização da esquerda em um jogo orquestrado pela mídia e Operação Lava Jato – hoje já temos provas disso através da Vaza Jato, uma série de reportagens feitas pelo premiado jornalista Glenn Greenwald do site Intercept Brasil, e que já vinham sendo denunciados por outros veículos de comunicação como a Folha de São Paulo, o saudoso Paulo Henrique Amorim e até o anti-petista, Reinaldo Azevedo.

Bolsonaro já disse que o sentido do seu governo “não é construir coisas para o povo brasileiro, mas desconstruir”. É exatamente isso que ele está fazendo, começando por destruir a Petrobrás, símbolo de sucesso do governo democrático e popular de Lula.

A intenção, no caso do Torre Pituba, é política. A ideia, que começou a ser desenvolvida no governo de Temer, é mostrar à sociedade que essa foi uma obra desnecessária.

Mas uma coisa, são eles, outra são os petroleiros, que vivenciam essa, ainda, grande empresa. Esses não podem, em hipótese alguma, repetir as atrocidades e mentiras destes que são verdadeiros golpistas e entreguistas.

Os petroleiros sabem como funciona a Petrobrás, sabem da necessidade de cada prédio, de cada unidade da empresa.

O edifício Torre Pituba foi concebido dentro de um cronograma de desenvolvimento da empresa que consistia na ideia da Bahia manter-se a sede dos Serviços Compartilhados para o Norte e Nordeste.

Como havia uma crescente expansão da Petrobrás, que se destacava no mercado internacional, chegando a alcançar crescimento no seu valor de mercado de 1250% no governo Lula, os projetos da estatal passaram a incluir mais três refinarias no Nordeste ( Premium 1 e 2 e Abreu e Lima ) além das existentes atualmente, RLAM, Clara Camarão, Lubnor e Reman no Amazonas.

Toda essa estrutura tinha um propósito, que era o propósito do desenvolvimento, que manteria:

– As atividades nos campos terrestres de todo Norte e Nordeste; que avançariam nas atividades offshore (Litoral da Bahia, de Sergipe, do Ceará e as novas fronteiras no mar entre Maranhão/Pará/Amapá)

– A ampliação das atividades de desenvolvimento dos Biocombustíveis, com as usinas de biodiesel de Candeias e Quixadá, Guamaré;

– A ampliação da produção de Fertilizantes nacionais (projetos Arla-32 na Fafen-Ba ) e a manutenção das atividades de suporte energético com as Termelétricas à Gás e à Óleo;

– A ampliação das atividades da Transpetro com os terminais de Regaseificação de GNL da Bahia e Ceará ( Pecém) para Sergipe ( Barra dos Coqueiros ), Pernambuco ( Suape );

– A ampliação da Malha de Dutos e Gasodutos para a Integração nacional e atendimento à ampliação dos portos e terminais.

– Construção dos Navios Sondas de perfuração, produção e Estocagem de Petróleo e Gás no Brasil para atender a demanda de produção do Pré-sal. Aqui na Bahia, o Estaleiro de São Roque do Paraguassu era um dos estaleiros brasileiros contratados para atender esta demanda de 29 FPSO pela Petrobrás;

– Criação do COFIP – O Centro de Operações Financeiras da Petrobrás, que sediado na Bahia, contribuiu para a modernização e redução do tempo de resposta da empresa aos processos de Finanças, Contabilidade e Tributário!

Universidade Petrobrás

 Quantos dos petroleiros se beneficiaram da Universidade Petrobrás? Com certeza, todos aqueles que entraram na empresa a partir de 2003. A universidade saiu de uma pequena sala do RH para se tornar a melhor universidade corporativa do mundo por dois anos e ampliaria suas instalações do edifício na avenida Sumaré para ocupar todo o antigo EDIBA – no Itaigara.  Sem falar na ampliação do número de empregados e realização dos concursos públicos e o Acordo Coletivo de Trabalho, que saiu de 90 para 206 cláusulas, com ganhos reais sucessivos e aumento dos direitos sociais ano a ano.

Poderíamos ficar o dia todo discorrendo sobre a ampliação das atividades da Petrobrás, mas sabe o que ocorreu ?

Lava Jato

A operação poderia ser construtiva se não tivesse objetivos políticos, o principal deles o de impedir a candidatura e eleição deu uma Pessoa e permitir a privatização do parque industrial do Brasil. O que aconteceu foi a paralisação de todas as obras da Petrobrás no Nordeste. Veja o que está acontecendo com o patrimônio do povo brasileiro:

Refinarias

A Refinaria Abreu e Lima paralisou o segundo trem com capacidade de refinar 100 mil barril/d com 85% das obras concluídas. Foi transformada em sucata.

