Além dos empregos, o Brasil perdeu R$ 172 bilhões em investimentos com a Lava Jato. Esses dados constam de estudo elaborado pelo Dieese a pedido da CUT

[Da Rede Brasil Atual |Foto: Marcelo Camargo/Abr]

A Operação Lava Jato, desde que surgiu em 2014, provocou o fechamento de 4,4 milhões de empregos no país. Além disso, o Brasil perdeu R$ 172 bilhões em investimentos. Esses dados constam de estudo elaborado pelo Dieese a pedido da CUT.

Segundo coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, o valor que deixou de ser investido “equivale a 40 vezes os R$ 4,3 bilhões que o Ministério Público Federal diz ter recuperado com a operação. Com isso, os cofres públicos deixaram de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos, sendo R$ 20,3 bilhões em contribuições sobre a folha de salários”.

A pesquisa diz que o setor mais atingido foi o da construção civil, que perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho.

A CUT fará o lançamento formal da pesquisa nesta terça-feira (9), às 14h, em entrevista on-line com o presidente nacional da entidade, Sérgio Nobre.

Esse trabalho que denuncia o ataque da Lava Jato a empregos e investimentos é o primeiro estudo feito com base em dados e documentos oficiais sobre o impacto desastroso da operação no mercado de trabalho e na economia. O levantamento, feito pelo Dieese a pedido da Central, consumiu um ano de pesquisas.

Publicado em Sistema Petrobrás

CUT, MAB, MST e outras entidades fortaleceram as ações solidárias da FUP e de seus sindicatos para levar combustíveis a preço justo para a população em 11 cidades do país. Mobilização integrou o dia nacional de luta em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já

[Da imprensa da FUP, com informações dos sindicatos |Foto: Pedro Henrique Caldas]

Em mais uma mobilização nacional contra a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) praticada pela gestão da Petrobrás, a FUP e seus sindicatos distribuíram nesta quinta-feira, 04, cerca de 22 mil litros de gasolina, 10 mil litros de óleo diesel e 450 botijões de gás a preços justos. A ação foi realizada em 10 cidades, em oito estados do país.

Os combustíveis foram subsidiados e vendidos a R$ 3,50 o litro da gasolina, a R$ 3,09, o litro do diesel e a R$ 40,00, o botijão de gás de 13 kg, ou seja, quase metade do preço praticado no mercado. Esses valores foram definidos a partir de estudos elaborados por técnicos e economistas, levando em consideração os preços e custos da Petrobrás e a garantia de lucratividade de empresas produtoras, distribuidoras e revendedores.

As ações de gasolina e diesel a preços justos priorizaram motoristas de aplicativos, entregadores, taxistas, motoboys e caminhoneiros. Já a venda de botijão de gás pela metade do preço foi realizada em comunidades da periferia, como Padre Miguel, no Rio de Janeiro, e os bairros da Pedreira, Águas Linda, Marambaia e Guamá, em Belém, no Pará, onde a ação foi feita exclusivamente para mulheres chefes de família.

As mobilizações integraram o Dia Nacional de Luta convocado pelas centais sindicais em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já. As ações pelo preço justo para os combustíveis têm sido realizadas pela FUP e seus sindicatos desde novembro de 2019 e pela primeira vez contaram com a participação da CUT e de movimentos sociais, como o MAB e MST. 

Em Recife, por exemplo, a ação do Sindipetro-PE/PB, em parceria com o MST, doou 50 botijões de gás e uma tonelada e meia de produtos agroecológicos para famílias em situação de vulnerabilidade. Em Belém, a ação foi realizada também em parceria com a CUT e o MAB.


Leia também: Mulheres da periferia de Belém compram gás pela metade do preço, em ação solidária da FUP, MAB e CUT


Além de protestar contra os preços abusivos dos combustíveis, os trabalhadores irão denunciar o impacto das privatizações para a população. No caso do Sistema Petrobrás, o desmonte da empresa está diretamente relacionado à política de preços dos derivados de petróleo, implantada pelo governo Temer, em 2016, quando a gestão da petrolífera passou a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

Desde então, a FUP e seus sindicatos vêm mobilizando os trabalhadores e dialogando com a sociedade, mostrando que é possível a Petrobrás voltar a cumprir o seu papel social, não só em relação a garantir o abastecimento nacional com preços justos para a população, como também através de investimentos no país e da integração da empresa. O governo Bolsonaro, no entanto, intensificou o desmonte e as privatizações iniciadas no governo Temer, colocando à venda oito refinarias, terminais, redes de gasodutos e subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, que já foram privatizadas. 

