O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) , filiado a CUT, organiza para essa terça-feira (14), às 7h,  um ato, no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à refinaria à Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM),localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia.

O ato em conjunto com diversas associações de moradores, pescadores e entidades diversas das cidades vizinhas à RLAM é em protesto à visita da comitiva da petroleira árabe Mubadala, que estará acompanhada pela alta cúpula da direção da Petrobras. A Mubadala é uma das petroleiras interessadas na compra da RLAM e as instalações da Transpetro na Bahia.

"O objetivo do ato é dar o recado à direção da Petrobras e ao governo de Jair Bolsonaro, que avançam em mais uma etapa para privatizar a segunda maior refinaria do Brasil, que inclusive, neste ano, completa 70 anos", afirma Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro Bahia.

Desde 2016 que a diretoria do Sindipetro Bahia vem denunciando a venda da Rlam e da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km.

Esse é o segundo bloco de refinarias colocado à venda pela Petrobras, e o Sindipetro se posiciona contra ao desmonte da estatal. A venda dos ativos da Petrobras é uma das prioridades do governo Bolsonaro, o que significa um total desinvestimento e risco para o país, causando o aumento de pessoas que ficarão desempregadas e sujeitas a condições precárias de trabalho.

RLAM

Responsável por 14% do refino de petróleo no Brasil, a RLAM representa atualmente aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS do estado da Bahia.

Atualmente, cerca de 870 trabalhadores concursados trabalham na refinaria e outros 1.200 terceirizados atuam no local

Para o diretor do Sindipetro e trabalhador da refinaria, Attila Barbosa, a privatização da Petrobras é um ataque à soberania brasileira.

“O fato de vender essa refinaria para outra empresa, de capital estrangeiro, seja ela estatal ou não, fere os interesses de soberania nacional e do povo brasileiro. Esse ato é para dar um recado claro em defesa da manutenção dos empregos, porque a refinaria pode ser vendida e fechada, devido à capacidade ociosa de refino no mundo”, diz.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro Bahia realizou, nesta quarta-feira (8), uma assembleia com os trabalhadores do Torre Pituba para avaliar o acordo entre o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e a Petrobras. A assembleia contou com a presença do assessor jurídico do sindicato, o advogado Clériston Bulhões, que esclareceu diversas dúvidas da categoria referente ao acordo.

É importante destacar e esclarecer para toda a classe petroleira que o Sindipetro Bahia não teve participação no acordo feito entre o MPT-BA e a Petrobras, o Sindicato só tomou conhecimento do seu teor na homologação judicial.

O acordo, que tem abrangência nacional, mas trata especialmente de questões locais, prevê a transferência de 690 trabalhadores que estão lotados no edifício Torre Pituba para outros estados, principalmente do sudeste, 660 pessoas para outras unidades dentro do estado da Bahia e 250 trabalhadores permaneceriam em Salvador, em outra unidade, atendendo o que a empresa caracteriza como excepcionalidade, todavia no acordo não consta quais são esses critérios.

Ainda deveria ser criada uma comissão paritária entre trabalhadores e a empresa, porém a mesma ainda não instituiu a comissão e inclusive já iniciou o processo da transferência de trabalhadores, o que o Sindipetro entende como uma irregularidade. Diante de toda essa conjuntura estabelecida, é evidente o sentimento de medo dos trabalhadores e o receio do aumento do assédio que continua acontecendo, mesmo após liminar recém-conseguida na justiça.

O coordenador geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista e o vice-presidente da CUT- Ba, Leonardo Urpia, afirmam que o desmonte da Petrobras tem sido o grande fator responsável por todos os problemas gerados, inclusive de saúde, na vida dos trabalhadores.

“A gente sai da assembleia com a certeza de que somente a luta e a união dos trabalhadores pode fazer com que esse processo seja revertido, e até lá o sindicato irá buscar todas as ações jurídicas e políticas no sentido de barrar a privatização da Petrobras que é causa de tudo o que está acontecendo”, afirma Jairo.

De acordo com Clériston Bulhões, ficou evidente que havia uma forte intenção da Petrobras de excluir o Sindipetro da negociação, que ocorreu apenas entre o MPT-BA e a Petrobras, o que frustra varias demandas da categoria. Afinal, o Sindicato como legítimo representante, é quem melhor poderia trazer elementos para um acordo que atingisse pontos mais sensíveis aos trabalhadores.