As refinarias premium 1 e 2 foram paralisadas em seu projeto de  desenvolvimento  já pela pressão da Lava-Jato. A Refinaria Clara Camarão está paralisada.

Para acabar de vez com as refinarias, o governo adotou uma política de restrição da produção para beneficiar e propiciar a importação de derivados, com apenas 70 % de sua capacidades operação ( RLAM, REMAN e Abreu e Lima ) e todas foram colocadas à venda. O que vemos é a ampliação de 40 para 220 empresas privadas importadoras de derivados de petróleo em 1 ano. Em 2017, por exemplo, o Brasil aumentou em 30 % as importações de derivados de petróleo, alinhado a uma nova política que permitiu o aumento dos preços aos consumidores e o lucro das novos importadores;

Renováveis Petrobras Biocombustíveis

Paralisação das Unidades de Biodiesel, a única funcionando é a de Candeias ( mas já colocada à venda)

Termelétricas

Diversas termelétricas paralisadas e colocadas à venda, inclusive as baianas Arembepe, Muricy, Bahia 1 e as já negociadas Rômulo Almeida e Celso Furtado

Fertilizantes

As FAFENS Bahia e Sergipe estão em hibernação e colocadas à venda.

E&P

Os Campos Terrestres de produção de óleo e gás estão sem investimento na produção e colocados à venda, a exemplo de todas as concessões dos Campos Produtores de Miranga, Água Grande e Candeias. Há também a hibernação e vendas das Sondas de perfuração Terrestres e Marítimas. Lembram das P-59 e 60, que foram vendidas por 10% do valor de construção? Ou do corte para transformar em sucata as sondas de perfuração terrestres?

Terminais e Transpetro

Os Terminais  da Transpetro forma colocados à Venda, inclusive o baiano Temadre.

Dutos e Gasodutos

A TAG, a empresa do Sistema Petrobras proprietária dos dutos foi vendida. Colocando o Dutos na iniciativa privada, colocando em risco a distribuição de energia para o Norte e Nordeste.

Universidade Petrobras

Teve suas atividades extintas na Bahia e deixará de existir.

Estaleiros

O Estaleiro de São Roque do Paraguassu na Bahia está fechado, assim como o de Pernambuco e todos os outros no Brasil, com as encomendas da Petrobrás realizadas em outros países como China e Singapura! E mais de 6 mil trabalhadores de São Roque do Paraguassu desempregados, sem atividades !

Força de trabalho

Acabaram os concursos públicos, agora tem Programa de demissão voluntária até para quem não está aposentado e ainda o Programa de demissões acordadas (sem justa causa), em que o trabalhador, em comum acordo com o patrão, abre mão de diversos de seus direitos.

COFIP

Desde sua transferência para o TORRE PITUBA, tem sido desmembrado, desestruturado e seu conceito extinto. Os trabalhadores têm sido transferidos e ou demitidos;

ACT

Desde o golpe a proposta da empresa é REDUZIR DIREITOS e tem feito  grande esforço para colocar seu plano em prática, mesmo diante da resistência dos Sindipetros e da FUP, que têm garantido a manutenção dos nossos direitos por duas negociações seguidas de cláusulas Sociais.

Enfim, está claro que a desmobilização do edifício sede da Petrobrás na Bahia – TORRE PITUBA, atende a este novo modelo de empresa, pautado num projeto político de destruição e entrega do país tendo com principal foco o símbolo do sucesso brasileiro e dos governos de esquerda e do PT ( Lula e Dilma ) que foi a PETROBRAS. A empresa de petróleo que mais descobriu novas reservas, a exemplo do Pré-sal, mais desenvolveu tecnologias de prospecção e produção em novas fronteiras e mais diversificou sua atuação deixando de ser um empresa de petróleo para ser tornar uma empresa Integrada de Energia nos últimos 15 anos .

Nós trabalhadores aqui na Petrobras na Bahia, somos frutos desta política de desenvolvimento e fortalecimento da Petrobras que freou a política de privatizações da década de 90 que já tinha em seu projeto a destruição da Petrobras e a extinção dela na Bahia.

Mas nem tudo está perdido, acredito que com luta e resistência somos capazes de mudar muita coisa. Por isso, conclamo os companheiros e companheiras a não abaixar a cabeça e vir para a luta, junto com a FUP e o Sindipetro Bahia defender a Petrobrás, os direitos da categoria e a soberania nacional. Tenham certeza de que juntos somos mais fortes.

Grande abraço a todos e saudações de resistência aos colegas do EDIBA-TORRE PITUBA e toda a Bahia!

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Brasil e ao povo brasileiro vêm gerando terreno fértil para dar início a uma ampla campanha em defesa das empresas estatais e da soberania do país. Marco dessa campanha, será realizado no dia 20 de setembro o Dia Nacional de Mobilização e Protesto do Setor Público. A atividade foi deliberada na Plenária Sindical Contra as Privatizações de Bolsonaro, realizada quinta-feira (5), no Sindicato dos Bancários de Brasília.

