Nesta sexta-feira, 22, Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, os petroleiros das bases da FUP se manifestaram em todo o país contra os ataques do governo Bolsonaro, que quer meter a mão na aposentadoria dos brasileiros, fazendo um ajuste fiscal às custas dos trabalhadores.

Outros ataques contra o povo brasileiro já estão em curso, como a Medida Provisória 873, editada durante o carnaval, cujo objetivo é asfixiar os sindicatos, que são as entidades que podem organizar e mobilizar os trabalhadores contra a retirada de direitos, as privatizações e demais ataques do governo Bolsonaro.

Os petroleiros são uma das categorias mais organizadas do país e, não foi por acaso, que os gestores do Sistema Petrobrás anunciaram a suspensão do desconto em folha das mensalidades sindicais no mesmo dia em que o presidente da empresa afirmou publicamente que a venda da estatal “foi sempre um sonho”.

Nos atos desta sexta-feira, os dirigentes da FUP enfatizaram que a luta contra o fim da Previdência Social está diretamente ligada à resistência aos ataques contra as organizações sindicais e as privatizações. 

> Veja as fotos abaixo

#LutePelaSuaAposentadoria

O que o governo está propondo não é reforma e sim o fim da previdência pública. Bolsonaro quer tirar da Constituição o direito à aposentadoria e a outros benefícios de seguridade social. O trabalhador terá que depositar parte de seu salário em um fundo individual que será administrado por bancos privados. Nem o governo e nem os patrões serão obrigados a contribuir. Os bancos, que já devem fortunas ao INSS, ainda receberão parte do salário dos trabalhadores para administrar o fundo. 

Os aposentados não terão a garantia de reajuste dos benefícios, como hoje é assegurado pela Constituição. E os que esperam se aposentar, terão que contribuir por 40 anos para poder garantir 100% do benefício.

Regime de capitalização levou chilenos ao suicídio

O regime de capitalização que o governo Bolsonaro quer aprovar ao acabar com a Previdência Social já fracassou em vários lugares do mundo. Pelo menos 18 países voltaram atrás e substituíram esse modelo. No Chile, o regime de capitalização, foi implantado em 1981, em plena ditadura militar, e o resultado é uma avalanche de suicídios entre os idosos que não conseguem sobreviver com os benefícios que recebem. Mais de 40% dos aposentados no Chile estão abaixo da linha de pobreza e 80% recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a R$ 694,00, que corresponde, em média, a 33% do salário quando estavam na ativa. 

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, dos atos pelo país

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Publicado em Movimentos Sociais

Na sexta-feira, 22 de março, Dia de Luta em Defesa da Previdência, os petroleiros da Bahia realizaram mobilizações na unidade de Taquipe, na FAFEN e no EDIBA.

Em Taquipe, o ato teve duração de três horas de duração e contou com a participação de trabalhadores diretos, e terceirizados em apoio à luta contra a reforma da Previdência, contra a privatização do Sistema Petrobrás, contra o fechamento da FAFEN e em defesa dos direitos e empregos.

Em Salvador, os petroleiros também participaram de outro ato, na Rótula do Abacaxi, em conjunto com diversas categorias, mostrando força e unidade, empunhando bandeiras e com gritos de luta contra a aprovação desse projeto de reforma da Previdência, que tornará inalcançável a aposentadoria e irá reduzir os benefícios.

Revolta e solidariedade

Nessas mobilizações foi consenso entre a categoria petroleira a insatisfação com o atual governo e a certeza de que os sindicatos devem ser fortalecidos para que possam enfrentar os ataques desse governo de extrema direita. Os petroleiros e petroleiras criticaram a Medida Provisória 873, que tem o claro objetivo de estrangular economicamente os sindicatos impedindo-os de fazer a luta contra a reforma da Previdência, contra a privatização da Petrobrás e pela garantia dos direitos dos trabalhadores.

Muitos petroleiros, associados ou não, procuraram os diretores do Sindipetro para poderem contribuir e fortalecer a entidade sindical. Segue abaixo os dados da conta para quem também quer contribuir.