Confira as deliberações da assembleia:

– O sindicato deverá realizar entrevistas com os trabalhadores para identificar práticas de assédio no trabalho e os reflexos disso na saúde dos trabalhadores;

– Criar um banco de informações com o resultado das entrevistas realizadas;

– Denunciar ao MPT-BA e a 6ª Vara do Trabalho no Estado da Bahia que homologou o acordo, os casos de descumprimentos de algumas cláusulas do acordo.

– Questionar a ausência das Entidades Sindicais na comissão legitimada para tratar das transferências, por afrontar o art. 8 da CF, e expor os trabalhadores a mais assédios do patrão.

Publicado em Sistema Petrobrás

Encerrado o prazo para inscrições de chapas para concorrer às eleições para renovação dos representantes que compõem o quadro diretivo do Sindipetro Bahia, foi inscrita uma chapa.

A chapa única denominada Unidade, Luta e Resistência, apresentou lista com 45 nomes de acordo com o determinado no Estatuto Social da Entidade.

A inscrição de apenas uma chapa para disputar o processo eleitoral da entidade pode ser um indicativo de unidade da categoria, mas que precisa ser legitimado nas urnas.

Portanto, de 02 a 09 de fevereiro, durante o primeiro escrutínio das eleições, é necessário que a categoria se mobilize e participe do pleito para que seja atingido o quórum de 33% + 1 dos associados aptos a votar.

Estamos passando por momentos muito difíceis, tendo que enfrentar uma conjuntura adversa para a classe trabalhadora. Os petroleiros já estão sendo vítimas da máquina de destruição do governo de extrema direita de Bolsonaro e a situação pode piorar se o sindicato não estiver fortalecido.

Portanto, fortalecer o sindicato, nesse momento, é legitimar a eleição, com a participação maciça dos petroleiros e petroleiras, diretos e terceirizados.

A partir de agora o processo eleitoral será coordenado pela comissão eleitoral, composta por três representantes eleitos pela categoria (Charliton Lima, Movam Figueiredo e Almir Bonfim), dois membros que serão indicados pela Chapa única e um representante da FUP.

 

Clique aqui para ver a relação com os nomes dos componentes da Chapa única Unidade, Luta e Resistência

Clique aqui para ver a ata de encerramento de registro de chapas que concorrerão às eleições de renovação do Plenário do Sistema Diretivo do mandato 2020/2024 do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) e registro de posse da comissão eleitoral

 

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Movimentos Sociais

Em Salvador e na cidade de Alagoinhas, a terça-feira (11) foi dia de comprar o botijão de gás de cozinha de 13 kilos por um preço justo graças à ação realizada pela diretoria do Sindipetro Bahia que subsidiou o preço do gás vendendo o botijão por R$ 50,00.

Foram custeados 300 botijões de gás, cujos preços variam de R$ 67,00 a R$ 85,00 na Bahia.

O objetivo foi mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço menor do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Outra finalidade da ação foi chamar a atenção para a política de preços adotada pela Petrobras que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, desencadeando aumentos sucessivos da gasolina, diesel e gás de cozinha, sem haver nenhuma proteção ao consumidor.

A estratégia deu certo. A ação, amplamente divulgada pela imprensa, viralizou em grupos de WhatsApp. Na cidade de Alagoinhas, distante 122 km de Salvador, a venda foi feita em menos de uma hora. Na fila, a conversa era uma só: “a Petrobrás poderia vender o gás a um preço mais baixo, não faz porque o governo federal não quer”, afirmavam muitas pessoas, que se diziam revoltadas com a atual realidade do Brasil.

De acordo com o diretor do Sindipetro, Radiovaldo Costa, a revendedora de gás resolveu aderir à campanha do sindicato, vendendo por conta própria mais 150 botijões de gás com o mesmo valor dos 100 botijões subsidiados pelo Sindipetro na cidade. Em uma hora, a distribuidora conseguiu vender a quantidade que venderia em 5 dias.

População elogiou e entendeu o recado

Em Salvador, a ação também chamou a atenção da população e a distribuidora vendeu em uma manhã o que  venderia em 15 dias.

