A construção de um calendário nacional de luta contra as privatizações em curso no Sistema Petrobrás foi um dos principais pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, na última semana. Além do indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR, as assembleias convocadas pelos sindicatos irão avaliar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nas últimas semanas, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (RLAM), do Paraná (REPAR e SIX) e do Ceará (LUBNOR).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível. Por isso, a FUP e seus sindicatos querem debater com os trabalhadores nas assembleias da PLR um calendário de mobilizações, que terá início com um ato nacional, com data a ser definida pela FUP, contra a privatização da RLAM e dos terminais da Bahia, que já estão em processo avançado de venda para o fundo de investimento estrangeiro, Mubadala.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma  greve local  para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

Outra manifestação nacional indicada pela FUP é a realização de um Dia Nacional de Luta pela redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

“A reversão desse processo de desmonte e privatização aos pedaços da Petrobrás depende fundamentalmente da resistência da nossa categoria, que jamais se furtou à luta em outros momentos difíceis da nossa história. Os petroleiros são a fileira de frente nesse campo de batalha. A luta recente contra o desmonte da empresa vem sendo travada desde a greve de 2015, que resultou na construção da Pauta pelo Brasil. Precisamos que a sociedade venha junto com a gente, numa luta unitária para salvar o que ainda resta do Sistema Petrobrás. A privatização da empresa já está pesando no bolso da população, que paga preços absurdos pelos combustíveis, e vai pesar mais ainda, se as multinacionais assumirem de vez as nossas refinarias e terminais”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP]    

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O desmonte da Petrobrás na Bahia vem atingindo, de forma cruel, os trabalhadores que hoje se encontram em um beco sem saída. Os caminhos são a demissão ou a transferência para outros estados.

Pressionados, alguns trabalhadores estão sendo obrigados a se inscreverem em um plano de adesão em que seus contratos podem ser cedidos a outros órgãos governamentais.

É o caso dos inspetores de segurança patrimonial. A direção da Petrobrás fez acordo com a Polícia Federal (PF) na Bahia para ceder 20 seguranças a esse órgão. Os interessados estão se inscrevendo, mas não há ainda nenhuma garantia, pois é a Polícia Federal, após análise, que irá recrutar esses trabalhadores. Outro problema, segundo informações que chegaram ao Sindipetro, é que a transferência ainda está sujeita à aprovação de orçamento por parte da PF.

Esse tipo de transferência pode ocasionar em perdas salariais (se a pessoa passar do regime de turno para o administrativo), mas os trabalhadores estão se sujeitando porque não têm escolha. Essa, segundo eles, é pelo menos uma oportunidade para permanecer na Bahia.

É triste e revoltante o que está acontecendo no Sistema Petrobrás, que vem sofrendo um desmonte a passos largos. No lugar de fortalecer e investir, a direção da estatal está desmobilizando os setores em diversas unidades e criando um clima de pânico entre seus trabalhadores.

Essas transferências, por exemplo, estão sendo feitas sem nenhum tipo de negociação com o sindicato. A atual gestão da estatal segue com o seu plano de destruir o Sistema Petrobrás e seus trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas lançou nesta sexta, 11, cartilha e estudo internacional com versão em espanhol

[Imprensa da FUP, com informações do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas] 

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, participou nesta sexta-feira, 11, do ato de lançamento de duas publicações elaboradas pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. O material vai dar suporte não só aos trabalhadores e entidades que integram o Comitê, como também às frentes parlamentares e às demais organizações que lutam contra as privatizações e o desmonte do setor público. 

As publicações - uma em português e outra em espanhol - trazem dados e informações relevantes que reforçam a importância das empresas e serviços públicos para a sociedade. Já é possível acessar a íntegra das obras nos links abaixo e no site do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.  

O estudo do Transnational Institute (TNI) apresentado em meados deste ano, que reúne informações sobre mais de 1.400 casos bem-sucedidos de remunicipalização em mais de 2.400 cidades de 58 países ao redor do mundo, foi traduzido para o português - O futuro é público: pela propriedade pública dos serviços público - e tem prefácio assinado pelo presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, e a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, que também participa com o artigo Estado pós-pandemia e as empresas públicas.