O resultado desta política é o aumento do desemprego, avanço da desindustrialização e desnacionalização, além de preços abusivos para o consumidor. Somente neste ano de 2021, os reajustes dos derivados nas refinarias da Petrobrás chegam a 41,5% para a gasolina; 34,1% para o diesel; e a 17,1% no gás de cozinha. Só a gasolina já aumentou cinco vezes em dois meses. 

A ação solidária dos petroleiros por preços justos para os combustíveis continua na próxima semana, com venda subsidiada de mais 2 mil litros de gasolina em Mossoró, no Rio Grande do Norte, promovida pelo Sindipetro-RN: de 3 mil litros de gasolina em Vitória, no Espírito Santo, e de 50 botijões de gás no próximo dia 15, em Porto Alegre, numa ação conjunta do Sindipetro-RS e do MAB.

Veja como foram as ações desta semana 

Manaus – foram vendidos 2 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro para os taxistas

Belém – foram vendidos 100 botijões de gás a R$ 40,00 para mulheres da periferia

Recife – foram doados 50 botijões de gás e 1,5 tonelada de alimentos

Simões Filho (BA) – foram vendidos 10 mil litros de diesel a R$ 3,09 para caminhoneiros

Feira de Santana (BA) – foram vendidos 2.800 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro

Linhares (ES) – foram vendidos 3.000 litros de gasolina, com R$ 2,00 de desconto por litro [ação aconteceu na quarta, 03/03]

São Mateus (ES) - foram vendidos 3.000 litros de gasolina, com R$ 2,00 de desconto por litro [ação aconteceu na terça, 02/03]

Belo Horizonte – foram vendidos 6.000 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro exclusivamente para entregadores e motoristas de aplicativo

Rio de Janeiro – foram vendidos 300 botijões de gás a R$ 40,00

São Paulo – foram vendidos 5.000 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro exclusivamente para motoristas de aplicativo e entregadores

* Fortaleza - a venda de 1.700 litros de gasolina que estava prevista para acontecer hoje foi cancelada devido ao lockdown decretado pela prefeitura

Próximas ações

Mossoró (RN) – serão vendidos 2.000 litros de gasolina entre os dias 08 e 12/03

Vitória (ES) – serão vendidos 3.000 litros de gasolina no dia 17/03

Porto Alegre (RS) – serão vendidos 50 botijões de gás no dia 15/03

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Publicado em Sistema Petrobrás

Em artigo publicado na revista Carta Capital, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, faz um balanço da gestão de Roberto Castello Branco, que deixa um legado de destruição no Sistema Petrobrás. "Precisamos resgatar a maior empresa do Brasil das mãos do capital especulativo e retomar sua trajetória como principal mola propulsora do desenvolvimento industrial do País", convoca o petroleiro, apontando ações que ainda podem ser desenvolvidas para retomada do papel social da Petrobrás.

Confira a íntegra:

Por Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros - FUP 

O presidente Jair Bolsonaro, enfim, demitiu o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que há dois anos ocupava a direção da empresa. Quem ocupar sua cadeira deve ter as competências necessárias para a função. Tem também a obrigação de parar a política de destruição de seu antecessor.

Antes de assumir o cargo – e sem conhecer os números da empresa – Castello Branco já anunciava privatizar refinarias e concentrar atividades da Petrobras no eixo Rio-São Paulo. E desde o dia um, sua gestão agiu para destruir o patrimônio da empresa.

Eis alguns exemplos:

1 – Assinou compromissos desnecessários com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica prevendo a venda de ativos;

2 – Vendeu o controle da BR, a maior distribuidora de combustíveis da América Latina, sem cobrar o prêmio de controle;

3 – Vendeu 90% das redes de gasodutos;

4 – Vendeu a Liquigás, o principal instrumento de controle do preço do botijão de gás de cozinha;

5 – Vendeu praticamente todos os campos de produção de petróleo em terra do País;

6 – Vendeu metade das bacias de campos e de Santos (inclusive áreas no pré-sal);

7 – Extinguiu os investimentos em biocombustíveis e em energia eólica, energias limpas para o futuro;

8 – Acabou com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, transformando-o em uma Unidade de Processamento de Gás Natural;

9 – Acabou com a produção de fertilizantes, aumentando a dependência do agronegócio da importação desses insumos;

10 – Colocou à venda todas as atividades da empresa nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

O argumento de que as receitas das vendas reduziriam o endividamento e, consequentemente, os juros cobrados da empresa, desde o início questionável, não se sustentou. Com raríssimas exceções, os ativos vendidos tinham Valor Presente Líquido positivo e gerariam lucro por muitos anos.

