A comissão da FUP que está discutindo o regramento do teletrabalho com os gestores do Sistema Petrobrás participou nesta sexta-feira, 21, da quarta reunião de negociação com a empresa. O tema principal foi saúde e segurança.

A Petrobrás fez uma apresentação com as orientações que estão sendo dadas aos trabalhadores em teletrabalho sobre ergonomia física, organizacional e cognitiva, através de cartilhas, guias e grupos no Workplace.

As direções sindicais cobraram que as CIPAs e comissões de SMS participem da elaboração dos mapas de risco e monitoramento das condições de trabalho, destacando a importância do envolvimento destes fóruns nas ações que garantam a saúde e segurança dos empregados que estão em teletrabalho. Uma das atribuições da CIPA é justamente o mapeamento e a análise de riscos e, portanto, deve contemplar, também, o ambiente de trabalho remoto.

A FUP lembrou ainda que a NR-17 prevê uma série de orientações relacionadas à ergonomia, destacando que as medidas da empresa precisam ser discutidas coletivamente, respeitando-se as normas regulamentares e os comitês de ergonomia.

Outro ponto reforçado pela federação foi a importância do regramento da jornada, já que a sobrecarga de trabalho impacta diretamente na saúde física e mental dos trabalhadores. O controle de jornada no teletrabalho é fundamental para que as pessoas possam se planejar e garantir uma rotina com exercícios físicos e atividades de lazer. 

A diretora da FUP, Cibele Vieira, relata como foi a reunião desta sexta: 

Próximos passos

Os petroleiros aguardam uma resposta da gestão da Petrobrás sobre as propostas que foram discutidas em relação ao regramento do teletrabalho, assim como um posicionamento relativo ao Acordo Coletivo.  


Leia também:

> Teletrabalho: FUP cobra controle de jornada, periodicidade e custeio da estrutura

> Teletrabalho: regras de adesão devem ser tratadas coletivamente para garantir segurança e previsibilidade

> FUP propõe calendário de negociação para regramento do teletrabalho no ACT


Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

>https://bit.ly/3kSriXI

[Imprensa da FUP | Foto: Thinkstock/Getty Images]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Por necessidade de proteção contra a pandemia de covid-19, mais de 20 mil funcionários do sistema Petrobrás foram afastados de seus postos originais de trabalho, passando a integrar o sistema de teletrabalho instituído pela a empresa.

Nas bases do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), ingressaram nesse modelo trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan) e Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, que atuam em horário administrativo e/ou fazem parte dos grupos de risco mais suscetíveis à doença. 

Somada às medidas de isolamento recomendadas, essa nova rotina trouxe dificuldades como sobrecarga de jornada, ansiedade, depressão e, ataque de pânico a quem está trabalhando de casa. 

Inicialmente, o petroleiro Guilherme Galdiano, que está passando pelo período de isolamento sozinho, diz que achou a adoção do teletrabalho uma medida vantajosa, até por não precisar gastar com transporte até o local de serviço. Contudo, com o passar do tempo, se tornou cansativo. “Ficar todos os dias em casa se torna desgastante e não temos mais aquela separação de ambiente de trabalho e ambiente de descanso, vira tudo uma coisa só”, admitiu.

Doutora em sociologia e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Carla Diéguez explica que o isolamento social faz com que o trabalhador perca a referência do local de trabalho. “As atividades presenciais são importantes por conta do olho no olho, da linguagem corporal, e esses elementos foram perdidos, e num momento de crise econômica isso tende a se agravar e gerar mais ansiedade aos trabalhadores”, explicou. 

Necessidade de equipamentos próprios

Ao afastar parte de seus trabalhadores, a Petrobrás não prestou suporte inicial para que houvesse uma adaptação das casas para o trabalho. A empresa não disponibilizou cadeiras, computadores e nem internet para os petroleiros que precisavam trabalhar de suas residências.

“Como tínhamos móveis próprios [na empresa], não percebíamos como isso fazia diferença. [em casa] Tenho sentido um pouco mais de dor na região do pescoço e coluna e tento fazer alguns exercícios para dar uma soltada”, afirmou Galdiano.

Acostumado com a rotina na refinaria há quase 40 anos, um petroleiro que preferiu não se identificar  explicou que entrar em home office foi difícil logo de início por conta da falta de apoio da Petrobrás. “Foi angustiante ter que providenciar tudo, a estrutura residencial não está preparada. Antes de enviar alguém para teletrabalho, a empresa precisa pensar nas condições ergonômicas do funcionário”, declarou o trabalhador que precisou comprar computador e cadeira.