A outra obra, já conhecida em português, é a cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos. Originalmente lançada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas em 2019, a publicação na versão em espanhol ganha na introdução trecho da carta elaborada em outubro passado durante o 1º Encontro Internacional em Defesa das Empresas e Serviços Públicos - Fórum das Américas em Defesa dos Empregos, Empresas e Serviços Públicos de Qualidade, que discutiu a organização de entidades e trabalhadores em defesa de empresas e serviços públicos na América Latina.

Confira a íntegra das publicações em:

> Estudo O Futuro é  público: pela propriedade pública dos serviços público  

> Cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos

A versão em português da cartilha Fakes & Fatos também pode ser lida aqui.

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Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

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> 17 gestores da empresa receberão CADA UM R$ 3.054.146,05 neste ano de 2020
> 1030 trabalhadores tiveram REDUÇÃO salarial
> 860 foram DESLIGADOS no último ano

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP| Texto de Guilherme Weimann |Foto: Banco de Imagens BR Distribuidora]

Pouco mais de 16 meses após a Petrobrás vender o controle da Petrobrás Distribuidora S.A. (BR Distribuidora) – a maior do setor de distribuição de combustíveis no país –, mudanças significativas já ocorreram na gestão interna da companhia. Neste período, as remunerações e bonificações aos integrantes da diretoria dispararam na mesma proporção que os salários dos trabalhadores despencaram.

No Formulário de Referência 2020, disponível no site da empresa, está detalhada a composição de todos os recursos recebidos pelos 17 administradores – nove membros do Conselho de Administração, cinco da Diretoria Estatutária e três do Conselho Fiscal –, que inclui salários, benefícios, bônus e ações. No total, neste ano, será desembolsado R$ 51.920.483,40, o que representa um pagamento anual médio de R$ 3.054.146,05 para cada executivo. Isso significa um aumento de 272% em relação ao valor dispendido no ano passado, que foi de R$ 13.954.018,97.


Leia também: BR Distribuidora completa um ano de privatização com sucateamento e fim de direitos


Por outro lado, 1030 trabalhadores tiveram reduções salariais a partir de janeiro deste ano. Alguns cortes chegaram a 50% dos honorários mensais, limite estabelecido no Acordo Coletivo assinado em fevereiro, que contou com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Além disso, apenas em 2019 houve o desligamento de 860 trabalhadores próprios, o que representou uma diminuição de 27,4% do quadro de funcionários. Para este ano, de acordo com as Demonstrações Contábeis, estava prevista a saída de mais 337 pessoas.

Desmonte

Até 2017, a Petrobrás detinha 100% da BR Distribuidora, até então subsidiária integral da estatal, quando se desfez de 29% da empresa. Não satisfeita, a gestão da petroleira vendeu mais 30% das ações da BR, perdendo seu controle acionário.

Em agosto deste ano, em plena pandemia do novo coronavírus, o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou a venda da integralidade de sua participação, que hoje é de 37,5%, por meio de oferta pública secundária de ações.

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Ato virtual nesta sexta, 11, em defesa da Caixa 100% pública é parte da luta contra o desmonte das estatais. Ato é realizado pela Contraf/CUT

[Da imprensa da Contraf/CUT]

Entidades, movimentos sindicais e associativos de todo o país se unem para um ato contra a reestruturação da Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira (11). A manifestação denuncia a reestruturação que está acontecendo no banco, sem planejamento e negociação com os empregados. O ato cobra respeito da direção e mais contratações pela Caixa. Empregados e a sociedade estão convidados a defender a Caixa 100% pública e lutar contra o desmonte.

As mudanças têm pressionados os empregados a aderirem ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e os deixado em pânico. A falta de empregados também atinge em cheio a Caixa. Mesmo com um déficit acima de 19 mil trabalhadores, as contratações não estão nos planos do banco. Sem novas contratações, a gestão prejudica os empregados, que acumulam trabalho, e compromete o atendimento à população.

Os atos acontecem durante o dia, de acordo com cada sindicato, por todo o país, com manifestações e panfletagens. Aos empregados que participarem presencialmente do ato, os movimentos sindicais orientam a vestirem-se de preto. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) disponibiliza na área restrita do seu site arquivos de materiais prontos para serem impressos.

