[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

No Nordeste, o São João é coisa séria, faz parte da cultura e da vida de todo nordestino.  Mas por causa da pandemia da covid-19, a festa não pôde ser realizada em centenas de municípios da Bahia, Ceará, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Mas sempre se dá um jeito, o que não dá é ficar sem a sanfona, a zabumba, o triângulo e as histórias e tradições da festa de São João. Por isso, os petroleiros do Nordeste se organizaram para fazer o 1° São João Virtual Petroleiro.

O evento, que acontece nesse sábado (27), a partir das 17h, será transmitido ao vivo pelo facebook no canal Debate Petroleiro (@fb.me/DebatePetroleiro) e pelas fanpages dos Sindipetros do Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas/Sergipe, Pernambuco/Paraíba e Ceará/Piaui.

O arraiá vai contar com um DJ petroleiro, nosso colega DJ Jada, que fará um set de remixes de músicas juninas. Os coordenadores dos Sindipetros também vão participar da programação, falando sobre as expectativas do evento para a luta do Nordeste.

Vai ter também o “História Junina”, um quadro onde os petroleiros e petroleiras vão contar, através de vídeo gravado que será transmitido, uma história junina do seu estado.

Dentro da programação haverá ainda o “Debatinho”, uma live com crianças contando como é o São João na sua cidade, do que mais gostam de fazer ou  de comer na festa junina  –  ficar em volta da fogueira,  soltar fogos, assar um  milho ou comer  amendoim e canjica. Cada Sindipetro indicará uma criança para fazer esse relato.

A programação segue com o quadro Entrevistas, trazendo depoimentos, de personalidades nordestinas na área musical.

Mas em um “arraiá” dos bons não pode faltar Música.  E essa será uma das principais atrações. Teremos participações de músicos dos diversos estados do nordeste.

E como a festa junina é multicultural, teremos também poetas, [email protected], atrizes e etc.

Por fim, teremos o Mural Junino, espaço reservado para petroleiras e petroleiros de todo país. Quer aparecer no Mural Junino?  Basta enviar fotos e vídeos com o nome [email protected] petroleiro e o estado, de qualquer ano, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com cenário junino, fantasiadas ou apenas mostrando mesas de iguarias, licores, pratos, fogueiras, etc. Elas serão mostradas durante a programação.

O 1° São João Virtual Petroleiro será encerrado com duas atrações musicais ao vivo. Vai ser bom demais. Marque na sua agenda e programe o alarme do despertador para às 17h desse sábado (27).  Estamos esperando por você!

 

Publicado em Trabalho

A organização sindical da categoria petroleira completa 65 anos de existência nessa quinta-feira, 17 de outubro. São décadas de muita luta, sofrimento, alegrias, derrotas e, principalmente, conquistas.

Desde a década de 1950 foram muitos os petroleiros que abdicaram do convívio e aprendizado constante com os colegas no chão da fábrica para assumir um papel nada fácil: o de dirigente sindical.

Muitos sacrificaram suas vidas pessoais em nome do coletivo. Outros ajudaram na luta da forma que puderam. O certo é que hoje o sindicato dos petroleiros da Bahia é um dos maiores do Norte e Nordeste e, nacionalmente, a categoria é muito respeitada pela sua história de luta e vista como uma das mais fortes e combativas do Brasil.


Veja aqui a história nacional da organização sindical petroleira que deu origem à FUP


No maior estado do Nordeste, desde o seu primórdio, a história dos sindicatos dos petroleiros da Bahia se confunde com a própria história da luta pelo descobrimento e produção de petróleo no Brasil.

Foi em Salvador, na zona rural, no local onde hoje está localizado o bairro do Lobato, que em 1939, jorrou o petróleo pela primeira vez no Brasil. Mas foi só em 1941 que o óleo negro passou a ser comercializado, a partir da descoberta do poço Candeias 1.