José Carlos Santos chegou cedo ao Vale da Muriçoca, no bairro da Federação, na capital baiana. Ele que mora em outro bairro foi um dos primeiros da fila. “Eu compro o gás a R$ 75,00 e para mim foi ótimo. Valeu a pena vir aqui. Com o dinheiro que economizei vou comprar um saco de cimento”.

Raul Paixão soube da venda de gás através da TV. “A carne subiu de preço, está tudo aumentando, então a gente tem de aproveitar. Isso aqui está ajudando muita gente”.

Já Valdir Santana conta que soube da ação através do “boca a boca”. Ele elogiou a iniciativa do Sindipetro. “O mais importante aqui é que está sendo mostrado ao governo que o gás pode ser vendido a esse preço ou mais barato ainda, depende só deles lá em cima”.

Geisa Conceição diz que soube da venda através do “zap”. “Isso aqui foi uma maravilha, nem todos os dias a gente encontra o gás a R$ 50,00. Eu mesma estou cozinhando tudo de uma vez para economizar e uso o microondas para esquentar a comida, pois está muito difícil. Antigamente o preço do gás subia uma vez ao ano, mas agora…..”

O coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, comemorou o sucesso da ação que segundo ele também faz parte da luta da entidade e da FUP contra a privatização da Petrobrás. “Estamos fazendo um trabalho de formiguinha, de conscientização, que pode ser muito eficiente. Distribuímos material informativo e conversamos com as pessoas. Elas entenderam porque estão pagando mais caro pelo gás de cozinha. diesel e combustível”. Não é justo que o povo brasileiro, que é o verdadeiro dono do petróleo e das refinarias, pague em dólar para encher os bolsos dos investidores da bolsa de Nova York e receba, pelo fruto de seu trabalho, salário em real”.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Em assembleias que aconteceram de 14 a 21/11 em todas as unidades do Sistema Petrobras na Bahia, 65,64% dos petroleiros e petroleiras aprovaram a realização de uma greve por tempo determinado, que vai acontecer de 25 a 29/11. Já 15,63% foram contra e 18,73% se abstiveram.

A greve pelos empregos e por segurança vai de encontro à política da atual gestão da Petrobrás que vem descumprindo acordos e tomando medidas unilaterais em prejuízo da categoria petroleira.

Em reuniões internas na empresa, muitos gerentes já deixaram claro que não haverá lugar para todos na “nova Petrobrás”, o que já vem sendo colocado em prática em muitas unidades da estatal, a exemplo das localizadas na Bahia.

A estratégia para diminuir o quadro de funcionários passa pela implantação de programas de demissão como PDV e, PDA, transferências – que estão suspensas na Bahia por ordem de liminar obtida pelo MPT – até a pressão e assédio moral coletivo.

A estatal também descumpre o Acordo Coletivo ao não convocar o Fórum de Efetivo, previsto nas cláusulas  41 e 86 do ACT, e não extinguir as metas de SMS e o sistema de consequências (cláusula 73, § 9º).

Diante da postura intransigente da Petrobrás, que sequer atendeu solicitação da FUP para que fosse realizado o Fórum de Efetivo em cumprimento ao ACT, a categoria entendeu que a greve é, nesse momento, a melhor e mais eficiente ferramenta de luta para barrar as demissões e garantir a segurança no ambiente de trabalho.

Portanto, é muito importante que os trabalhadores permaneçam unidos e conscientes da necessidade da participação de todos durante o movimento grevista. Caso contrário, podem ir se preparando para o “começo de um novo tempo” anunciado pelo presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, ao comemorar a privatização da empresa.

Na BR, os trabalhadores estão sendo convidados a aderir ao “Instrumento Particular de Rescisão e Quitação” de contrato de trabalho, abrindo mão de todos os direitos, em troca de indenizações que correspondem a 75% da remuneração mensal por ano trabalhado. Quem quiser, e tiver o perfil exigido, pode permanecer na empresa, com direitos reduzidos e salários 40% menores.

A luta e a união são urgentes, necessárias e únicos caminhos para  a garantia dos direitos da categoria.

Atenção, às orientações do Sindipetro

Durante a greve haverá assembleias diárias, às 17h, em frente ao Torre Pituba para avaliação do movimento paredista. Desta forma, a categoria, juntamente com a diretoria do Sindipetro, irá avaliar pela continuidade ou não do movimento e deliberar sobre as atividades e ações que serão realizadas.