Após reclamações, a companhia reembolsou parte do investimento que os trabalhadores fizeram para a adequação do espaço residencial.

Jornadas em excesso

Assessor do Unificado, o médico do trabalho Adilson Campos explica que a ergonomia é de extrema importância e que em casa os móveis geralmente não são adequados para o exercício profissional contínuo. “As casas são feitas pra viver, não pra trabalhar e diversos fatores deste ambiente contribuem para a desatenção da pessoa que está em teletrabalho”, esclareceu. Para ele, há ainda as distrações e responsabilidades particulares que podem resultar em maiores jornadas a partir do no novo ambiente. 

Para o petroleiro Uiram Kopcak, criar uma rotina deve ser fundamental e o trabalhador deve se atentar ao horário em que loga e desloga do sistema. “Não é porque estou com o computador ou celular do meu lado, mesmo que fora do horário de expediente, que estou disponível para a empresa”, alertou. 

“Se o trabalhador estiver frequentemente trabalhando fora do horário de serviço, por conta de uma maior demanda ou afins, deve contatar o Sindicato para um apoio jurídico em busca de seus direitos”, indicou Kopcak, reiterando que, apesar do distanciamento, os trabalhadores devem se unir. 

Conciliação entre família e trabalho

Uma das principais dificuldades relatadas por trabalhadores de diversas áreas que migraram para o sistema de home office foi ter de lidar, de uma hora para a outra, com trabalho e família no mesmo ambiente. 

A situação foi totalmente nova e inesperada e, de acordo com o petroleiro que não quis se identificar e que já não está mais em teletrabalho, essa foi uma tarefa árdua. “É muito complicado. Em casa, a minha esposa já tinha a rotina dela e eu e minha filha, que também está em home office, passamos a fazer parte integralmente deste ambiente, o que resultou em estresse emocional e dificuldade na convivência”, explicou.

Para outra petroleira que também preferiu não se identificar, a dificuldade é a mesma somada à maternidade de duas crianças.

Também com filho em idade escolar, Uiram Kopcak admite ter dificuldades para relacionar as tarefas do trabalho com a vida em casa, mas conta com sua esposa para revezar no auxílio aos estudos da criança. “Minha esposa trabalha no quarto e eu na cozinha, meu filho sempre acompanha um de nós dois, mas é desafiador porque ele sente falta do convívio com outras crianças”, completou. 

Para amenizar os conflitos em casa, a socióloga Carla Diéguez explica que negociações sobre o uso dos espaços e horários são importantes para conseguir promover uma convivência de forma mais saudável. “A vida familiar é importante para a nossa sanidade mental, mas essa intensificação não”, concluiu.

Saúde mental

Um dos aspectos mais delicados e que sofre mudanças bruscas com as medidas de isolamento e home office é a saúde mental dos trabalhadores. Pesquisas apontam que após o início da pandemia houve um agravamento de doenças psiquiátricas, causadas principalmente por conta do estresse e tensão. 

Conciliando os afazeres domésticos com maternidade e trabalho, a petroleira que não se identificou afirmou que teve crises de ansiedade por sentir falta em trabalhar na refinaria. “Fico em casa o tempo todo com meus filhos e tive crise de ansiedade por sentir falta da minha vida adulta, conversando com outras pessoas, é uma situação angustiante”, explicou.

Já para Guilherme, existem altos e baixos e o home office não é algo que funciona todos os dias. “Acho que se pudéssemos sair, fazendo nossas atividades normais, o impacto seria menor. Além disso, o trabalho presencial é muito importante para resolver algumas pendências”, concluiu, afirmando que o teletrabalho tem que ser negociado dentro do Acordo Coletivo de Trabalho, e não individual. 

Mas há situações que demonstram como identificar e responsabilizar a empresa por doenças de trabalho será desafiador, como explica outro trabalhador que não se identificou. Ele teve de procurar ajuda psiquiátrica por conta dos problemas que desenvolveu devido ao isolamento e às condições de home office. “Tive crise de ansiedade, comuniquei a empresa e o médico do trabalho não estava preparado pra ouvir, simplesmente fui jogado para escanteio, que é o que a Petrobrás faz com seus funcionários que estão com problemas psicológicos”concluiu o petroleiro, que sugere que seja realizada, ao menos uma vez por mês, uma videoconferência pela empresa para saber como estão os funcionários.