O surgimento dessa nova riqueza incentivou, em 1953, a oficialização do monopólio estatal sobre a atividade petrolífera e a criação da empresa estatal “Petróleo Brasileiro S.A.”, mais conhecida como Petrobras. Até 1965, a Bahia foi o único estado nacional a produzir petróleo.

No processo de consolidação da descoberta e produção do petróleo, logo após a criação da Petrobrás, pelo governo Getúlio Vargas, surge em outubro de 1954 a Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Estado da Bahia, que foi fundada em 17 de outubro, após a realização de sua primeira assembleia.

Em novembro de 1957, após cumprimento dos trâmites legais exigidos pela legislação da época, a associação se transforma em sindicato. Surge  o STIEP  Bahia (Sindicato dos Trabalhadores de Extração de Petróleo).

Antes mesmo da criação da Petrobras, Em 1948, começa a funcionar na Bahia a Refinaria de Mataripe (RLAM), porém, somente em 1959, no período de ampliação da refinaria é que surge o Sindipetro – sindicato dos petroleiros no refino.

De 1959 até 1996, estes dois sindicatos – STIEP e Sindipetro – representaram os petroleiros na Bahia.

Em 1996, com duas diretorias CUTistas, acontece a unificação do STIEP com o Sindipetro, nascendo o SUP – Sindicato Único dos Petroleiros da Bahia.

Na década de 1990, com a crescente ofensiva neoliberal e a junção de grandes empresas, a CUT propõe a implantação de sindicatos por ramos de atividades como forma de fortalecer as entidades sindicais e as categorias.

Foi seguindo o indicativo da Central que o SUP se unificou ao Sindiquímica. Em abril de 2000, foi reconhecida, oficialmente, a união dos dois sindicatos, surgindo o Sindicato dos Químicos/Petroleiros-Bahia.

Mas no ano de 2011, no mês de agosto, atendendo à reivindicação da categoria petroleira, os dois sindicatos se separaram, sendo criado novamente o Sindipetro Bahia, que hoje atua como sindicato cidadão, representando a categoria petroleira em todo o estado da Bahia, mas também se posicionando em todas as lutas que visam a garantia da igualdade, justiça social e soberania do Brasil.

Contaremos um pouco mais sobre a história da representação sindical dos petroleiros em outras matérias que serão publicadas em breve.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Movimentos Sociais

O Facebook tirou da rede na terça-feira (15) as páginas do Sindipetro Paraná/Santa Catarina e do Sindiqímica Paraná, filiados à FUP.

No mesmo dia, foram derrubadas também as páginas das CUT’s Brasília e Santa Catarina e as dos sindicatos dos Bancários do Mato Grosso e da Paraíba.

O Facebook se limitou a fazer uma breve notificação: “Sua página foi tirada do ar – parece que a atividade recente em sua página não segue as Políticas das Páginas do Facebook. Se você acreditar que a remoção da sua página foi um erro, poderá contestar esta decisão e analisaremos novamente a questão”.

No caso dos sindicatos da FUP, as páginas foram retiradas do ar após o compartilhamento de um video que desmascarava as mentiras ditas pelo presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, em uma audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (8). 

"Será que as práticas antissindicais foram atualizadas? É muita coincidência as fanpages do Sindiquímica-PR e do SindipetroPR/SC saírem do ar simultaneamente", questiona o Sindiquímica-PR, em nota publica no site da entidade

Na página do Facebook do Sindipetro-PR/SC, a publicação já ultrapassava a marca de 70 mil pessoas alcançadas.

"O Sindicato vai contestar a decisão e se for preciso o fará até pelas vias jurídicas. Também não é possível descartar a hipótese de uma ação orquestrada de denúncias da publicação feitas por perfis falsos na rede, os chamados “robôs”, ou ainda uma manobra em massa dos apoiadores do atual governo, cujo o objetivo é entregar a Petrobrás e demais empresas estatais para o capital privado", informou o Sindipetro-PR/SC.

Para o dirigente do Sindiquímica-PR, Santiago da Silva Santos, o fato das páginas terem sido derrubadas após a postagem do vídeo é, no mínimo, suspeito. “Causa estranheza. Caso se confirme, só mostra como essa gestão trabalha. É bom que os trabalhadores percebam como esses caras têm medo de serem desmascarados”.

[FUP, com informações do Sindipetro-PR/SC e Sindiquímica-PR]

Publicado em Movimentos Sociais
Quinta, 29 Novembro 2018 08:41

RMNR volta a andar, rumo ao STF

Um único processo – incidente de uniformização de jurisprudência – decidiu a sorte de todas as ações trabalhistas do País contra a Petrobrás e a Transpetro, que cobram a diferença no complemento da RMNR.


Esse processo foi julgado em Junho, pelo Pleno (todos os ministros) do TST, e a tese dos sindicatos ganhou por 1 voto (13 × 12). No entanto, há recurso da Petrobrás (Embargos de Declaração) pendente de apreciação no próprio TST, e em seguida a Petrobrás tentará recorrer para o STF.


Pior ainda: houve um inusitado “pré-recurso” da Petrobrás, no STF, no qual a empresa conseguiu liminar do ministro Toffoli (aquele do general), ampliada pelo ministro Alexandre de Moraes (aquele dos supostos “nudes” da 1ª Dama Marcela Temer), para suspender todo e qualquer processo de RMNR até que o STF julgue um recurso que sequer existe.

 

Processo Circular |  A liminar Toffoli-Alexandre, pró-empresas, gerou um inusitado despacho no processo de uniformização. Veja o circuito fechado que se formou:

- o julgamento da uniformização foi pró-trabalhadores;

- contra ele as empresas anunciaram um futuro recurso, e com isso ganharam liminar suspendendo todos os processos, até que o futuro recurso das empresas seja julgado no STF;

- e, por conta da liminar, o próprio processo de uniformização que a gerou, foi suspenso.

Resultado: com o processo de uniformização suspenso, nunca haveria o recurso das empresas ao STF, e a liminar se tornaria eterna.

A FUP e seus sindicatos agiram no TST, demonstrando o absurdo, e o processo de uniformização foi liberado, e terá seu prosseguimento.

Relembrando |A Constituição, a CLT, e a Lei 5.811/72, garantem o adicional de periculosidade, o adicional noturno, o AHRA, e o adicional de sobreaviso.

A RMNR, imposta pelas empresas na negociação de 2007 como condição para a implementação do novo Plano de Cargos (PCAC), criou um “Complemento”, o qual, na prática, incorporou esses adicionais.

Acontece que a cláusula da RMNR, nos acordos coletivos, não permite essa incorporação. Veja você mesmo:

“...sem prejuízo de eventuais outras parcelas pagas (adicionais), podendo resultar (a remuneração) em valor superior à RMNR”.

Perspectivas | Nada está garantido, e a consagração do fascismo pelas urnas piora ainda mais o quadro. Se antes o Golpe de Estado de 2016 já possibilitava as reviravoltas ajurídicas que mencionamos acima, imagine a partir de 2019, quando os sindicatos serão tratados como organizações criminosas.

 

Da assessoria jurídica

Publicado em Sistema Petrobrás

Sindicatos ligados à FUP reúnem-se para fazer análise de conjuntura

Até ao final desta semana todos os dirigentes sindicais dos sindipetros ligados à Federação Única dos Petroleiros, vão reunir a categoria para analisar a conjuntura política do país. Propostas sobre o que fazer para impedir o avanço do fascismo serão discutidas e resultarão em preposições para orientar a luta em defesa da democracia.

No dia 16 de outubro, no Rio de Janeiro, a FUP reunirá seus representantes para ouvir as análises regionais e traçar o caminho da luta para os próximos dias.

 

Publicado em Política

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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