Diante da atual conjuntura, de recorrentes ações antissindicais e assédio moral por parte da Petrobrás,  a direção do Sindipetro Bahia orienta a categoria a seguir alguns padrões, posturas e regras que vão garantir a sua segurança física e jurídica, assim como os seus direitos como grevista.  

 As orientações devem ser seguidas pelos trabalhadores próprios e terceirizados. Veja abaixo:

– Não assine nenhum documento individual encaminhado pela Petrobrás

– Caso a Petrobras insista que você assine qualquer documento que, por exemplo, dê a sua autorização para que permaneça na unidade durante a greve, não assine.

– Em resposta à Petrobrás, o trabalhador deve apresentar a carta modelo, elaborada pelo jurídico do Sindipetro e exija uma via de recebido (clique aqui para ver a carta – imprima, preencha e assine).

– Não antecipe a sua jornada e nem permaneça no seu posto de trabalho após o fim do seu horário de trabalho

– Não durma na unidade operacional

– Denuncie ao Sindipetro qualquer tipo de assédio que venha a sofrer para que a entidade sindical tome as providências jurídicas cabíveis

– Ao se sentir pressionado, grave as conversas com a gerência e encaminhe o áudio para o Sindipetro (veja abaixo os canais de comunicação). Precisamos comprovar as situações de assédio.

– As provas de assédio farão parte das ações que a assessoria jurídica do Sindipetro irá impetrar na justiça para criminalizar todos os gerentes e supervisores que estejam assediando os trabalhadores

– Quando o gerente ou supervisor for lhe assediar, lembre que ele também participou das assembleias que decidiram pela greve, e, portanto deve respeitar a decisão da maioria.

– Ao chegar ao local de trabalho durante a greve, junte-se à direção sindical e movimentos sociais nos piquetes, em todas as frentes. O sindicato vai precisar da ajuda de todos e todas. Uma greve vitoriosa só pode ser feita com a participação de toda categoria.

– Converse com o seu companheiro e não ceda à pressão das gerências.

– Lembre-se que é ilegal o trabalhador da Petrobras dar ordens a trabalhador terceirizado em período de greve

– A greve é um direito previsto em lei, portanto, durante o movimento paredista o seu contrato de trabalho estará suspenso e não poderá haver demissões.

Terceirizados

O Sindipetro recebeu denúncias que os trabalhadores terceirizados também estão sendo assediados por supervisores e gerentes da Petrobrás. O sindicato já está recolhendo informações sobre esses casos para responsabilizar judicialmente esses assediadores.

Canais para denúncias

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WhatSapp Sindipetro (71) 99924-2999

O trabalhador também pode procurar diretamente algum diretor do Sindipetro

Clique aqui para ter acesso à lista com os nomes e telefones dos diretores 

Clique aqui para ler e baixar a cartilha de greve

Clique aqui para ver o resultado das assembleias por unidade

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Desde a madrugada do dia 22/10 que os moradores de Morro São Paulo, Garapuá, Boipeba e a prefeitura de Cairu convivem com a chegada do óleo que polui a costa nordestina e já é considerado o maior desastre ambiental da história do litoral brasileiro em termos de extensão.

Morro de São Paulo, localizado no município de Cairu, terceiro local mais procurado pelos turistas, na Bahia, é conhecido por suas belas praias, fauna, flora e mata atlântica abundantes, atraindo cerca de 200 mil turistas por ano.

O Secretário Especial de Administração de Morro de São Paulo, Fabiano Campos, conta que a prefeitura montou uma força tarefa para tentar conter o óleo.  “Todos os dias a gente limpa as praias. Todos trabalham unidos para manter nossas praias limpas: o poder público, a  Marinha, os Fuzileiros Navais, os pescadores, comerciantes, empresariado e a comunidade em geral que tem atuado como voluntários”. 