Por se tratar de uma situação muito nova, de acordo com o médico do trabalho, dr. Adilson, a ansiedade é uma consequência comum.

A falta de transparência por parte da Petrobrás em relação ao futuro dos trabalhadores funciona como um gatilho para ansiedade que, de acordo com Diéguez, acaba sendo agravado por conta da crise econômica. Por isso, é necessário que a empresa seja sempre transparente. “É importante que a empresa deixe claro que o emprego de seus funcionários está garantido, mesmo que por um determinado tempo”, admite, explicando que o trabalhador pode até mesmo perder produtividade se a empresa não for suficientemente clara. 

Escapes do isolamento

Conciliar o teletrabalho com outras tarefas e praticar exercícios, integrar grupos virtuais e novos conhecimentos podem ser alternativas para evitar a sensação de isolamento e para melhorar a qualidade de vida. 

Kopcak, que é diabético, sentiu a necessidade de dar uma maior atenção à saúde. “Vejo vídeo-aulas com a minha esposa, e funciona como distração e serviu para eu emagrecer e controlar a minha glicemia, o que é muito importante, já que faço parte do grupo de risco”, concluiu. 

Criar programações, momentos de lazer com as outras pessoas da casa e pensar em planos para o pós-pandemia, para a socióloga Carla Diéguez também pode funcionar como um escape. “Precisamos fazer planos para o futuro e não precisa ser uma super aventura, pode ser um almoço num restaurante legal”, explicou.

Além disso, falar menos sobre trabalho com os outros residentes da casa também pode ser uma boa estratégia.

Para o médico trabalhista, dr. Adilson, estipular horários para trabalho através de uma regulamentação da jornada, a ser aplicada pela empresa tende a facilitar a vida do trabalhador que está nesse modelo. “Uma alternativa, além da implementação de uma regulação do tempo de jornada em casa, é uma participação ativa do Sindicato em busca dessa luta, em contato com a empresa”, finalizou. 

[Foto: Reprodução iStock]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quarta-feira, 19, a FUP realizou mais uma reunião com a Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. O foco desta vez foi nas relações trabalhistas. A federação voltou a frisar que o regramento deve ser garantido no Acordo Coletivo de Trabalho e que deve valer para todas as empresas do Sistema Petrobrás. Ao final da reunião, o RH sinalizou que irá apresentará uma proposta em breve.

Jornada - a FUP ressaltou a importância do controle de jornada, mesmo com flexibilidade de horário, como já existe no horário flexível. "É importante não ficarmos escravos dos sistemas corporativos 24 horas por dia, sem que a empresa sequer contabilize como trabalho", afirmou a diretora da federação, Cibele Vieira (veja o vídeo abaixo).

Periodicidade - a FUP reforçou o pleito de trabalho remoto integral ou em escala mensal, ao invés de semanal, como vem sendo divulgado pela Petrobrás. “Isso garante uma maior flexibilidade para quem trabalha em um estado e mora em outro, uma realidade cada vez mais presente na empresa, devido às transferências forçadas que os gestores estão implementando”, explica Cibele. Ela destacou também que a proposta da FUP permite uma adequação dos trabalhadores que eram de regime de turno e estão migrando para o teletrabalho, em função das desmobilizações que estão ocorrendo na companhia.

Estrutura - outra reivindicação da FUP é que o regramento do teletrabalho especifique que a empresa se responsabilizará pelo fornecimento de equipamentos, bem como os custos que os trabalhadores vêm tendo para manter a estrutura do trabalho remoto.

Subsidiárias

Diferentemente das reuniões anteriores, as subsidiárias não participaram dessa rodada de negociação, o que foi questionado pela FUP, já que o teletrabalho precisa ser regrado em todas as empresas do Sistema Petrobrás. A negociação, portanto, deve ser coletiva, ainda que haja adequações posteriores, de acordo com as especificidades de cada subsidiária. A FUP cobrou que as empresas voltem a participar das próximas reuniões, reforçando que as premissas que estão sendo negociadas devem ser aplicadas no regramento do teletrabalho em todo o Sistema Petrobras.

 

Negociação continua na sexta

As rodadas de negociação sobre teletrabalho no Sistema Petrobras tiveram início na segunda-feira, 17, quando foram discutidos critérios relativos à adesão (clique aqui para saber como foi a reunião). Na sexta, 21, a FUP terá mais uma negociação com a empresa, com foco nas condições de saúde e segurança.