 
Caixa Econômica Federal
Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia
CNPJ – 15.532.855/0001-30
Agência – 0064
Op – 013
Conta Poupança – 00051133-2


[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas do país contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício, prejudicando milhões de pessoas, especialmente os que começam a trabalhar mais cedo, e os idosos que vivem em situação de miserabilidade.

É o esquenta para a greve geral que a CUT e demais centrais vão organizar se o governo insistir em manter a tramitação da proposta que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres terem direito ao benefício.

A FUP e seu sindicatos estarão inseridos nas mobilizações e pela manhã realizaram atos e assembleias nas unidades do Sistema Petrobrás, alertando os trabalhadores para as perdas de direitos, privatizações e ataques do governo Bolsonaro às organizações sindicais.

Os metalúrgicos e metalúrgicas da Ford e da Mercedes-Benz realizaram assembleias, às 6h30, e aprovaram a participação na greve geral, que pode ser convocada pela CUT e demais centrais sindicais a qualquer momento para barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) da reforma da Previdência do governo. Em seguida, seguiram em passeata pelas ruas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Panfletagens, assembleias no local de trabalho, diálogo com a população e atos ocorreram em diversas cidades do país, como em Fortaleza, onde se reuniram mais de 30 mil pessoas, e em Campo Grande, onde 10 mil pessoas protestaram contra a reforma e em defesa do direito à aposentadoria do povo trabalhador.

Os ônibus da capital paulista, de Salvador, de Natal e de Guarulhos não circularam por algumas horas na manhã desta sexta (22) porque os motoristas e cobradores decidiram mostrar que são contra a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Já os trabalhadores e trabalhadoras dos ônibus que circulam na Região Metropolitana de Recife vão parar as atividades às 15h para se unir as demais categorias profissionais – metalúrgicos, bancários, professores, metroviários, servidores públicos federais, municipais e estaduais, entre outras – no ato em defesa da aposentadoria, na Praça do Derby, no centro da capital pernambucana.

A mobilização também ocorreu nas redes sociais, o que ajudou a fortalecer ainda mais a luta dos trabalhadores e trabalhadoras nas ruas. Minutos após ser postada, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, criada pelos organizadores do Dia Nacional em Defesa da Previdência, já estava em primeiro lugar no trending topics do Twitter no Brasil, onde permanece há mais de duas horas.

E as mobilizações não acabaram. Ao longo de todo o dia ocorrerão atos em diversos locais. Mais de 126 cidades confirmaram ações neste dia 22 de março.

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, e participe!

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Sindicatos e movimentos sociais realizam hoje, em todo o País, centenas de atos e outras formas de mobilização nas maiores cidades para chamar a atenção da população para os ataques às aposentadorias e pensões. No Norte Fluminense, o Sindipetro-NF chama a categoria a participar de atos em Campos dos Goytacazes, Macaé e Rio das Ostras.

Em Macaé, o protesto será às 10h, na Praça Veríssimo de Melo — com concentração em um café da manhã coletivo e diálogo com a população, seguido de passeata até a sede do INSS no município. Em Campos dos Goytacazes, haverá atos em dois horários: às 10h e às 16h, no Calçadão. E em Rio das Ostras, a manifestação será às 15h30, na Praça José Pereira Câmara.

No Rio de Janeiro diversas categorias irão se mobilizar, cada uma a sua maneira, desde as primeiras horas do dia para debater a pauta diretamente em suas bases e com a população em geral. Acontecerá um ato unificado no fim da tarde que caminhará da Igreja da Candelária até a Cinelândia, tendo início às 16 horas e previsão de término às 22h.

Os protestos desta sexta-feira fazem parte de um grande esforço para contrapor a propaganda do governo e da grande mídia de que a “reforma” da Previdência é necessária para o País. Confira abaixo alguns dos ataques embutidos na proposta enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional. Materiais de campanha e mais informações estão disponíveis no site reajaagora.org.br.