Técnicos da Petrobrás que estavam ajudando a coletar o óleo – a maioria vindos do Campo de Manati –  se retiraram do local sem maiores explicações, informou o secretário. “Só sabemos que eles receberam ordens para ir para Itacaré. O problema é que no dia seguinte que o pessoal saiu daqui começou a chegar grande quantidade de óleo em praias como Garapuá. Até hoje esperamos a volta da Petrobras. Estamos contando com a Marinha e Fuzileiros Navais ,Corpo de Bombeiros e voluntários na limpeza das praias de Morro de São Paulo.  Vamos continuar lutando com todas as forças, enquanto aguardamos uma resposta positiva dos órgãos competentes que podem nos ajudar nessa questão”.

Segundo o secretário, na ilha todos vivem do comércio proporcionado pelo turismo. “Então, esse desastre vai além dos danos ao meio ambiente, mexe com a economia do local, com a vida da comunidade”, enfatiza.

Exemplos que confirmam a fala do secretário não faltam.

Hugues Carrara, 43 anos, mora há 18 anos em Morro de São Paulo  e é dono de um hotel e de um restaurante. Ele diz que já sente o impacto negativo no seu negócio após a chegada do óleo à ilha. “Apesar de não ter havido ainda cancelamento de reservas, já estamos sentindo a diminuição da procura para o réveillon e para os meses de janeiro e fevereiro. Neste momento, o consumo do pescado no restaurante  também caiu, em pelo menos 50%”.

Nascido e criado na beira da praia, em Morro de São Paulo, Fernando Santos de Oliveira, 34 anos, é pescador desde criança.  Segundo ele a chegada do óleo causou um grande  impacto  na ilha  “porque aqui tudo gira em torno do turismo e o turista que chega  tem receio de consumir o pescado e, com isso, a gente também não tem como e nem para quem vender. Nem os restaurantes estão mais querendo comprar o produto da nossa pesca”. No entanto, Fernando diz que ainda não encontrou nenhum peixe com resíduo de óleo.

Doações

De acordo com a prefeitura de Cairu já foram removidas mais de 70 toneladas de óleo.  O material foi armazenado de acordo com as recomendações dos órgãos ambientais e aguarda as providências dos mesmos para retirada dos resíduos da ilha. Fabiano  enfatiza os gastos com os  EPIs. “É tudo muito rápido, o óleo chega e a gente corre para limpar, por isso a quantidade de EPIs precisa ser sempre reposta para estarmos preparados”.

Na terça-feira (5), a prefeitura recebeu a doação de EPIs do Sindipetro Bahia através dos diretores Gilson Sampaio (Morotó) e Francisco Ramos (Chicão), que foram até à ilha para se inteirar sobre a situação da comunidade local e oferecer a ajuda da entidade sindical e dos petroleiros. O Sindipetro doou botas, luvas, máscaras e macacões, que protegem e evitam que o voluntário entre em contato direto com o óleo, o que pode causar problemas de saúde.

O coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, ressalta a importância da Petrobras nesse processo, “mesmo com a morosidade do governo federal, a Petrobras vem colocando sua estrutura à disposição para minimizar os impactos e limpar nossas praias. Fica a pergunta: uma empresa privada disponibilizaria estrutura,  empregados sem custo algum?  Esperamos que a Petrobras continue a desempenhar o seu papel de indutora do desenvolvimento econômico,  tecnológico e social, e  prossiga atuando com responsabilidade  ambiental”. 

Garapuá foi uma das mais atingidas

Garapuá é uma pequena vila de pescadores, localizada a leste da Ilha de Tinharé, logo após a Quinta Praia de Morro de São Paulo e tem cerca de mil habitantes. Desde que o óleo chegou à praia os moradores da pequena vila não têm sossego. “Quando esse óleo chegou aqui foi uma loucura. A gente viu face a face o que a gente não queria ver. Foi aquela correria. Pegamos luvas, peneiras e começamos a limpar, teve um bocado de voluntários”, conta o Presidente da Associação de Pescadores e donos de Barcos de Garapuá (APEGA), Antônio Carlos da Cruz Santos, 47 anos.

Os moradores conseguiram se organizar e com a ajuda e orientação do IBAMA, INEMA e Petrobrás estavam fazendo um “bom e rápido trabalho de contenção do óleo”, explica Antônio. Mas a situação, segundo ele, ficou insustentável após a decisão dos órgãos e da estatal de se retirarem do local. “Eles suspenderam o trabalho na praia e a ajuda que estavam dando. E a gente como fica? Ninguém pode trabalhar todos os dias de forma voluntária. As pessoas têm filhos para criar, para alimentar. Não temos como exigir isso delas”.