“Vamos promover paralisações e atos nos locais de trabalho no dia 20, em defesa do patrimônio público, do emprego, além de inserirmos a luta em defesa da Previdência Social”, disse o secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre. Para ele, defender as estatais não é de interesse apenas do setor público, mas da classe trabalhadora e de toda a sociedade. “É o país que está em risco”, alerta Nobre diante da política privatista e entreguista de Bolsonaro.

No último dia 21 de agosto, o presidente ultraliberal anunciou uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. Entre elas, Correios, Eletrobras e a lotex (veja lista completa abaixo). Além das anunciadas, o processo de privatização acontece de forma gradativa em outros setores, como nos bancos públicos, por exemplo, onde os ativos vêm sendo vendidos, inviabilizando a sustentação financeira dessas instituições.

Falar a língua do povo

Uma enxurrada de desinformação é disseminada na mídia tradicional, nas redes sociais e pelas peças publicitárias e discursos do governo federal na tentativa de ganhar apoio da sociedade para a venda das empresas estatais . Para desconstruir essa narrativa, o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, acredita que o caminho é “dissecar o que é soberania” para trabalhadores e trabalhadoras.

“Soberania é o Brasil produzir as plataformas de petróleo para gerar emprego; é ter um sistema financeiro voltado para crescimento interno, com um Banco Central controlado pelo Estado; é colocar alimento barato na mesa do trabalhador brasileiro, e para isso precisamos ter controle das terras. Soberania é o Brasil estar concorrendo democraticamente dentro das regras do comercio internacional e ditando regras”, afirma Freitas.

Durante a Plenária sindical contra as privatizações de Bolsonaro, o presidente da CUT Nacional ainda afirmou que “a qualidade de vida das pessoas tem a ver com o modelo de Estado que se propõe”, sendo que a privatização das estatais implica diretamente nessa equação. Questões como o preço da conta de luz, da gasolina; a oferta de crédito a trabalhadores; a existência de um sistema financeiro voltado para a população, além de uma série de outras questões, segundo Vagner, são seriamente impactadas com a venda das empresas públicas, prejudicando seriamente a sociedade.

A facilitação do entendimento do conceito de soberania e da compreensão dos prejuízos da privatização para a classe trabalhadora também foi defendida pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais. “As pessoas são tocadas quando as consequências da luta alcançam o dia a dia delas. Discutir as privatizações e as estratégias para barrar essa iniciativa, é chegar na vida das pessoas; é entender que esse antiprojeto do governo desnuda a sociedade e acaba com sonhos dos trabalhadores e trabalhadoras, tendo, portanto, o DNA do aprofundamento da crise e do desalento.”

Projeto para o povo

Durante a Plenária sindical contra as privatizações de Bolsonaro, a deputada federal Gleise Hoffmann, que também é presidenta do PT, desbancou qualquer tentativa do governo de justificar a venda de estatais para a iniciativa privada. De acordo com a parlamentar, a solução para o Brasil está na contramão do que propõe Bolsonaro. “Temos alternativa a esse projeto de desmonte e destruição. Somos contra porque acreditamos em um outro projeto de país, de sociedade.”

A deputada ainda afirmou que o PT está propondo uma série de medidas para contornar a crise sócio-econômica do Brasil. Uma delas é o Plano Emergencial de Emprego e renda, que gera 7 milhões de postos de trabalho sem aumentar o déficit orçamentário da União. Outra proposta é uma reforma tributária solidária, que se apresenta como um contraponto ao texto que está no Congresso Nacional. Distribuição de renda, taxação de grandes fortunas e ampliação da contribuição social sobre o lucro dos bancos, são alguns dos itens da reforma tributária solidária, que deverá ser apresentada na próxima semana.

Gleise Hoffmann ainda ponderou que, definitivamente, as manifestações nas ruas devem permancer para fazer a contranarrativa do que vem sendo apresentado pelo govenro. “Temos que levar para as ruas a informação de que, numa reforma tributária justa, é necessária a taxação de grandes fortunas, o aumento da contribuição social sobre o lucro dos bancos, por exemplo. Temos que fazer muitos atos, milhares deles, em defesa das empresas estatais, garantindo que as manifestações nas ruas gere uma conscientização dentro dos locais de trabalho.”

Enfrentamento local

A dirigente do Sindicato dos Urbanitários do DF Fabíola Antezana lembrou o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), vem seguindo os mesmos passos que o ultraliberal Jair Bolsonaro. “Além do enfrentamento nacional, agora temos um processo de privatização rápida das empresas estatais locais, atacadas na mesma linha nacional”, denunciou.
Empresas como a CEB, Caesb, Metrô e o BRB, estratégicas na geração de renda local e na promoção de serviços essenciais à sociedade, poderão ser entregues à iniciativa privada, gerando sérios danos à sociedade.