Os ataques

1 Exclui ou retarda o acesso à aposentadoria e demais direitos previdenciários.

2 Reduz o valor dos benefícios.

3 Transfere progressivamente parte ou todo o fundo público para o sistema financeiro privado e ampliar a desoneração do setor empresarial.

4 Prejudica principalmente os mais precarizados no mercado.

5 Ignora o enorme contingente de trabalhadores informais que hoje estão excluídos da previdência.

6 Aumenta as restrições de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

7 Revê o pacto construído na sociedade na Constituição Federal de 88 (de universalidade, solidariedade, capacidade contributiva, financiamento tripartite (empregadores+ trabalhadores+ Estado), diversidade na base de financiamentos e consideração de desigualdades).

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Petroleiros próprios e terceirizados da Recap , em Mauá, cruzaram os braços por duas horas na manhã desta sexta-feira, 22, no ato convocado pela CUT e demais centrais sindicais em Defesa da Previdência. O movimento de hoje foi um esquenta para a greve geral que os trabalhadores farão, caso Bolsonaro insista em aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019), de reforma da Previdência, que vai acabar com o direito de aposentadoria dos brasileiros.

Na Replan, na Portaria Sul, principal acesso à refinaria, centenas de petroleiros, participaram do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

A categoria engrossa o coro contra a cruel proposta da reforma da Previdência, de Bolsonaro, que vai dificultar a aposentadoria dos trabalhadores e exigir que se trabalhe muito mais para ganhar bem menos, caso o brasileiro consiga se aposenta.

 

 

No terminal de Barueri e em outras bases do Unificado, também os trabalhadores/as se mobilizaram para protestar.

A CUT e demais centrais sindicais estão organizando grandes atos pelo país. No final da tarde desta sexta a mobilização irá ocorrer na avenida Paulista, a partir das 17 horas. Dirigentes e militantes do Unificado estarão presentes para protestar contra a reforma da Previdência.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

A chuva ralinha, acompanhada de um friozinho típico do outono, não esfriou os ânimos dos petroleiros paranaenses na manhã desta sexta-feira (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Aposentadoria.

Os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, atenderam à convocação do Sindipetro PR e SC e participaram do protesto contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro e contra a privatização do Sistema Petrobrás.

A manifestações durou pouco mais de duas horas e atrasou a entrada do turno e do expediente administrativo.

Outro ato foi realizado na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul-PR. Lá os petroleiros fizeram um atraso no expediente e no turno de cerca de uma hora, com as mesmas pautas.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, é hora de arregaçar as mangas e ir à luta para impedir a agenda de retrocessos do governo Bolsonaro. “Se quisermos manter nossos direitos, temos que fazer muita mobilização, tomar as ruas em protestos e construir a greve geral. Acabar com a aposentadoria por tempo de serviço, colocar idade mínima próxima à expectativa de vida e ainda exigir 40 anos para concessão de 100% do benefício significa acabar com a previdência pública brasileira. Vamos lutar até as últimas consequências para barrar essa nefasta proposta de reforma”, afirmou.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

reforma da Previdência dos militares que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) entregou nesta quarta-feira (20) ao Congresso Nacional chamou mais a atenção pelas propostas de aumentos salariais, gratificações e adicionais do que pelas alterações nas regras para concessão da aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas.

A primeira contradição entre o que o governo Bolsonaro diz e o que faz foi o fator economia. Há um mês, quando levou ao Congresso a dura proposta de reforma da Previdência dos trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada e do setor público, o governo disse que o corte nos gastos com a reforma da Previdência dos militares seria de R$ 92,3 bilhões em dez anos.

No texto apresentado ontem, a economia caiu para R$ 10,45 bilhões em dez anos. Esse valor equivale a apenas 1% da economia que o governo fará se as mudanças na Previdência dos trabalhadores e trabalhadoras civis - da iniciativa privada e servidores - forem aprovadas pelos deputados e senadores. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) dificulta a concessão da aposentadoria e reduz o valor do benefício, restringe o pagamento do PIS para trabalhadores que ganham apenas um salário mínimo, reduz benefícios de viúvas e órfãos, entre outras perversidades. Com isso, o governo prevê economizar mais de R$ 1 trilhão.

Já a reforma da Previdência dos militares pode gerar uma economia de R$ 97,3 bilhões em dez anos, segundo o governo. O que eles não dizem é que a reestruturação das carreiras custará R$ 86,85 bilhões no mesmo período. Portanto, a economia será pífia. Mas, para o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o projeto “faz justiça” com as Forças Armadas, que desde 2001 vinham sendo “preteridas”.

A proposta de reforma da Previdência dos militares prevê aumento da alíquota previdenciária de 7,5% para 10,5% gradualmente até 2022 e a elevação do tempo de atividade de 30 para 35 anos para os novos militares. Quem está na ativa pagará um “pedágio” de 17% sobre o tempo que falta hoje para a reserva. A proposta ainda restringe a lista de dependentes de pensão e plano de saúde.

Para aceitarem as alterações na aposentadoria, no entanto, os militares foram agraciados com a reestruturação que prevê aumentos dos adicionais concedidos por cursos de habilitação (o porcentual máximo passa de 30% para 73%). Além disso, o governo criou um adicional de disponibilidade, que pode chegar a 32% do soldo. A ajuda de custo quando o militar vai para a reserva dobrou de 4 para 8 soldos. Essas mudanças devem representar aumento de 5% na folha salarial dos militares, que hoje é supera os R$ 80 bilhões.

A proposta também prevê aumento nos soldos de soldados, cabos e cadetes, que estão na base da carreira, entre outros, e garante que os oficiais generais das três forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) que estão na reserva e na ativa poderão incorporar ao soldo a gratificação de 10% de “representação”.

Reestruturação

Adicional para cursos de qualificação

Como é: Altos Estudos Categoria I: 30% 

              Altos Estudos Categoria II: 25%

              Aperfeiçoamento: 20%

              Especialização: 16%

              Formação: 12%.

Como fica: Altos Estudos Categoria I: 73%

                  Altos Estudos Categoria II: 68%

                  Aperfeiçoamento: 45%

                  Especialização: 26%

                  Formação: 12%.

Adicional de disponibilidade

Como é: não existe.

Como fica: governo criou um adicional para militares porque eles ficam  disponíveis para deslocamentos. Percentual que varia de 5% (praças) a 32% (coronel).

Bônus para ir para reserva

Como é hoje: 4 vezes o valor do salário.

Como fica: sobe para 8 vezes o valor do salário.

Aposentadoria 

Alíquotas

Como é: 7,5% sobre o rendimento bruto (pensionistas, alunos de cursos de formação, cabos e solados não pagam).

Como fica: sobe gradualmente até atingir 10,5% em 2022 (todos os beneficiários vão pagar).

Tempo de serviço

Como é: 30 anos.

Como fica: 35 anos (transição para os que estão na ativa vai ser de 17% da quantidade de anos que falta para se aposentar).

Idade limite para ir para reserva

Como é: 44 a 60 anos de acordo com o posto ou graduação.

Como fica: 50 a 70 anos.

[Via CUT/Por Marize Muniz]

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reforma da Previdência do governo Bolsonaro (Proposta de Emenda à Constituição 006/2018) tem um item que estabelece a demissão de servidores celetistas aposentados que continuam trabalhando nas estatais. Apesar de concursados, esses trabalhadores e trabalhadoras são contratados por empresas como PetrobrasEletrobrasCaixa Econômica Federal (CEF), Correios e Banco do Brasil, entre outras empresas de economia mista, pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além da demissão, a PEC prevê que esses servidores e servidoras vão perder o direito de receber a multa de 40% do total que tiverem depositado em suas contas individuais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Para fazer essas mudanças, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) propõe na PEC a alteração de parágrafo 10º do artigo 37 da Constituição, que trata da estrutura da administração pública.

Segundo este artigo, apenas servidores públicos estatutários estão proibidos de receber simultaneamente aposentadoria e remuneração decorrente de cargo, emprego ou função pública. Já os servidores públicos celetistas concursados, hoje, não podem ser demitidos em razão de aposentadoria voluntária, quando o trabalhador ou trabalhadora atinge os requisitos para obter o benefício.

Com o objetivo de acelerar o enxugamento do quadro de funcionários das empresas públicas de economia mista para agradar o mercado financeiro antes de privatizá-las, o governo quer, com esta medida, mudar a lei e demitir todos os aposentados celetistas.

Atualmente, a administração pública federal tem 451.714 funcionários, sendo que 67,7 mil (15%) foram contratados pelo regime da CLT, têm mais de 56 anos, já se aposentaram ou preenchem os requisitos para a aposentadoria, segundo o Boletim de Empresas Estatais Federais, de 2018, do extinto Ministério do Planejamento, hoje vinculado ao Ministério da Economia, comando pelo banqueiro Paulo Guedes.

Se todos esses trabalhadores e trabalhadoras forem demitidos, o funcionamento da máquina pública será seriamente afetado, garantem sindicalistas.

A Petrobras, por exemplo, tem no total 13 mil trabalhadores aposentados que continuam trabalhando ou estão aptos a se aposentar, diz o coordenador da Federação Única dos Trabalhadores (FUP), José Maria Rangel.

Segundo ele, os números mostram que se esse item da PEC for aprovado várias refinarias da Petrobras, entre as 10 que a empresa possui, podem parar por falta de funcionários. “Com certeza, uma das que parariam é a refinaria de Duque de Caxias (RJ). Lá, quase o total dos 1.300 trabalhadores são celetistas. São operadores e técnicos que colocam a refinaria em funcionamento”, alerta o dirigente da FUP.

Para a representante dos funcionários no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Rita Serrano, as demissões de celetistas aposentados podem colocar em perigo a governança das empresas. Na CEF, diz a dirigente,10% dos 80 mil funcionários são celetistas.

“São pessoas que trabalham há mais de 30 anos na empresa. Elas detêm um conhecimento que vai embora com elas, se não houver um processo de transição”.

Segundo Rita, o mundo ideal seria aquele em que todos recebessem um benefício de acordo com o padrão de vida que têm na ativa para poder viver com dignidade quando se aposentassem, não é o que acontece, por isso, muitos continuam trabalhando.

A dirigente diz ainda que muitos trabalhadores da CEF se aposentaram mais cedo com medo da reforma da Previdência, inclusive perdendo valor por causa do fator previdenciário (que diminui o valor do benefício conforme a idade e o tempo de contribuição).

É uma perversidade em cima da outra, diz Rita Serrano, sobre as demissões e a extinção do pagamento da multa de 40% do FGTS dos aposentados.

“Cortar o FGTS só favorece a empresa e cria um trabalhador de segunda classe, mesmo ele sofrendo a mesma pressão por metas e resultados”.

Já para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, o não pagamento da multa do Fundo de Garantia parece ser uma chantagem do governo que coloca um “bode na sala” para desviar a atenção do pacote de maldades como um todo.

“É mais um absurdo entre tantos. Precisamos estar alertas porque este é apenas mais um dos direitos que Bolsonaro quer tirar dos trabalhadores com a reforma da Previdência. É mais um ‘bode na sala’. A reforma tem de ser combatida como um todo”.

O mesmo alerta faz a Secretária de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa. Para ela, o governo Bolsonaro além de colocar em risco o funcionamento de estatais importantes para a defesa da soberania nacional, faz uma verdadeira caça aos direitos dos trabalhadores. “Bolsonaro tenta camuflar na reforma da Previdência outras medidas que impactam na vida do trabalhador”. 

“Além da reforma da Previdência, ele está tentando aprofundar a reforma Trabalhista, como fez o golpista Michel Temer, e ainda fazer uma reforma sindical ao mexer em direitos que estão na Constituição”, diz Graça Costa, se referindo a MP 873.

A dirigente da CUT afirma ainda que as medidas do governo Bolsonaro colocam em risco a economia brasileira. Segundo ela, “a cada iniciativa desse governo, aumenta o desemprego, vai quebrando a Previdência porque cada vez menos o trabalhador consegue ter condições financeiras para contribuir com o INSS. Bolsonaro está desidratando a economia do país por todos os lados”.

Para a secretária, só um caminho: ir para as ruas no próximo dia 22 (sexta-feira) contra a reforma da Previdência e fortalecer a campanha da CUT “Reaja Agora” 

“Precisamos resistir e avançar mais, senão a classe trabalhadora vai ter uma redução significativa de seus direitos nos próximos anos”, diz a dirigente, que acrescenta: É preciso repudiar os atos de Bolsonaro porque suas decisões afetam negativamente a economia do país de tal forma que parece que ele não está em seu juízo perfeito.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

Nesta sexta-feira, dia 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, a CUT, demais centrais e movimentos sociais vão as ruas de todo o país para lutar contra a propsota de reforma da Previdência do governo de jair Bolsonaro (PSL) que, na prática, acaba com as chances de milhões de trabalhadores e trabalhadoras de se aposentar.

A FUP e seu sindicatos estarão inseridos nas mobilizações e farão atos e assembleias nas unidades do Sistema Petrobrás, alertando os trabalhadores para as perdas de direitos, privatizações e ataques do governo Bolsonaro às organizações sindicais.

Já tem atos, panfletagens e outras ações marcados em 126 cidades de todo o Brasil: 26 em capitais dos Estados, uma em Brasília e 99 em cidades das regiões metropolitanas ou no interior dos estados (confira a lista abaixo).

A mobilização desta sexta é um esquenta para a greve geral que a classe trabalhadora vai fazer caso Bolsonaro insista em aprovar essa reforma perversa que dificulta o acesso à aposentadoria, reduz o valor dos benefícios, prejudica mais os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, que entram mais cedo no mercado de trabalho, em especial dos trabalhadores mais pobres.

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) milhares de trabalhadores e trabalhadoras não vão conseguir se aposentar e muitos se aposentarão com benefícios de menos de um salário mínimo. E os que já estão aposentados terão o valor dos benefícios achatados. A reforma de Bolsonaro é muito pior do que a do ilegítimo Michel Temer (MDB).

A PEC impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) se aposentarem, aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para receber benefício parcial e acaba com a vinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo. Isso significa que os reajustes dos aposentados serão menores do que os reajustes dos salários mínimos. E mais: a reforma de Bolsonaro prevê que a idade mínima aumentará a cada quatro anos a partir de 2024. Ou seja, a regra para que um trabalhador possa se aposentar no futuro poderá ficar ainda pior.

Confira a lista de atos marcados no seu estado: 

ACRE | ALAGOAS | AMAPÁ | AMAZONAS | BAHIA | CEARÁ | DISTRITO FEDERAL | GOIÁS | MARANHÃO | MATO GROSSO | MATO GROSSO DO SUL | MINAS GERAIS | PARÁ | PARAÍBA | PARANÁ | PERNAMBUCO | PIAUÍ | RIO DE JANEIRO | RIO GRANDE DO NORTE | RIO GRANDE DO SUL | RONDÔNIA | RORAIMA | SANTA CATARINA | SÃO PAULO | SERGIPE | TOCANTINS 

[Com informações da CUT]

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Para barrar a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e garantir o direito à aposentadoria da classe trabalhadora brasileira, a CUT lança, nesta sexta-feira (15), mais uma ferramenta de luta e mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) que praticamente acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros.

O site ‘Reaja Agora’ permite aos trabalhadores e trabalhadoras se informarem sobre as principais alterações que o governo quer fazer nas regras da aposentadoria e como elas afetarão a vida de cada um. O site também dá acesso a uma calculadora, o chamado ‘Aposentômetro’, para que todos possam calcular e comparar quanto tempo falta para se aposentarem com as atuais regras e com as regras propostas por Bolsonaro, caso o Congresso Nacional aprove a PEC.

Todos e todas também poderão baixar diversos materiais, como panfletos, cards, vídeos e áudios, que podem ser usados para explicar as maldades da reforma em casa, no local de trabalho, nas ruas, nas redes e durante as mobilizações.

O secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, explica que o Reaja Agora’ tem o objetivo de fornecer informações para que os trabalhadores e trabalhadoras compreendam as consequências de não lutar para barrar essa nefasta reforma de Bolsonaro.

“A sociedade brasileira precisa ter a consciência de que, se essa reforma for aprovada pelo Congresso Nacional, é definitivamente o fim do direito à aposentadoria, é a condenação dessa e de futuras gerações à miséria”, alerta.

“E o site que a CUT acaba de lançar é mais uma ferramenta para informar e esclarecer a população sobre o que está em jogo. É uma forma de sensibilizar os trabalhadores a lutarem pelos seus direitos”.

Para Roni, a reforma de Bolsonaro vai exigir um tempo mínimo de contribuição que será impossível o trabalhador e a trabalhadora atingir. O dirigente se refere à obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e o aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos para receber apenas 60% do valor do benefício - para ter acesso ao benefício integral, o trabalhador ou a trabalhadora terá de contribuir por pelo menos 40 anos.

“O governo não dá condições de emprego e ainda altera a legislação para criar trabalhos precários, sem qualquer estabilidade para o trabalhador, como ele vai conseguir atingir essas exigências?”, questiona Roni.

O site

Ao acessar o site ‘Reaja Agora, os trabalhadores e trabalhadoras terão acesso ao ‘Aposentômetro’ e ao texto de abertura que resume os principais impactos causados pela reforma de Bolsonaro. Há também os textos específicos, com explicações mais detalhadas sobre cada ponto do projeto.

Tem informações para todos os assuntos, que estão divididos nos seguintes temas: Regime Geral – setor privado; servidores públicos; capitalização da previdência; regras de transição; mulheres; professores; trabalhadores rurais; aposentados e pensão por morte; Benefício de Prestação Continuada (BPC); aposentadoria por invalidez; pessoa com deficiência; FGTS; e Abono Salarial – PIS/PASEP.

Há também a possibilidade de o trabalhador aprofundar seus conhecimentos sobre cada assunto acessando as matérias relacionadas, com análises políticas e econômicas de especialistas.

Além disso, é possível acessar e baixar os materiais de análise do Dieese que subsidiaram todo o conteúdo explicativo do site. Há duas versões logo abaixo de cada explicação: uma mais resumida e outra completa e detalhada.

 Na Pressão

O secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, explica que outra ferramenta que estará disponível no site é a plataforma ‘Na Pressão’, lançada pela CUT no ano passado e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais.

Segundo Roni, a plataforma foi atualizada com as informações dos deputados e senadores eleitos em 2018 e será utilizada com mais intensidade se os parlamentares ameaçarem a avançar com a PEC da reforma no Congresso Nacional.

“Os trabalhadores e trabalhadoras podem começar a pressionar desde já. Intensificaremos essa pressão se os deputados e senadores sinalizarem que vão votar a reforma”, explica.

Para o secretário de Comunicação da CUT, a pressão nas redes é tão importante quanto a ação nas ruas, nos aeroportos e nas bases eleitorais dos deputados e senadores.

“Eles [parlamentares] sabem dos impactos eleitorais ao acabar com a aposentadoria de milhões de trabalhadores. Por isso, o site ‘Na Pressão’ também é uma importante ferramenta de luta, assim como as ações de rua".

O site Na Pressão possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor da reforma da Previdência de Bolsonaro pelo link "Ativar Ultra Pressão".

Ao clicar na foto individual do parlamentar, é possível acessar informações completas, como partido, estado e até mesmo contato para envio de mensagens por meio do WhatsApp.

[Via CUT]

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