Além das praias, o óleo atingiu a área de mangue de Garapuá, o que segundo os moradores torna-se um problema ainda maior. “Só as marisqueiras sabem como andar dentro do mangue, como entrar e sair de lá sem se cortar nas ostras ou se perder. Mas elas precisam de orientação para fazer esse serviço”, revela José Carlos da Cruz Santos, o Zequinha, 52 anos, pescador, filho de marisqueira e dono de uma pousada no local.

“Encontramos uma grande quantidade de óleo nas raízes aéreas dos mangues. Fotografamos e enviamos para o INEMA, IBAMA e Petrobras. A orientação é para que a gente não entre no local. Mas enquanto isso a situação só piora. Se a ajuda demorar muito não sei o que será de nós”, fala, angustiada, a Presidente da Associação de Moradores e Amigos de Garapuã (Amaga), Jailma Rafael Santos, 34 anos.

Jailma tem outra grande preocupação. “Somos uma comunidade que vive da pesca, do turismo e da mariscagem. Tudo isso está nos afetando profundamente. Se o turista não vem, se não comprarem nosso pescado, nosso marisco. Como vamos sobreviver? Acreditamos que com ajuda, possivelmente, podemos conseguir resolver essa situação até a chegada do verão”.

[Via Sindipetro Bahia -Fotos- Milly Lima]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Quase 80% dos petroleiros e petroleiras da Bahia aprovaram os indicativos da FUP e do Sindipetro Bahia, em assembleias que aconteceram de 27/10 a 1/11, em todas as unidades do Sistema Petrobrás no estado.

Desta forma, a segunda proposta intermediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo, acrescida dos itens propostos pela FUP, foi aprovada. Foram 1.278 (78,79%) votos a favor, 273 (16,83%) contra e 71 abstenções (4,38%).

O Acordo será assinado no dia 4/11 e os valores referentes ao reajuste serão retroativos ao mês de setembro. 

A suspensão da greve, que aconteceria no dia 26/10, caso não houvesse avanço nas negociações, também foi ratificada nas assembleias.

A significativa diferença de votos pela aprovação do ACT mostrou a confiança da categoria na direção sindical, que soube avaliar o cenário buscando a melhor solução para esse momento.

Entendemos que o ACT não é o que todos nós queríamos, mas é o melhor que pudemos conquistar e na oportunidade certa vamos recuperar tudo aquilo que, por ventura, foi perdido. Mas é importante ressaltar que o acordo coletivo da categoria petroleira continua sendo um dos melhores do Brasil, garantindo, entre outras coisas, a continuidade da paridade 70/30 da AMS, o que é muito importante, principalmente para os aposentados, que costumam usar mais o plano de saúde.

Assédio e pressão

A campanha reivindicatória da categoria foi marcada por situações atípicas, grande pressão da gerência, atitudes antissindicais da alta gestão da Petrobrás e pelo pedido por parte da empresa para a intermediação do TST.

Foi prevendo todo esse embate, devido à conjuntura política atual, que a FUP resolveu antecipar as  negociações. Foram quase quatro meses até a aprovação do ACT.

Superamos uma batalha, mas a guerra apenas começou. Há muito o que fazer, pois a ameaça da privatização e das demissões de trabalhadores concursados e terceirizados é cada vez mais real.

Por enquanto, os trabalhadores da Bahia estão protegidos devido à liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho que impede a transferência dos concursados para outros estados e, consequentemente, suspende as demissões dos terceirizados, uma vez que a Petrobrás está impedida de desmobilizar o edifício Torre Pituba.

Mas não podemos ficar de braços cruzados, dependendo da justiça. Só temos um caminho a  seguir: o da realização de uma greve.

Nesse sentido, estamos, juntamente, com a FUP e a categoria construindo esse movimento paredista, que deve acontecer no mês de novembro, para garantir os empregos e os postos de trabalho dos trabalhadores próprios e concursados.

[Via Sindipetro-BA]

 

Publicado em SINDIPETRO-BA

Com a iminente saída da Petrobras da Bahia e as consequências que essa medida causará a economia do estado, foi lançada nesta terça-feira (29), a frente parlamentar mista em defesa da Petrobras, na Câmara Municipal de Salvador. O evento foi marcado por duras críticas ao governo Bolsonaro (PSL).