Além disso, o custo de capital de grandes empresas, como a Petrobras, é balizado pelo Custo Soberano do Brasil. Nenhuma companhia nacional consegue baixar a taxa de juros que paga para captar recursos no mercado internacional em patamares mais baixos que os pagos pelo Brasil. E a taxa da Petrobras é praticamente igual à do País .

E mais: como a gestão Castello Branco concentrou as atividades em Exploração e Produção, onde os riscos são maiores (e os custos dos empréstimos também), acabou anulando a estratégia de redução do endividamento para redução do custo do capital. Ou seja, a Petrobras integrada, “do poço ao posto”, paga juros menores que a Petrobras que atua única e exclusivamente em E&P.

A falácia da “venda de ativos para reduzir dívida” se desnudou em definitivo com a decisão recente da empresa de mudar sua política de dividendos, permitindo que acionistas embolsem dinheiro mesmo com a Petrobras dando prejuízo, em montante equivalente à redução do endividamento. Ou seja, vender ativos para reduzir a dívida e aumentar a dívida para pagar dividendos. Os especuladores adoram!

O que temos visto nos últimos dias é a defesa de quem vem destruindo a Petrobras, mas prometeu pagar US$ 30 bilhões em dividendos nos próximos cinco anos. Sempre acompanhado de ataques à companhia, sobretudo por operadores do mercado financeiro. Não à toa, a Comissão de Valores Mobiliários abriu investigação para apurar irregularidades com a venda recente de opções da Petrobras.

A Petrobras continua gerando lucros, apesar das engenharias contábeis da gestão Castello Branco. Foi e ainda é o principal instrumento de fomento à industrialização do Brasil. Nos últimos anos, contudo, foi capturada pelo capital financeiro, que vem impondo na empresa a lógica do lucro no curto prazo. Precisamos resgatá-la.

A Petrobras precisa voltar a investir, voltar a gerar as centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, voltar a fomentar o desenvolvimento com inclusão social.

Para isso, alguns pontos precisam ser observados:

1 – O preços dos derivados é central, e uma nova política é necessária. Desde 2016, esses preços tem subido muito acima da inflação e da renda do brasileiro, alimentando uma reação popular contrária à Petrobras e ao governo.

As refinarias não trabalham em carga máxima – em 2020, ficaram em 77% de sua capacidade. A Petrobras optou por reduzir a carga, exportar petróleo cru e importar derivados.

As refinarias podem ajudar na redução dos preços, aumentando a produção. E temos de retomar os investimentos no aumento da capacidade do refino. O segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) é fundamental.

Mas é preciso mudar a política de preços e considerar outros fatores além da paridade de importação, como os custos nacionais de produção. Isso é possível e não traz prejuízos à Petrobras;

2 – A Petrobras precisa voltar a investir no Brasil. Os investimentos da empresa em 2020 foram os mais baixos dos últimos 20 anos, 50% abaixo do realizado em 2016, que já era bem abaixo dos anos anteriores. Estes investimentos geram empregos e renda e dedesenvolvimento . É preciso retomar os índices de conteúdo local, que caíram de 55%, em média, para 25%.

3. A Petrobras precisa ser integrada, “do poço ao posto”, para sofrer menos com a flutuação do petróleo e do dólar. A Petrobras integrada e atuando em todas as regiões gera mais lucro para os acionistas e induz o desenvolvimento do país.

4. A gestão da empresa precisa dialogar mais com os trabalhadores e o movimento sindical. Precisa de um canal de diálogo para não voltarmos a conviver com movimentos grevistas.

Precisamos resgatar a maior empresa do Brasil das mãos do capital especulativo e retomar sua trajetória como principal mola propulsora do desenvolvimento industrial do País, marca registrada na maior parte dos seus quase 70 anos de história.

A Petrobras é do Brasil. A Petrobras é do povo brasileiro.

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Ao se desfazer do controle acionário que tinha na usina eólica do Rio Grande do Norte, Petrobrás segue na contramão do mundo, concentrada apenas em energia pesada

[Da redação da CUT]

Na contramão do mundo, a Petrobras se retira totalmente da produção de energia eólica. A petroleira brasileira anunciou que venderá por R$ 32,97 milhões 51% das suas ações (participação majoritária) no parque eólico Mangue Seco 2, no Rio Grande do Norte, ao fundo de investimento em participações FIP Pirineus, que já era sócio da estatal no projeto com 49% de participação.

O Mangue Seco 2 era o último dos quatro parques eólicos que a Petrobras tinha participação. Com a venda, a estatal se retira totalmente de investimentos em energia limpa. A companhia já havia encerrado sua participação em biodiesel.

Antes da Petrobras, a Eletrobras também se retirou do parque eólico Mangue Seco 2. A companhia de energia recebeu R$ 27,6 milhões também do fundo de investimento Pirineus pela venda de 49% de sua participação, em outubro do ano passado. O negócio fez parte do programa de desinvestimentos da estatal de energia.

Na contramão do mundo

A decisão da Petrobras em se retirar totalmente da produção de energia limpa é questionada pelo pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustívei (Ineep) Henrique Jäger. Segundo ele, a concentração da estatal em energia pesada vai na contramão do mundo que procura fontes renováveis e mão poluentes.

“A concentração em atividades de extração de petróleo é um movimento inverso do que vem fazendo as grandes indústrias petrolíferas do mundo. Exceto as norte-americanas que tiveram a ajuda de Donald Trump [ex-presidente dos EUA] que flexibilizou as regras ambientais, as demais estão apostando em energia limpa”, diz Henrique. Ainda de acordo com ele, com a posse de Joe Biden, essas empresas também deverão voltar a aderir a novas fontes de energia não poluentes.

Para o pesquisador do Ineep, a decisão da Petrobras tem um só objetivo: maximizar o lucro do acionista a curto prazo.

“O futuro, do ponto de vista da geração e fornecimento de energia passa, principalmente num país como Brasil que possui áreas de vento e sol, por energia elétrica e fotovoltaica [solar]. Este é o futuro do fornecimento de energia  no mundo. Do ponto de vista estratégico é ruim a saída da Petrobras deste setor”, afirma o pesquisador.

Jaguer lembra que a Petrobras tinha uma estratégia de diversificar suas fontes de energia, tanto que em 2006 seu slogan era “do poço ao posto” e em 2011 mudou para “ do poço ao poste”.

“Hoje a Petrobras só quer explorar petróleo, se concentrando no pré-sal. Já vendeu sua distribuidora e está vendendo as refinarias. O parque eólico Mangue Seco era uma estratégia integrada de energia limpa, mas infelizmente, a empresa agora só conta com um projeto insignificante de energia solar”, diz.

Outro ponto importante abordado por Jaguer é que a venda do parque eólico enfraquece a luta dos trabalhadores por direitos. Segundo ele, a Petrobras, uma empresa de 70 anos, tem como marca a qualidade do emprego, e certamente esses trabalhadores terão maior dificuldade em melhorar as suas condições de trabalho.

Parque eólico de Mangue Seco

O lucrativo parque eólico de Mangue Seco 2, fica no município de Guamaré, Rio Grande do Norte. A usina é parte de um complexo com as eólicas Mangue Seco 1, 2, 3 e 4, com 26 aerogeradores cada uma, tem uma capacidade instalada total de 104 megawatts. A Petrobras vendeu toda a sua participação nas quatro usinas.

Publicado em Sistema Petrobrás

Reportagem da revista Carta Capital repercute a venda de campos terrestes de petróleo da Petrobrás no Polo Miganga, na Bahia, para o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, holding que controla a PetroRecôncavo. A empresa já havia comprado da Petrobrás 34 campos terrestres no Rio Grande do Norte e outros 12, na Bahia. Dantas tem um passado de envolvimento em processos de corrupção

[Com informações da Carta Capital e da E&P BR]

Petrobras anunciou, nesta quinta-feira 25, a venda dos nove campos terrestres de exploração e produção de petróleo do Polo Miranga, na Bahia, para a empresa SPE Miranga S.A., subsidiária da PetroRecôncavo, do banqueiro Daniel Dantas. O valor da transação é de 220,1 milhões de dólares.

O Polo Miranga compreende os campos de Miranga, Fazenda Onça, Riacho São Pedro, Jacuípe, Rio Pipiri, Biriba, Miranga Norte, Apraiús e Sussuarana. A produção média no local em 2020 foi de 899 barris de óleo por dia e 376,8 mil m³ diários de gás natural. Com a transação, a Petrobras, operadora de 100% dessa área, vende a totalidade de sua participação.

Segundo a petroleira, 11 milhões de dólares já foram pagos na data do anúncio; 44 milhões serão pagos no fechamento da transação; 80 milhões serão parcelados ao longo de três anos a partir do fechamento da transação; e até 85 milhões estarão em “pagamentos contingentes relacionados a preços futuros do petróleo”.

Os valores não consideram os ajustes devidos, destaca a Petrobras, e o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A Petrobras afirmou que a operação permitirá que outras empresas “também possam prosperar” e os campos terrestres possam receber novos recursos, “com impacto positivo na geração de empregos e renda”.