Manifestação virtual

Haverá ainda um tuitaço, às 11h, contra a reestruturação e por mais respeito aos empregados da Caixa. Participe! Use as hastags #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil #MaisContrataçõesMenosFilas #CaixaRespeiteOEmpregado para postar contra os abusos da gestão da Caixa.

A população e os representantes da categoria também poderão se manifestar de forma virtual. Por meio do aplicativo Manif.app é possível se manifestar virtualmente e pelo link o manifestante entra diretamente na Matriz I da Caixa, o local do protesto. Ao acessar o app, a sua manifestação poderá ficar até 24 horas no local indicado.

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária da Cultura da Contraf-CUT, Fabiana Uehara Proscholdt, destacou que todos precisam participar da manifestação para defender a Caixa. “Temos que lutar contra esse desmonte. Essa mudança prejudica os empregados que estão cansados diante das jornadas extensas e metas abusivas. Além disso, afeta o atendimento à população”, afirmou Fabiana.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, a Caixa erra ao não planejar as mudanças e em não comunicar aos trabalhadores. “Até o momento não tivemos nenhuma informação oficial do que está acontecendo. E o que estamos vendo é uma medida da Caixa que está gerando pânico e insegurança entre os trabalhadores. A Caixa precisa respeitar mais seus empregados e fazer a contratação de mais trabalhadores fortalecendo o banco e o atendimento à população”, afirmou Takemoto.

Ato virtual

O ato acontece na Matriz I da Caixa, na sexta-feira (11), a partir das 11h, em Brasília (DF). O encontro será por meio do Manif.app, ferramenta criada na França por sindicalistas e utilizada em manifestações durante a pandemia de coronavírus. Com ela, a militância marca presença digitalmente no protesto.

Confira o passo a passo de como participar:

  • Acesse o link para localizar o prédio da Caixa: https://bit.ly/2IvuQki
  • Para dar um zoom: se estiver usando telefone, coloque dois dedos sobre a tela e afaste-os.
  • Se estiver usando o computador, arraste o mapa rolando o botão do mouse.
  • Clique no botão de “Manifestar!” (vermelho no alto da página e centralizado) para pousar o seu avatar e iniciar a manifestação.
  • Mova o seu avatar à vontade.
  • Preencha o campo de “slogan” com uma das nossas hastag #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil #MaisContrataçõesMenosFilas #CaixaRespeiteOEmpregado e dê um Enter para modificar seu slogan.
  • Mova o mouse sobre os outros avatares para ver os slogans dos outros manifestantes presentes.
  • Clique sobre “Parar” para encerrar a sua participação. O seu avatar ficará no mapa compartilhado durante 24 horas após a última modificação.
  • Clique sobre “Atualizar” para ver os manifestantes presentes no momento (o mapa não é atualizado automaticamente).

 

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Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

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Em mensagem aos trabalhadores do Sistema Petrobras, a Federação Única dos Petroleiros critica publicação feita pelo diretor de Governança e Conformidade da empresa em suas redes sociais, desrespeitando os brasileiros que se manifestaram contra vídeo da companhia que enaltece as privatizações.

Leia a íntegra do texto:

Incomodado com os milhares de “deslikes” no vídeo em que a Petrobrás defende a venda de ativos em seu canal no YouTube, o diretor de Governança e Conformidade da empresa, Marcelo Zenkner, usou suas redes sociais para convocar os internautas a curtirem o comercial, em uma “contra-iniciativa do bem”.  

Essa turma do “bem” nada mais é do que a rede bolsonarista patrocinada pela Petrobrás com verbas públicas que alimentaram os sites de “fake news” manipulados pelo chamado gabinete do ódio. Após ser cobrada pelo Tribunal de Contas da União, a empresa admitiu que financiou 2 milhões de anúncios com sua marca em “sites de conteúdo impróprio”.