Diversas figuras políticas estiveram presentes no lançamento, entre eles, os deputados estaduais Hilton Coelho (Psol), Rosemberg Pinto (PT), e os vereadores Henrique Carballal (PV), Suíca (PT), Moisés Rocha (PT) e o presidente da Casa, Geraldo Júnior (SD). Além deles, também estiveram presentes o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, e o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

Ao abrir a sessão de lançamento da frente, o vereador Moisés Rocha (PT) criticou a falta de diálogo do governo federal com os trabalhadores e a sociedade civil. “Não há diálogo e nem um governo. É um desgoverno que não dialoga com ninguém, nem mesmo com o Congresso. […] É um governo que só faz gritar, agredir e xingar.”

O presidente da CUT Bahia também não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e disse que “o principal papel do governo tem sido entregar o patrimônio público”. “A Petrobras é um carro chefe importante para o desenvolvimento tecnológico e geração de emprego e renda para o país.”

Para o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, o lançamento da frente parlamentar é muito significativo na luta pela manutenção dos postos de trabalho.

“A Petrobras representa a geração de riquezas e renda que podem ser investidos na educação e saúde, além de outros segmentos que importam para a sociedade. Mas não só isso, até mesmo no preço dos combustíveis, porque com a privatização vem a lógica do lucro e a tendência é que o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha aumentem”, afirma.

Também estiveram presentes na sessão dezenas de petroleiros da ativa e os aposentados. Érika Grise é trabalhadora do Torre Pituba e conta que tem sido muito difícil ver a Petrobras nessa situação depois de ter sido uma das maiores empresas do mundo há tão pouco tempo.

“Tem sido muito difícil, porque a gente trabalha sempre com amor. A gente está ali para fazer a companhia. A gente no fundo se sente muito mal com tudo isso e é muito difícil.”

O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) fala que o país caminha para ficar rendido e diz que o Brasil está na contramão do anseio popular.

“É impossível pensar em um país soberano sem a Eletrobras, Banco do Brasil, BNDES e a Petrobras. Perder o controle dessa matriz de produção energética é deixar o Brasil rendido no cenário das relações internacionais e enfraquecer a sua própria capacidade de investimentos”, alerta.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás
Quinta, 24 Outubro 2019 15:50

Orientações para a greve

A categoria petroleira se prepara para dar inicio à greve, a partir da zero hora do dia 26/10,  por avanços nas negociações e pela garantia de empregos e direitos. O movimento paredista será por tempo indeterminado e com parada de produção.

A Petrobras já foi comunicada formalmente. Localmente, o Sindipetro Bahia notificou a Companhia um pouco antes, tendo a categoria cobertura jurídica para realizar greve já a partir das 18h do dia 25/10.

A orientação do Sindipetro é que todos os funcionários continuem a se deslocar normalmente ao local de trabalho nos horários das respectivas escalas.

Por estratégia, o momento exato de paralisação será deflagrado pela direção sindical na porta das fábricas e escritórios. A partir de então, se iniciará realmente a greve.

Movimento legitimo

O mais forte instrumento de luta dos trabalhadores, a greve é um direito garantido na Constituição. Portanto, o movimento dos petroleiros é legal e deve ser realizado, como sempre foi, seguindo as determinações da lei, que valem para os dois lados: patrão e empregado.

No entanto, estamos vivendo um momento atípico, em que a alta gestão da Petrobrás vem tomando atitudes autoritárias, sem transparência e antissindicais. Há também uma forte pressão sobre os trabalhadores. Não é à toa que o Ministério Público do Trabalho criou uma força tarefa para investigar denúncias de assédio que estão sendo feitas pelos próprios trabalhadores da empresa, o que levou o MPT a falar de assédio organizacional na Petrobrás.

Diante dessa conjuntura, a direção do Sindipetro Bahia orienta a categoria a seguir alguns padrões, posturas e regras que vão garantir a sua segurança física e jurídica, assim como os seus direitos como grevista.  As orientações devem ser seguidas pelos trabalhadores próprios e terceirizados. Veja abaixo:

– Não assine nenhum documento individual encaminhado pela Petrobrás

– Caso a Petrobras insista que você assine qualquer documento que, por exemplo, dê a sua autorização para que permaneça na unidade durante a greve, não assine.