PetroRecôncavo cresce com ativos da Petrobrás

A SPE Miranga S. A. é controlada pela petroleira PetroRecôncavo, especializada em exploração on shore e uma das empresas da holding Opportunity, companhia de gestão de recursos fundada por Daniel Dantas em 1994, com sua irmã, Veronica Dantas, e o economista Dorio Ferman.

Em abril de 2019, a empresa arrematou os 34 campos terrestres da Petrobrás no Polo Riacho da Forquilha, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, onde também adquiriu a concessão do bloco exploratório POT-T-702, ofertado pela ANP.

Em dezembro de 2020, a PetroRecôncavo comprou mais 12 campos terrestres da Petrobrás, desta vez no Polo Remanso, na Bacia do Recôncavo, na Bahia.  

Passado que condena

Daniel Dantas dominou o noticiário quando foi levado à prisão pela Operação Satiagraha, deflagrada em 2004, contra desvios de verbas públicas. O banqueiro foi preso em 2008 e solto no mesmo ano. A operação foi anulada em 2011 pelo Superior Tribunal de Justiça.


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Publicado em Sistema Petrobrás

Bolsonaro entrega ao Congresso, Projeto de Lei que privatiza os Correios. Projeção é que empresa terá lucro de mais de R$ 1,5 bilhão. Venda coloca em risco o emprego de 99 mil trabalhadores e trabalhadoras

[Da redação da CUT]

Enquanto milhões de brasileiros passam fome sem um novo auxílio emergencial (até agora não foi, sequer, definido o valor e as parcelas), Jair Bolsonaro (ex-PSL) mantém seu descaso com a miséria da população e prefere ir ao Congresso Nacional entregar mais um patrimônio público ao mercado financeiro, o que trará grandes prejuízos à população e ao país.

Em mais um aceno de “prestígio” ao seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, que teve sua credibilidade abalada com a intervenção de Bolsonaro na Petrobras, o presidente da República quer agora, depois da Eletrobras, entregar os Correios à privatização. Guedes foi o “fiador” de parte do setor empresarial que apoiou Bolsonaro nas eleições de 2018, em troca de um plano de privatizações das estatais.

A proposta do governo entregue em forma de Projeto de Lei (PL), nesta quarta-feira (24), ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), quebra o monopólio dos Correios no envio de cartas, telegramas e outras mensagens. O projeto ainda estabelece que os Correios, hoje 100% público, sejam transformados em sociedade de economia mista (pública e privada).

Ou seja, o governo vai entregar uma empresa que tem projeção de um lucro líquido de mais de R$ 1,5 bilhão, em 2020 ( o balanço ainda não foi divulgado oficialmente), e deixar à própria sorte 99 mil trabalhadores e trabalhadoras, num momento em que o número de desempregados no país ultrapassa os 14 milhões de pessoas.

Ao vender uma empresa que tem lucro bilionário, com possibilidade de demissão de milhares de trabalhadores, para em tese dar mais opções ao consumidor, na verdade, o governo Bolsonaro destrói a mais antiga empresa pública do país, que completa no dia 20 de março, 358 anos.

Mais prejuízos à população

O pagamento sobre este patrimônio público vai sair do bolso de todos os brasileiros. Basta pesquisar os preços cobrados na entrega de encomendas cobrados pelos Correios e uma empresa privada. Um levantamento da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) mostrou que uma encomenda que custa nos Correios R$ 43,00 é até 12 vezes mais cara em empresas privadas como DHL e Fedex. A encomenda entregue por essas empresas, numa mesma localidade, custava em torno de R$ 600,00 e pelos Correios R$ 43,00.

A diferença na qualidade do serviço prestado entre os Correios e empresas privadas foi também constatada. Segundo o secretário de comunicação da Fentect, Emerson Marinho, as empresas privadas Mercado Livre e Magazine Luiza, em menos de um ano, atuando nos serviços de entregas de encomendas, tiveram o dobro das queixas do que as registradas pelo serviço dos Correios.

Embora o governo diga que vai garantir a preço justo a entrega de cartas, um direito universal, tanto que o Brasil é signatário da União Postal Universal (UPU), o que está em jogo vai além. É a experiência e o know how que os Correios têm em logística de entregas de encomendas.

Apesar da disputa maior seja nos serviços de entregas de encomendas,  segundo o dirigente da Fentec, a entrega de correspondências é responsável por 44% da receita dos Correios, o que garante que a empresa seja a única no país a atender aos mais de 5 mil municípios brasileiros, inclusive os mais distantes e os locais em que a telefonia não atende com eficácia.

" Hoje a tecnologia faz as mensagens chegarem mais rapidamente, principalmente com os aplicativos de celulares, mas, os Correios se modernizaram e criaram uma expertise que ninguém tem na entrega de encomendas, como é o caso do Sedex, uma referência nacional e, é isto que está em jogo”, diz Emerson Marinho.

Segundo ele, o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), quer entregar a malha logística construída pelos Correios aos interesses financeiros do empresariado, por que hoje há uma disputa global neste que é considerado o novo serviço do século 21.

 Argentina reestatiza e Portugal revê privatização com ‘apagão’ de entregas

A privatização dos serviços postais foi um desastre na Argentina e Portugal. Tanto que o país vizinho ao Brasil, reestatizou seu serviço. Já Portugal estuda uma forma de rever o processo de privatização.

“Esses países começam a  rever seus modelos de privatização porque houve o que chamam de 'apagão postal’, em virtude das empresas privadas não fazerem entregas de correspondências nas províncias distantes dos grandes centros, tanto em Portugal como na Argentina”, afirma Emerson Marinho.

Segundo ele, após vender o ‘filet mignon’ que é o serviço de entregas de encomendas, deve ser desidratado o serviço postal com garantia de entrega.

“A partir do momento de quem o capital privado for o acionista majoritário, este serviço poderá ser extinto”, diz Marinho.

Leia Mais: Entenda como a privatização dos Correios vai afetar a sua vida

Publicado em Política

A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos repudiam veementemente as recentes movimentações do presidente Jair Bolsonaro e de sua equipe econômica para privatização da Eletrobrás e dos Correios. Assim como está fazendo com a Petrobrás, o governo se aproveita da pandemia da Covid-19, que já matou mais de 250 mil brasileiros e brasileiras, para destruir setores estratégicos do Estado. A agenda ultraliberal avança, em meio ao desemprego recorde, ao aumento da miséria e ao desmonte de políticas públicas e sociais de inclusão e redução da pobreza.

Privatizar a Eletrobras vai aumentar os preços já abusivos da energia elétrica, da mesma forma como estão fazendo com a Petrobrás, que está sendo desmontada, vendida aos pedaços, enquanto o preço dos combustíveis dispara.

Os Correios completam no dia 20 de março 358 anos de serviços prestados ao povo brasileiro. Uma relação com a sociedade que vai além de uma simples entrega de correspondência. Trata-se de uma empresa estratégica para o Estado brasileiro, pois está presente de Norte a Sul do país.

É essa integração nacional que está em xeque com as privatizações em curso no governo Bolsonaro. Defender a Petrobrás é defender a Eletrobras, é defender os Correios, é defender os bancos públicos e todas as estatais que são fundamentais para e soberania nacional.  O desmonte do Estado e as privatizações têm como principal objetivo beneficiar grupos privados, muitos deles estrangeiros e ligados ao mercado financeiro.

Sabemos o que isso significa. Os anos 90 mostraram que os resultados das privatizações foram desnacionalização, oligopolização, serviços de péssima qualidade e tarifas mais altas para o povo. A privatização do setor elétrico resultou em apagões no passado e no presente, como o recente no Amapá, que deixou a população sem luz por 15 dias.

É fundamental que a sociedade brasileira reaja ao desmonte dos serviços públicos e à privatização de setores estratégicos. Assim como a Petrobrás, empresas nacionais como a Eletrobras e os Correios são imprescindíveis para garantir o atendimento de serviços essenciais à população, com preços justos.  

Privatizar faz mal ao Brasil e ao povo brasileiro.

Lutar pela Petrobrás, pela Eletrobrás, pelos Correios é defender o Brasil.

#PetrobrasFica

#EletrobrasFica

#CorreiosFicam

Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Trabalho

Para defender estatais estratégicas para o desenvolvimento e soberania do Brasil, a CUT e entidades iniciam uma nova guerra na mídia contra o governo Bolsonaro com campanhas nas redes sociais, em rádio e TVs

[Da redação da CUT]

“Não deixem vender o Brasil” é o slogan da campanha da CUT e entidades filiadas em defesa das empresas estatais brasileiras, lançada nesta quarta-feira (veja abaixo a ínegra do video) contra o projeto entreguista do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), capitaneado pelo seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes. Empresas estratégicas para o desenvolvimento e a soberania do país como Petrobras, Correios, Eletrobras, além da Caixa Federal e do Banco do Brasil, estão na mira das privatizações do governo.

O objetivo da campanha é “sensibilizar toda a sociedade brasileira para os problemas que o Brasil enfrentará em cada setor, caso essas empresas sejam privatizadas. E quando se fala nesses problemas, significa prejuízos para o povo brasileiro”, diz o Secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa.