Empresas que estão na lista de privatização de Bolsonaro:

Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
Casa da Moeda;
Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
Telebras
Correios
Eletrobras
Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

Publicado em Trabalho

É desesperadora a situação dos trabalhadores do EDIBA (edifício Torre Pituba), na Bahia, assim como daqueles que estão lotados no EDIPE, em Pernambuco.

Como o Sindipetro Bahia antecipou em reportagem publicada pelo site Bahia Notícias, no dia 4/09, a atual gestão da Petrobrás já anunciou o processo de transferência desses trabalhadores para os estados do Espirito Santo, São Paulo e Rio de janeiro.

No EDIPE, por exemplo, há relatos de trabalhadores informando que a gerência de contabilidade já esta saindo do prédio e o RH/Saúde também já foi comunicado.

No EDIBA (Edifício Torre Pituba), os trabalhadores relatam muito choro pelos corredores com a demissão de contratados no RH, TIC, SBS e Compartilhado.

A situação dos trabalhadores diretos, no EDIBA, também é complicada. “Nós estamos mandando currículos para vários gerentes do Sudeste e todos falam que têm metas para reduzir pessoal. Não estamos encontrando lugar para ir”, desabafa um dos trabalhadores em tom de desespero.

Outros estão sendo pressionados a efetuar mudança de imediato para outros estados, mesmo tendo esposa e filhos em Salvador, com emprego e matriculados em escolas.

Gerentes da Unidade de Operação do Espirito Santo (UO-BA-ES) vieram a Salvador apresentar as oportunidades de vagas para os empregados que são das unidades operacionais, “deixando bem claro que não estão recebendo funcionários de outras áreas de negócio”.

O objetivo da atual gestão da Petrobrás é fechar o prédio onde funciona sua sede administrativa na Bahia através da transferência de trabalhadores e também do Programa de Demissão Voluntária (PDV), com foco nas pessoas que têm tempo para se aposentar.

Prejuízos para a Bahia serão enormes

Como o Sindipetro Bahia vem denunciando desde a posse da nova direção da Petrobrás e do governo Bolsonaro, a Petrobrás terá sim suas atividades finalizadas na Bahia e em todo o Nordeste e a estatal já está colocando o seu plano em prática.

Para o diretor do Sindipetro, Radiovaldo Costa, essa decisão não é financeira e nem técnica, mas política. “A UO-BA, por exemplo, é um negócio de 3,5 bilhões de reais por ano. Não tem nenhuma empresa privada na Bahia que fature isso. A UO-BA para a Petrobrás é pequena, mas para a Bahia é grande, gera aqui 7 mil empregos diretos e indiretos (trabalhadores terceirizados e próprios), somando isso à FAFEN, RLAM, Transpetro, Campos Terrestres, Petrobrás Biodiesel e outras unidades da empresa, é possível perceber que a Petrobrás tem um tamanho colossal para o estado. Tirar esse negócio da Bahia, vender e paralisar as unidades é assustador”.

A transferência dos trabalhadores para outros estados será outro baque para a economia baiana. “Os trabalhadores próprios da Petrobrás injetam, por mês, na economia da Bahia, cerca de 80 milhões de reais, através de seus salários, mas essa receita também não será mais gerada para a Bahia”, lamenta Radiovaldo.

O coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, lembra que a estatal já vinha sinalizando a diminuição da empresa no estado ou a saída completa.  A RLAM e Transpetro foram colocados à venda, os Campos de Petróleo na região de Catu, Candeias, São Sebastião, Alagoinhas e Pojuca também estão à venda. A FAFEN está em processo de paralisação, ela vai ser fechada e não vendida. “Essas medidas somadas fazem parte de um plano maior da retirada da Petrobrás do estado”.

“Na nossa visão, o estado da Bahia vai pagar por isso. Os empregos diretos e indiretos, as cidades onde têm contratos terceirizados, o impacto nos municípios da Bahia. A gente não sabe quantificar, mas no médio e longo prazo vai trazer um forte impacto”, pontua Radiovaldo, ressaltando que a Petrobrás tem hoje, na Bahia, cerca de 4 mil trabalhadores próprios e 15 mil terceirizados.

.A Bahia é o único estado do Brasil, onde a Petrobras desenvolve todas as suas atividades econômicas. Aqui a estatal tem a RLAM (refino), Transpetro (logística) FAFEN (fertilizantes, ureia e amônia) PBIO (Biodiesel) Termoelétricas (energia), Campos Terrestres (produção de petróleo e gás) e EDIBA (prédio administrativo).

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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