É no mínimo questionável o fato do diretor de Governança da Petrobrás armar uma arena pública de batalha entre os que são a favor e contra a privatização da empresa, convocando uma “contra-iniciativa do bem”. Quer dizer que os petroleiros e todos os demais trabalhadores contrários ao criminoso desmonte da Petrobrás são pessoas do “mal”? É inadmissível que uma pessoa que entrou na companhia por indicação política, com salários e bônus milionários, ofenda publicamente os trabalhadores que construíram com sangue e suor o patrimônio da maior empresa nacional.

O legado de gerações de trabalhadores que deram a vida pela Petrobrás está sob ataque. Temos que ter lado nessa luta. Não se trata de bem contra o mal. O que estamos enfrentando é muito maior do que isso. É o futuro do Brasil enquanto nação que está em xeque. Todos perdem com a privatização da Petrobrás.  O lado que escolhemos nessa batalha é a favor do povo brasileiro.

Do outro lado do ringue...

Em vez de incentivar confrontos nas redes sociais, o diretor de Governança e Conformidade da Petrobrás deveria se ater às suas atribuições, pelas quais é pago a peso de ouro. Que providências a empresa tomou em relação aos recentes fatos que colocam em xeque a sua política de complience?

Na última sexta-feira, 04, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU), apontando uma série de irregularidades nos contratos da Petrobrás com escritórios de advocacia estrangeiros. A empresa é acusada de infringir a lei e regulamentos da OAB, ao contratar escritórios que não têm autorização para atuar no Brasil.

O que fez diretor Marcelo Zenkner? Queremos saber.  

Outro fato que deveria preocupar o diretor de Governança é o escandaloso acordo entre o Ministério Público Federal do Distrito Federal e a Transparência Internacional, uma ONG de combate à corrupção, que tem uma relação não tão transparente com questões que envolvem a Petrobrás. Parceira da Lava Jato, a entidade receberia R$ 270 milhões em troca da elaboração do projeto de uma entidade privada para gerir R$ 2,3 bilhões do acordo de leniência feito pelo MPF com a JBS, que prevê o pagamento de multas de R$ 10,3 bilhões ao longo de 25 anos.

O depósito milionário seria feito na última semana, mas foi suspenso pelo procurador-Geral da República, Augusto Aras, que identificou desvio de finalidade no acordo. "Evidente que uma organização privada irá administrar a aplicação de recursos de R$ 2,3 bilhões nos investimentos sociais previstos nos acordos de leniência, sem que se submeta aos órgãos de fiscalização e controle do Estado. A Transparência Internacional é uma organização não governamental sediada em Berlim. Cuida-se de instituição de natureza privada, cuja fiscalização escapa da atuação do Ministério Público Federal", afirmou Aras em seu parecer.

A Transparência Internacional está envolvida também naquele acordo escandaloso da Lava Jato que, sob o comando de Deltan Dallagnol, tentou se apropriar de R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobrás para criar uma fundação privada. O acordo, suspenso pelo STF, pode ter tido colaboração direta da ONG, cujo diretor executivo, Bruno Brandão, teria uma proximidade nada convencional com o comando da Operação Lava Jato, segundo mensagens do Telegram vazadas para o The Intercept Brasil. Reportagem recente da Agência Pública  revelou que “Dallagnol recorria a ele (Bruno Brandão) quando a imagem da operação estava em perigo ou quando queria promovê-la” e que a “ONG teve acesso e palpitou na minuta do contrato assinado entre a força-tarefa e a Petrobras para a criação de uma fundação”.

Relações perigosas

O diretor da Transparência Internacional é presença constante em eventos frequentados pelo diretor de Governança e Conformidade da Petrobrás, Marcelo Zenkner. Os dois participaram em novembro de uma videoconferência promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que teve como tema “Estratégias Globais para Reduzir a Corrupção – como e por que o compliance importa“. Em junho, estiveram em outro webinar. Bruno Brandão e Zenkner também participam frequentemente de fóruns internos e seminários realizados pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci). Em março, estiveram lado a lado em um evento da entidade, cujo case abordado foi o “Projeto de Implementação dos Controles Internos em Municípios Receptores de Royalties de Petróleo – parceria Conaci x Petrobras”.

Nos eventos que participa, o diretor de Governança da Petrobrás sempre chama atenção para a sua trajetória profissional e a importância do trabalho que exerce, ressaltando os objetivos de um eficiente sistema de complience: “Prevenir, detectar e corrigir desvios, fraudes, irregularidades e quaisquer outros atos ilícitos pelo cumprimento e observância de todas as regras, leis, procedimentos, regulamentos e controles a que a organização está sujeita”. Soa, portanto, estranho o fato dele estar mais preocupado em pedir ajuda aos bolsonaristas para defender um vídeo no YouTube, do que explicar o silêncio da gestão da empresa perante fatos graves que colocam em xeque a política de complience que está sob a sua responsabilidade.

Nota da Federação Única dos Petroleiros

 

 

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Governo do PSDB anuncia leilão da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE-D) através da oferta de um loie único de cerca de R$ 44.900,00

[Com informações da CUT-RS e do site Sul 21 | Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini]

O Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul publicou, nesta terça-feira (8), o edital para a privatização da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) e o aviso de leilão da empresa, segundo reportagem de Marco Weissheimer, do Sul21.

De acordo com a matéria, o edital, assinado pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur de Lemos Júnior, estabelece as regras para a alienação do controle da CEEE-D, por meio da oferta de um lote único aproximado de R$ 44.996.190,  bem como de ações ordinárias e preferenciais de, no mínimo, 65,92% do capital social total da CEEE-D.

O edital também estabelece que o valor econômico mínimo para as propostas será de 50 mil reais, diz o texto, que segue, pontuando: A data da entrega das propostas está marcada para o dia 29 de janeiro de 2021, das 9h às 12h, na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, em São Paulo. A sessão pública do leilão com a abertura das propostas ocorrerá no dia 3 de fevereiro de 2021, no mesmo local. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, foi designada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) como responsável pela execução e acompanhamento do processo de privatização da CEEE-D.

Segundo o repórter, a bancada do PT na Assembleia Legislativa encaminhou, no dia 19 de novembro, ao procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, um documento com a denúncia de que todo o patrimônio da CEEE-D será vendido por um valor muito abaixo do que vale ao mesmo tempo em que o Estado, governado por Eduardo Leite (PSDB) abre mão de impostos e investe grande montante de recursos públicos para viabilizar a transação.

O documento assinado pelos deputados Edegar Pretto, Fernando Marroni, Jeferson Fernandes, Luiz Fernando Mainardi, Pepe Vargas, Sofia Cavedon, Valdeci Oliveira e Zé Nunes, aponta problemas no modelo adotado para a alienação, que indicam, possível ocorrência de irregularidades administrativas, com prejuízos ao patrimônio público. Os parlamentares petistas manifestaram surpresa com o anúncio de que o preço de venda terá um valor mínimo de R$ 50.000, afirma o repórter.

“No primeiro momento imaginamos que tínhamos ouvido mal o valor, mas é isso mesmo. Queremos ouvir que tipo de procedimento podemos ter por parte do MPC, uma vez que há nítida desistência de valores e para o povo gaúcho resta a preocupação com a prestação de serviços e tarifas pelos próximos 30 anos”, afirmou o deputado Jeferson Fernandes ao Sul21.

Confira aqui a íntegra da matéria.

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Continuando a sequência de vídeos da campanha #PetrobrasFicanoCE, a equipe de produção do Nigéria Filmes e o Sindicato dos Petroleiros registram a importância das plataformas marítimas localizadas no município de Paracuru, a 90 km da capital cearense.

O vídeo conta com depoimentos de líder comunitário, ex-petroleiro, ambientalista, entre outros cearenses. 

ENTENDA

Em parceria com a Nigérias Filmes, o Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí lançará, ao longo das próximas semanas, curtas audiovisuais sobre a importância da Petrobrás para o estado e para o povo do Ceará. Serão vídeos distribuidos nas redes sociais que mostram a relação do nosso povo, do desenvolvimento e das vidas das pessoas com a Petrobrás.

Assista, curta, compartilhe e envie para outras pessoas.

Acesse o canal do Sindipetro no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCRQsVWjmuHAXbYwPz5tP5oA/featured

[Da imprensa do Sindipetro-CE/PI | Foto: divulgação]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.