O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

https://bit.ly/3kSriXI

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP realizou nesta segunda-feira, 17, mais uma reunião com gestores da Petrobrás e subsidiárias para tratar do regramento do teletrabalho, com foco nos critérios relativos à adesão. Ao longo da semana, mais duas reuniões serão realizadas para discutir regras referentes a relações trabalhistas e à saúde e segurança.

Os dirigentes sindicais reforçaram que a adesão ao trabalho remoto deve ser opcional, com previsibilidade de duração e negociação coletiva de regras sobre como se dará o fluxo de entrada e saída do teletrabalho, como ocorreu na redução opcional da jornada de trabalho do pessoal administrativo. O envolvimento dos sindicatos na negociação desse regramento é fundamental para que não haja pressão sobre os trabalhadores e evite que as decisões sejam tomadas exclusivamente pelos gestores.

Veja os principais pontos apresentados pela FUP para regrar a adesão e suspensão da opção ao teletrabalho, com base nos mesmos parâmetros garantidos no regramento da redução da jornada de trabalho:

>Definir que atividades são elegíveis ao teletrabalho, como será feita a seleção e quais pessoas podem ou não aderir a essa modalidade

A negativa a um trabalhador que queria optar pelo teletrabalho e que atividades estarão enquadradas nesse novo regime não podem ser prerrogativas do gerente imediato. Tem que ter uma esfera que resolva possíveis conflitos, como foi estabelecido na redução de jornada.

>Definir a previsibilidade, com duração mínima

No caso da adesão à redução de jornada, o prazo de duração é de um ano, podendo ser prorrogável automaticamente, caso nenhuma parte se manifeste contrário. Se o empregado quiser retornar à jornada de 8 horas, pode solicitar a qualquer momento, desde que haja aprovação da empresa. Após um ano, o retorno é plenamente garantido ao trabalhador.

No teletrabalho, a lógica deve ser a mesma, com um tempo mínimo de garantia de permanência. O trabalhador não pode ficar à disposição da vontade do gestor de alterar o seu regime de trabalho, quando bem quiser, de forma unilateral.

>Garantir que seja opcional

É preciso garantir que a vontade do trabalhador seja respeitada e que a entrada e saída do teletrabalho não sejam uma imposição da empresa. Para que isso ocorra, o sindicato deve assinar cada adesão ao teletrabalho, como já é praticado em relação à redução da jornada, cujo regramento está em vigor há cinco anos. Nesse caso, o empregado solicita a redução, o pedido é encaminhado para análise de uma comissão e, após a confirmação, o termo de adesão é assinado pelo trabalhador, pela empresa e pelo sindicato. Essa mesma regra pode ser estabelecida para a adesão ao teletrabalho.

 A diretora da FUP, Cibele Vieira, que está coordenando as reuniões sobre teletrabalho, comenta como foi a negociação desta segunda com a Petrobrás: 

Negociação continua na quarta e sexta

Na quarta e na sexta-feira, a FUP terá novas reuniões com o Sistema Petrobrás para discutir questões relativas às relações trabalhistas e à saúde e segurança durante o trabalho remoto. O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Pesquisa da FUP

Nesta segunda, 17, a FUP lançou uma pesquisa nacional para identificar as principais facilidades e dificuldades do teletrabalho, buscando subsídios para a construção de regras claras, no processo de negociação coletiva com as empresas do Sistema Petrobrás. É importante que todos os petroleiros que estejam em trabalho remoto preencham o formulário, fortalecendo a luta da FUP para que haja um regramento construído coletivamente com a categoria. 

> CLIQUE AQUI e preencha o formulário
Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP elaborou uma pesquisa para conhecer melhor as principais demandas dos trabalhadores do Sistema Petrobrás que estão em teletrabalho. O objetivo é identificar as principais facilidades e dificuldades desse novo regime, buscando subsídios para a construção de regras claras, que garantam segurança, previsibilidade de duração, controle de jornada, estrutura e todos os benefícios conquistados no ACT.

“É importante a gente conhecer como está sendo o teletrabalho e a experiência de cada um para podermos construir uma regra permanente. A participação na pesquisa além de nós dar subsídio para a discussão, fortalece a negociação coletiva”, explica a diretora da FUP, Cibele Vieira.