O apagão do Amapá é um exemplo recente do que o secretário está falando. A população ficou sem energia porque a empresa privada que presta serviço no estado não fez a manutenção adequada dos equipamentos, o que deixou as pessoas sem luz durante vários dias. E mesmo sem energia, as altas contas de luz continuaram sendo enviadas.

A partir da conscientização de que vender estatais, principalmente em tempos de crise, beneficia empresários e prejudica a população, a campanha visa estimular as pessoas para que participem da mobilização mostrando indignação e contrariedade às privatizações pelas redes sociais.

Para isso, peças publicitárias serão veiculadas em emissoras de TVT, como SBT, Band, Globo; e rádio, como a Band News – em rede nacional, além das próprias plataformas digitais, como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. A linguagem do material será popular, com toques de humor, retratando situações que levam o povo a refletir sobre a situação.

Para o lançamento da campanha, uma live com participação de sindicalistas e parlamentares será realizada nesta quarta-feira, às 17h.

NaPressão facilita mobilização popular

Outro importante instrumento que reforça a luta contra as privatizações é o NaPressãoferramenta on-line pela qual todo brasileiro pode cobrar dos parlamentares, diretamente em seus canais de comunicação, ações contra a venda das estatais.

“O NaPressão foi reformulado para essa nova fase. Faremos pressão simultânea na Câmara e no Senado e todo cidadão e cidadã pode pressionar os parlamentares para que barrem esse processo de entrega do Brasil”, diz Roni Barbosa.

O na pressão disponibiliza todos os canais de comunicação dos parlamentares: Twitter, Instagram, Facebook e até Whatsapp deles. A ideia é mostrar ao Congresso que o Brasil é contra as privatizações”, afirma Roni.

Na mira de Guedes

As privatizações pretendidas pelo governo de Bolsonaro vão além das estatais mais conhecidas da população. Outras empresas como a Casa da Moeda também fazem parte do pacote.

“Imagina uma empresa que faz a impressão de todo o papel moeda de um país ser vendida para iniciativa privada? O Brasil vai entregar a fabricação do seu dinheiro para uma empresa estrangeira?”, questiona o Secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, que alerta: “Vai perder o controle da sua moeda. Nenhum país faz isso”.,

Ainda segundo o dirigente, a campanha terá um papel fundamental na luta contra as privatizações já que o tema está sendo pautado pelo governo Bolsonaro de forma acelerada porque o “mercado se revoltou com a troca de presidente da Petrobras e isso mexe com recursos dos investidores”.

Roni explica que o mercado e os acionistas da Petrobras estão indignados com a possiblidade da mudança dos reajustes, que pode tirar parte do lucro da venda de refinarias.

Roni diz ainda que Bolsonaro não tem projeto e “atua aos solavancos colocando a economia mais em risco com privatizações sem nenhum projeto e sem nenhuma regulamentação”

“Pretendemos fazer com que a sociedade se levante contra esse crime, contra o patrimônio e contra o povo brasileiro ” ele diz.

A campanha “Não deixem vender o Brasil” é realizada pela CUT, sindicatos, federações e confederações filiadas. 

 Veja a live de lançamento da campanha: 

 

Publicado em Economia

O desmonte da Petrobrás segue a toque de caixa pelo governo Bolsonaro. Só na última semana anunciaram a venda da Refinaria Landulpho Alves e a terceirização das plataformas de P-48 e P-62. Diante dos ataques que a categoria vem sofrendo, o Sindipetro-NF realiza nesta terça e quarta, 16 e 17 de fevereiro, assembleias para avaliar os indicativos de aprovação de manifesto contra o desmonte do Sistema Petrobras e do estado de Assembleia Permanente.

A votação será híbrida. Os petroleiros e petroleiras que estiverem embarcados podem realizar assembleias seguindo os parâmetros das reuniões, DDS e outras atividades realizadas a bordo. As atas deverão ser enviadas até às 12h do dia 18 de fevereiro.

Os filiados ao sindicato poderão votar on line a partir das 08h do dia 16 até às 20h do dia 17 de dezembro. Os não filiados votarão conforme os itens abaixo:

  1. l) Aprovação de manifesto em apoio aos trabalhadores da RLAM e das unidades ameaçadas pela atual política danosa da Petrobrás; 
  2. II) Aprovação do estado de Assembleia permanente

Leia a íntegra do manifesto:

Manifesto dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense 

Nós, petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense, denunciamos neste manifesto que o Povo Brasileiro está sendo assaltado pela atual gestão da Petrobrás aliada ao governo federal.

Começou em 2016 um processo de desmanche da Petrobrás, impedindo a geração de empregos, fazendo a renda dos trabalhadores cair, e minimizando a arrecadação dos estados e municípios. Tudo isso só piorou no governo Bolsonaro.

Nos últimos 2 anos 36 unidades da Petrobrás foram doadas à iniciativa privada, a preço irrisório, algumas por menos que o valor de um apartamento, exportando para fora do país emprego e renda. Isso deteriora as cidades. A cidade de Macaé que já chegou a ter mais de 10 bases da Petrobrás, atualmente conta com somente 3.

Tudo isso fruto de roubo do patrimônio público.

A gestão Castelo Branco acelera a saída da Petrobrás da área de refino, fazendo da Petrobrás a única empresa de petróleo que não quer ter refinarias nem postos de combustíveis. Nos últimos dias venderam a RLAM, segunda maior refinaria do Brasil, por menos da metade do seu valor.

Manifestamos nosso total apoio à greve dos petroleiros e petroleiras da RLAM na greve contra a sua privatização!

Importantes campos de produção na Bacia de Campos tem suas vendas anunciadas, com o falso argumento da necessidade de dinheiro para investir em outras áreas. Nos que ficam, petroleiros terceirizados tem seus salários achatados ao mínimo, corte de planos de saúde e precarização das condições de trabalho. Colocam em risco a vida de milhares de petroleiros ao substituir os operadores de lastro das plataformas por oficiais da Marinha Mercante que desconhecem a operação, só para agradar os militares do governo Bolsonaro. Esta mesma gestão mata trabalhadores ao descumprir recomendações de combate à Covid-19, e agora anuncia um “projeto piloto” de terceirização de tudo a bordo de P-48 e P-62.

Denunciamos também a forma covarde com que a Petrobrás assaltou os salários dos nossos aposentados e pensionistas no início deste ano. Trabalhadores que deram o seu sangue e suor pela empresa tiveram descontos abusivos sobre um suposto saldo devedor prescrito, ocasionando contracheques zerados ou com valores mínimos.

Exigimos transparência nos valores descontados!

Hora da reorganização.

Após uma grande greve no início de 2020 a pandemia assolou o nosso país e de forma brutal a nossa categoria. Mas este ano os petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense iniciam uma nova organização, para defender não somente seus empregos, mas também uma Petrobrás que respeite os trabalhadores, e que atue de forma a priorizar os interesses do seu principal acionista: O Povo brasileiro!

#Petrobrasfica

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros das plataformas de P-48 e P-62 andam inseguros com a informação de que a Petrobrás solicitou um estudo prévio sobre a terceirização das operações das unidades. Em nenhum momento o Sindipetro-NF foi consultado pela empresa, mas diante da informação absurda e o contato que tem mantido com os trabalhadores, procurou o RH da empresa para mais informações.

A gerência por sua vez usou um discurso superficial e disse que a terceirização está em fase de projeto piloto e que o intuito não é de economizar. Na visão do sindicato, o intuito dessa gestão bolsonarista é como eles próprios dizem: “passar a boiada” e colocar a empresa em situação de terra arrasada.

“Ja visitei empresas de petróleo como a Modec, SBM e BW e todas elas mantem sua área operacional com 100% de pessoal próprio. É um absurdo o que esses entreguistas estão fazendo com a Petrobrás. Não se terceiriza a operação de uma unidade ou embarcação!” – afirma o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

O Sindipetro-NF irá solicitar uma reunião emergencial e oficial com a gestão da Petrobrás para esclarecer os fatos e já se reuniu com a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Companhia, Rosângela Buzanelli, para que isso também seja colocado em reunião do Conselho. Também pretende realizar reuniões setoriais com os trabalhadores dessas unidades para definir estratégias de atuação, já que a empresa deu seis meses para que sejam transferidos.

A direção do Sindipetro-NF convoca a categoria petroleira a entrar nessa luta em defesa da empresa e dos seus empregos. Não adianta num momento como esse apenas os diretores do sindicato fazerem algo. É importante que todos percebam que sindicato e categoria estão do mesmo lado e que o maior inimigo é o governo que quer acabar com tudo.

Na Bacia de Campos, já foram vendidas diversas unidades. “Estamos em choque com a capacidade de essa gestão fascista tem de querer destruir tudo que a Petrobrás e os governos anteriores construíram. Só reafirmo que a categoria petroleira não aceitará esse ataque de braços cruzados. Vamos reagir!” – afirma Tezeu Bezerra.


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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.