– Em resposta à Petrobrás, o trabalhador deve apresentar a carta modelo, elaborada pelo jurídico do Sindipetro e exija uma via de recebido (clique aqui para ver a carta – imprima, preencha e assine).

– Não antecipe a sua jornada e nem permaneça no seu posto de trabalho após o fim do seu horário de trabalho

– Não durma na unidade operacional

– Denuncie ao Sindipetro qualquer tipo de assédio que venha a sofrer para que a entidade sindical tome as providências jurídicas cabíveis

– Ao se sentir pressionado, grave as conversas com a gerência e encaminhe o áudio para o Sindipetro (veja abaixo os canais de comunicação). Precisamos comprovar as situações de assédio.

– As provas de assédio farão parte das ações que a assessoria jurídica do Sindipetro irá impetrar na justiça para criminalizar todos os gerentes e supervisores que estejam assediando os trabalhadores

– Quando o gerente ou supervisor for lhe assediar, lembre que ele também participou das assembleias que decidiram pela greve, e, portanto deve respeitar a decisão da maioria.

– Ao chegar ao local de trabalho durante a greve, junte-se à direção sindical e movimentos sociais nos piquetes, em todas as frentes. O sindicato vai precisar da ajuda de todos e todas. Uma greve vitoriosa só pode ser feita com a participação de toda categoria.

– Converse com o seu companheiro e não ceda à pressão das gerências.

– Lembre-se que é ilegal o trabalhador da Petrobras dar ordens a trabalhador terceirizado em período de greve

– A greve é um direito previsto em lei, portanto, durante o movimento paredista o seu contrato de trabalho estará suspenso e não poderá haver demissões.

Terceirizados

O Sindipetro recebeu denúncias que os trabalhadores terceirizados também estão sendo assediados por supervisores e gerentes da Petrobrás. O sindicato já está recolhendo informações sobre esses casos para responsabilizar judicialmente esses assediadores.

Canais para denúncias

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[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Mais uma assembleia confirma o resultado que vem se desenhando na Bahia desde a semana passada, quando começaram as assembleias nas unidades da Petrobras no estado para avaliar a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e os indicativos da FUP e do Sindipetro, entre eles a aprovação de greve a partir da zero hora do dia 26/10.

Na manhã dessa quarta-feira (16), os trabalhadores da turma 5 e adm da RLAM e turma B e adm doTemadre aprovaram os indicativos da FUP e do Sindipetro Bahia,  decidindo pela greve em nível nacional, mas também local.

Estavam presentes mais de 400 trabalhadores. Destes, 67,15% votaram a favor dos indicativos da FUP, 28,50% votaram contra e 4,35% se abstiveram. Já em relação aos indicativos do Sindipetro, o resultado foi o seguinte: 54,83% foram a favor, 38,65% contra e 6,52% se abstiveram.

Com uma boa participação da categoria, a assembleia teve duração de cerca de 4 horas devido ao debate sobre os temas que iriam entrar em votação. Muitos trabalhadores pediram a palavra e fizeram defesa a favor e contra as propostas. Como em todas as assembleias, foram registradas as presenças de vários gerentes, alguns visivelmente constrangidos por estarem ali obedecendo ordens da empresa.

Na hora da votação houve uma separação espontânea feita pela própria categoria: de um lado ficaram aqueles que se posicionaram a favor dos indicativos da FUP e Sindipetro, que foi a maioria. Do outro lado, os que acabaram votando no indicativo da empresa.

As assembleias prosseguem até quinta-feira (17), quando  divulgaremos o resultado final.

Na Bahia, acontecem duas assembleias: uma para deliberar sobre os indicativos da FUP e outra sobre as propostas do Sindipetro. Veja abaixo:

Indicativos Sindipetro
• Deflagração de greve, a partir da zero hora do dia 26/10, pela garantia do emprego, manutenção dos postos de trabalho e da dignidade dos trabalhadores
• Autorizar a entidade sindical a notificar o empregador na forma da Lei.

Indicativos da FUP
• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir da zero hora do dia 26/10.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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