A pesquisa será sistematizada de forma confidencial e é importante que o maior número possível de trabalhadores responda ao formulário que foi elaborado em conjunto com assessorias da FUP.

Acesse o link, responda e divulgue para os companheiros de trabalho, ajudando na construção coletiva de regras para o teletrabalho que atendam às reais necessidades da categoria.  

> CLIQUE AQUI e preencha o formulário

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP volta a se reunir esta semana com gestores do Sistema Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. Serão realizadas mais três reuniões, cada uma com enfoques diferentes. Veja abaixo:

> 17.08 - Adesão ao teletrabalho

> 19.08 - Relações trabalhistas

> 21.08 - SMS no teletrabalho

O calendário atende à proposta apresentada pela FUP no dia 05 de agosto, quando foi realizada a primeira negociação específica sobre o novo regime de trabalho. Os petroleiros reforçaram a proposta de regramento, com cláusulas protetivas no Acordo Coletivo, que deem segurança aos trabalhadores e a previsibilidade que a gestão tanto preza. 

No último “Encontro com a categoria”, realizado dia 11, a FUP recebeu a socióloga, professora e pesquisadora Carla Diéguez, para uma conversa sobre teletrabalho e cultura organizacional. Ela enfatizou os impactos significativos desse novo regime na construção da identidade dos trabalhadores enquanto categoria e também na solidariedade de classe. “Para a empresa, há um interesse muito grande nesse sentido. Ao colocar os trabalhadores em teletrabalho, ela acaba com os espaços coletivos de convivências e partilhamento de ideias”, alertou a socióloga. Veja a íntegra do programa:  

A diretora da FUP, Cibele Vieira, que vem coordenando a negociação com o Sistema Petrobrás sobre o regramento do teletrabalho, voltou a ressaltar a importância da construção de um regramento com base nos parâmetros aprovados pelos trabalhadores no 18º Confup. “O teletrabalho está inserido dentro das mudanças que a gestão vem fazendo na cultura organizacional da empresa, com foco no individualismo, obrigando a categoria a trabalhar por entregas, sem controle de jornada. Por isso, precisamos ter regras protetivas, que garantam previsibilidade de duração, controle de jornada, adesão opcional, estabilidade e manutenção de todos os direitos e benefícios previstos no ACT”, afirma.

Premissas aprovadas pelos petroleiros para o regramento do teletrabalho: 

> Ser negociado de forma coletiva, garantindo segurança e estabilidade jurídica para os trabalhadores e a empresa.

> Ter adesão opcional, com previsibilidade de duração e controle de jornada.

> Divisão de custo do trabalho e responsabilidade com a infraestrutura.

> Manter todas as garantias e benefícios previstos no ACT.

[Imprensa da FUP | Foto: Flicker/Gemma Bussel]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta terça-feira, 11, a FUP realiza mais um "Encontro com a categoria", debate ao vivo no canal do youtube, com transmissão também pelo facebook, onde os dirigentes sindicais tratam de um tema de interesse dos trabalhadores do Sistema Petrobrás.

O teletrabalho, que é um dos principais pontos da campanha reivindicatória, é o tema desta edição, que terá participação da diretora da FUP e do Sindipetro Unificado de SP, Cibele Vieira, e da professora e pesquisadora, Carla Diéguez, doutora em Ciências Sociais, docente da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e pesquisadora da Rede de Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (Remir) e do Grupo de Pesquisa Trabalho, Sindicalismo e Sociedade.

No último dia 05, a FUP realizou a primeira rodada de negociação sobre teletrabalho com a gestão da Petrobrás e da Transpetro, onde apresentou a proposta de regramento deliberada nos congressos da categoria e sistematizada na pauta que foi apresentada à empresa no dia 30 de julho.

Premissas defendidas pela FUP para o regramento do teletrabalho: 

> Ser negociado de forma coletiva, garantindo segurança e estabilidade jurídica para os trabalhadores e a empresa.

> Ter adesão opcional, com previsibilidade de duração e controle de jornada.

> Divisão de custo do trabalho e responsabilidade com a infraestrutura.

> Manter todas as garantias e benefícios previstos no ACT. 

Encontro com a Categoria

Tema: Teletrabalho e cultura organizacional - o que muda para você?

Quando: terça, dia 11 de agosto

Horário: 19h30

Onde:

> Youtube: https://mla.bs/21447f16

> Facebook: https://mla.bs/d517a639

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram